Escolas Assombradas: Geraldo de Almeida

Mitologias Ginasiais

No ano de 2020, relatos assustadores começaram a ser difundidos entre os alunos da Escola Geraldo de Almeida.

As histórias eram cochichadas nos corredores, e reuniões secretas aconteciam no passadiço entre a sala de materiais de educação física e a sala de leitura.

Os rumores alertavam os colegas sobre os perigos de se avançar para o próximo nível de ensino.

Os estudantes da sexta série revelavam aos egressos da quinta conhecimentos restritos, que só poderiam ser divulgados na última semana de aula.

Esses segredos consistiam em diversas lendas sobre a mudança para o período da manhã, nas quais se sugeria que eventos estranhos poderiam ocorrer.

Veja a seguir algumas dessas lendas:

Lenda da MerendaLenda urbana escolarDizia-se que merendeiras capturavam cachorros da escola e os usavam na merenda, especialmente para punir alunos bagunceiros. O desaparecimento da cadela “Pipoquinha” teria sido ligado a um molho de macarrão servido em uma semana não mencionada.
História do Professor Aterrorizantehistórias de boca em bocaRelatos sobre professores considerados excêntricos ou assustadores; um deles teria se fantasiado de boneco Billy (Jogos Mortais) e circulado pelo pátio em uma bicicletinha.
Boato da Travessia do Lago Santa CecíliaBoatoAlegava-se que alunos eram obrigados a atravessar o lago do Serrote sob vigilância do professor de educação física, que humilhava retardatários. Nota: Há notícias na Vanguarda de mortes reais de ex-alunos no local.
Narrativa da Gangue ViolentaRumor escolarHistórias sobre gangues de estudantes que usavam luvas com espinhos e socos ingleses para agredir alunos mais novos.
Crendice da Aula VagaCrendice popularO “crença da Aula Vaga” dizia que, se um aluno fosse ao banheiro e fumasse um cigarro feito com papel de caderno e pó de borracha, o professor faltava naquele dia.

6º Mito: Geraldo de Almeida Enterrado no Chão da Diretoria

O sexto mito merece um capítulo à parte. Deve-se deixar bem claro: não é possível encontrar nenhuma biografia do patrono da escola, nem na internet, nem no próprio colégio.

No entanto, há um rumor entre os alunos que afirma que Geraldo de Almeida foi um engenheiro de São José dos Campos que trabalhou na Base de Alcântara.

Em 22 de agosto de 2003, durante uma missão malsucedida, um foguete explodiu nessa base espacial, matando 21 pessoas. Entre essas vítimas, supostamente, estaria Geraldo de Almeida.

A história se torna ainda mais sombria: alguns alunos acreditam que o patrono da escola está enterrado no local onde hoje fica a diretoria.

Eles afirmam que, ao gritar três vezes “Geraldo” no corredor, o fantasma de Geraldo revelaria o gabarito da prova do SARESP.

As Lendas Urbanas da Escola Geraldo de Almeida

Escrevendo Alto

Um aluno do 9º ano da Escola Geraldo de Almeida teria consumido substâncias ilícitas no dia da prova de redação do SARESP. Sob o efeito desse calmante natural, sentiu-se tomado por uma inspiração incomum e preencheu ambos os lados da folha de resposta. Contudo, ao entregar o exame, foi confrontado pelo professor: — Por que você repetiu o seu próprio nome na folha inteira?!.

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A Estagiária Desaparecida

Uma outra narrativa de terror da escola Geraldo de Almeida sugere que, durante o intervalo, uma estagiária teria desaparecido misteriosamente.

Na ocasião, um aluno autista sob seus cuidados ficou desamparado, o que desencadeou um episódio de agitação intensa, durante o qual ele fez um escândalo e quebrou parte da escola, acalmando-se apenas após tomar um ansiolítico.

Algumas semanas depois do desaparecimento da estagiária, os alunos teriam notado a presença dela em postagens no Instagram da escola Geraldo de Almeida, aparecendo ora como vultos, ora como orbes.

Nas imagens, sua sombra aparecia atrás do ombro de professores e funcionários, como uma luz que a pessoa não percebia no momento. No entanto, os alunos afirmam que essas fotos foram tiradas semanas após o desaparecimento dela.

Nota: Muitas vezes são apenas partículas de pó ou umidade que refletem o flash, mas no mundo sobrenatural são interpretadas como energias espirituais. Em que você quer acreditar?

Conforme a lenda, a personificação que surge nas fotos seria a alma da estagiária, que, sem perceber que está morta, tenta interagir com os seres viventes.

O caso permanece em aberto, e teorias fantásticas continuam a ser disseminadas até hoje.

A Funcionária Fantasma da Empresa de Limpeza

Esses poucos que viam a mulher afirmaram que ela atravessava as paredes e desaparecia.

Um dos alunos, cuja mãe também trabalha na 1000clean (empresa de limpeza), contou que uma ex-funcionária da escola passou mal durante uma onda de calor e acabou falecendo enquanto limpava os banheiros próximos à sala de leitura.

Por essa razão, um dos banheiros acabou lacrado e hoje serve apenas como depósito. Há quem jure, no entanto, que ali existe um túmulo — ou talvez uma urna com os restos mortais daquela funcionária — e que seus parentes ainda visitam o local, em silêncio, todo Dia de Finados.

— Seria esse o fantasma da mulher da limpeza, ou é apenas mais uma lenda urbana?

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O Aluno Viajante do Tempo

Aparições na Educação Física Noturna

Durante o período da noite, um aluno que participava do projeto de Taekwondo afirmou ter ouvido assobios no corredor da escola.

Ao investigar o barulho, disse ter visto pela janela da sala, uma lápide com o nome “Geraldo de Almeida”. E quando olhou novamente, havia sumido.

Atentados nas Ecolas de São Paulo

Em março de 2023, um atentado em uma escola na Zona Oeste de São Paulo deixou os professores de São José dos Campos chocados e alarmados.

Naquela época, começaram a circular boatos nas redes sociais alertando as escolas de São José sobre possíveis ataques.

A escola Geraldo de Almeida foi uma das escolas que precisou chamar reforço policial para vigiar a entrada e a saída.

Durante esses dias, a maioria dos alunos faltou. Até hoje não se sabe se os boatos foram falsos, ou se realmente seria efetivado por algum aluno.

Sons Assustadores e Batidas na Sala de Leitura

O bloco mais afastado da escola Geraldo de Almeida é o da sala de leitura. O prédio fica do outro lado do pátio, longe das salas principais.

Lá, dá para ouvir o tique-taque do relógio na parede, o som dos passos e o estalar da madeira das prateleiras.

Enquanto isso, em outros locais da escola, o barulho é tão intenso que não se percebe nem o celular tocando.

Por esse motivo, a sala ganhou a fama de assombrada. Durante projetos e dinâmicas, poucos alunos tiveram a coragem de permanecer sozinhos na sala de leitura.

Quando os professores apagavam as luzes durante a contação de lendas ou ao passar um vídeo, os alunos ficavam receosos com as bonecas e marionetes que enfeitam as estantes da sala, pois, segundo eles, mexiam os olhos.

O medo dos alunos do 2º e 3º anos começou especialmente quando o professor Diego Del Passo contou o “relato assombrado da boneca”. Leia-o aqui, se tiver coragem!

O Professor Calvo

Por fim, contarei uma lenda urbana que envolve os professores. Dizem que todo professor que leciona por mais de cinco anos no Geraldo de Almeida fica careca precocemente. Felizmente, fiquei apenas dois anos. Será que isso não passa de mais uma lenda urbana?

2 comentários em “Escolas Assombradas: Geraldo de Almeida”

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