Lendas Urbanas de São José dos Campos – Parte 2

Esta é a continuação da série sobre lendas urbanas de São José dos Campos. Parte 1: Aqui

O Banheiro do Teatro Cine Santana

Contam que na década de 50, dois anos após a inauguração do teatro Cine Santana, houve um terrível incêndio. Um curto-circuito que começou na coxia e se espalhou pelo fosso da orquestra, matou a atriz principal da peça “O Pagador de Promessas”.

Décadas se passaram, e a tragédia foi esquecida, mas nos anos 90, a peça foi encenada novamente.

Foi nesse contexto que, enquanto a atriz principal dessa nova adaptação se maquiava para entrar em cena, uma voz feminina lhe disse:

“Não penteie seu cabelo… Você nunca ficará mais bonita do que eu…”

Quando a atriz se virou para ver quem havia falado, não viu ninguém. Ao voltar a olhar para o espelho, porém, viu o reflexo de uma mulher terrivelmente queimada.

Nota: O Cine Santana, inaugurado em 1952 no bairro Santana, foi um dos principais cinemas de rua de São José dos Campos, com capacidade para cerca de 800 pessoas. Nas décadas de 1950 e 1960, funcionou como centro de lazer e encontro social da comunidade local. Com o avanço de televisores, vídeos e shoppings, perdeu público e fechou como cinema nos anos 1980, chegando a ser igreja evangélica. Desde a década de 1990, passou a abrigar oficinas culturais, sessões de cinema e shows, tornando-se patrimônio histórico e espaço comunitário.

Fantasia de Diabo

Na década de 1990, uma propaganda de uma empresa italiana de laticínios ficou famosa no Brasil por mostrar crianças vestidas com fantasias de animais enquanto bebiam o principal produto da marca: o leite.

Segundo a lenda, durante um teste de elenco para selecionar um bebê para um comercial de TV, seis crianças participaram da audição. No entanto, ao revisar a filmagem, o diretor percebeu a presença de uma sétima criança.

— Essa criança estava fantasiada de bode e segurava a mão de uma bebê vestida de leão.

Nota: Nos anos 1990, a Parmalat lançou comerciais marcantes com crianças vestidas de animais, associando diversão e inocência à marca de leite. Os anúncios destacavam o produto como saudável e nutritivo, reforçando o apelo familiar. Tornaram-se populares por seu tom lúdico e cativante, marcando a memória de toda uma geração. Esses comerciais são lembrados até hoje como ícones da publicidade infantil da época.

De Itajubá para a Praça Afonso Pena

Uma lenda antiga de São José dos Campos narra a história de um rapaz de Itajubá não passou no teste para trabalhar como recepcionista em um famoso bordel. O motivo: ele era analfabeto.

Sentindo pena do rapaz, a cafetina teria dado a ele o dinheiro correspondente à passagem para voltar a Minas. O rapaz, porém, esperto com era, foi até o “Ceasa” e comprou uma caixa de maçãs vermelhas.

Ele colocou as maçãs sobre um banco de madeira e as vendeu na “Praça Afonso Pena”. Comprou mais maçãs, vendeu-as, e assim foi garantindo sua sobrevivência na cidade.

Os negócios prosperaram, e ele alugou um ponto de comércio, que depois se transformou em uma rede de sacolões famosos na cidade, com um bordão famoso nos rádios na década de 90.

Dizem que, depois de décadas, quando já era um homem rico, ele foi escolhido por um jornal regional para ser homenageado como o empresário do ano.

Foi então que o jornalista descobriu que ele ainda era analfabeto.

— Senhor — Perguntou o jornalista —, o que o senhor acha que poderia ter se tornado se soubesse ler e escrever? O homem respondeu sem hesitar: — Acho que teria sido cafetão…

Quando o Frango Pagou a Passagem

Uma anedota dos anos 90 conta que uma moradora do bairro Santa Maria tentou subir no “Poeirinha” — a linha de ônibus gratuita da zona leste de São José — carregando um frango vivo.

No entanto, o motorista chamou a atenção da senhora e a impediu: — Ei, a senhora não pode trazer um frango vivo para dentro do ônibus!

Então, dizem que ela torceu o pescoço do frango, deu de ombros e entrou no ônibus.

O Cão Fiel

Era manhã quando um rapaz entrou desesperado no quarto, pedindo à esposa que o ajudasse. Segundo ele, sua mãe havia desmaiado e, como resultado do piripaque, havia perdido o controle do intestino e da bexiga (cagou-se toda).

Eles concordaram que a esposa daria banho na sogra e depois voltaria para cuidar do bebê, enquanto o marido sairia em busca de um amigo com carro para levar a mãe ao médico.

Como a sogra morava em uma casa próxima a deles, e não havia nenhum vizinho que pudesse ficar de babá, confiaram ao cachorro da família, um pastor alemão, a vigilância do bebê, que permaneceu dormindo no berço. Eles trancaram o cachorro dentro de casa e saíram.

Vinte minutos depois, ao voltarem para casa, correram para ver como estava o bebê. Contudo, ao acenderem a luz do quarto, ficaram horrorizados com a cena: o cachorro lambia sangue e mastigava carne no carpete.

O bebê não estava em lugar algum. Naquele momento, a primeira conclusão a que chegaram foi que o cachorro havia matado o bebê.

Tomado por culpa e horror, o marido cortou a garganta do cachorro.

Logo após o cachorro ser morto, o casal ouviu o som do choro do bebê. Revistaram o quarto e encontraram o bebê vivo debaixo da cama, ao lado do corpo destroçado de uma jiboia de mais de 4 metros.

Polegares, Onde Estão?

Uma moradora da Vila Tatetuba voltou do supermercado e encontrou seu doberman engasgado na sala de estar. Ela deixou as sacolas no chão, colocou o cachorro no carro e correu desesperada para o veterinário.

Na clínica, o veterinário verificou que o animal precisava ser operado imediatamente para retirar uma obstrução na garganta e pediu que a mulher voltasse para casa e aguardasse seu telefonema.

Meia hora depois, a mulher ouviu o telefone tocar. Ao atender, o veterinário pediu que desligasse imediatamente e saísse correndo de casa.

A mulher seguiu as orientações e, pouco depois, a polícia chegou, deixando-a sem entender nada. Porém, os policiais militares revelaram que o veterinário havia encontrado dois dedos humanos que estavam presos na garganta do Doberman.

A mulher continuou sem entender nada. Enquanto isso, os PM revistaram a casa e encontraram um ladrão escondido dentro de um guarda-roupa; ele estava em estado de choque e com dois dedos de uma das mãos amputados.

O Erro da Cabeleireira Leila

Uma cabeleireira do bairro Campos dos Alemães contou uma história curiosa: ela estava quase fechando o salão quando um homem apareceu.

O homem explicou que estava na cidade a trabalho e precisava estar apresentável para uma entrevista de emprego na Embraer na manhã seguinte.

A cabeleireira disse: “OK, pode sentar!” e ajustou a capa ao redor do pescoço do cliente. No entanto, enquanto ela se preparava para iniciar o corte, notou um movimento de cima para baixo no lençol que cobria o colo do homem.

Naquele momento, ela percebeu que ele estava se masturbando e atirou o secador de cabelo contra a cabeça dele. O homem foi nocauteado e desmaiou na hora.

A mulher saiu correndo do salão e chamou a polícia. Mas, na delegacia, ao revisar as imagens das câmeras de segurança, perceberam que o homem estava apenas limpando os óculos debaixo do lençol.

Deixe um comentário

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑

Descubra mais sobre Nas Trilhas do Vale

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo