Lendas de São José dos Campos – Parte 4

Os Carros da Concessionária X

Essa é uma lenda amplamente divulgada entre os vendedores de carros de São José dos Campos. Contam que um carro com um histórico macabro chegou a uma concessionária para ser vendido.

As más línguas afirmavam que o veículo, que era de um modelo recente, fora encontrado em uma vala com o corpo do seu antigo proprietário em avançado estado de putrefação.

Essa informação, naturalmente, não foi divulgada aos clientes.

Narram que, na semana em que o carro esteve na loja, as vendedoras da concessionária se recusaram a ficar até mais tarde para fechar o estabelecimento.

O carro, no entanto, foi colocado à venda por um preço muito abaixo da tabela, e foi vendido na primeira semana.

Quem informou aos vendedores sobre a origem do carro foram os mecânicos da oficina contratada pela concessionária, que era famosa por fazer verdadeiras harmonizações faciais nos carros adquiridos em leilões ou de procedência duvidosa.

Eles seguiram o procedimento padrão: substituíram os acessórios e componentes automotivos danificados por peças mais baratas (provenientes de desmanches).

No entanto, o odor de morte que impregnava o carro não pôde ser eliminado, apesar de todos os esforços.

Dizem que, na primeira semana, o comprador do carro não se preocupou com o mau cheiro. Afinal, estava satisfeito com o bom negócio que fizera.

Na segunda semana, ele tentou uma lavagem a seco no interior do veículo, mas o odor persistia.

A situação chegou ao limite durante uma viagem a Campos do Jordão, quando o motorista foi obrigado a dirigir com a janela aberta.

Finalmente, o homem desistiu, e vendeu o carro pela metade do preço.

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O Bilhete Desonesto

Um motorista retornava de um bar na Vila Ema, em São José, quando encontrou o seu carro amassado. Um bilhete, porém, foi colocado sob o limpador do para-brisa. Dizia:

“As pessoas que estão me observando neste bar em frente acham que estou deixando meu nome e endereço, mas não estou…”

Dirigindo de Madrugada

Uma pessoa que não quis se identificar contou que, na década de 90, seu pai viveu uma história assustadora. Na época, ele tinha 10 anos, e morava com o pai no Santa Inês 2, em uma casa dentro de um bar.

“Meu pai relatou que certa noite, por volta das 23 horas, ele voltava de um churrasco no Coqueiro, quando sentiu um solavanco no carro.

Ele parou para verificar, e, ao dar a volta por trás do carro, encontrou um poodle preso na grade do Chevette. O animal estava de olhos fechados, e se debatia.

Meu pai contou que foi até o porta-malas do carro e pegou uma barra de ferro que usava para carregar o botijão de gás e desferiu vários golpes na cabeça do cachorro.

Ele contou que a rua estava completamente escura e não havia uma única alma viva. Quando devolvia o ferro no porta-mala, no entanto, uma mulher saiu de uma casa, chorando e xingando ele de monstro.

Meu pai disse que entrou no carro, acelerou e nunca mais voltou ao bairro.”

A Lenda do Exame de Concurso

Essa história foi narrada por uma professora da rede municipal de São José. Ela conta que estava aplicando uma prova de concurso e que o tempo de duração do exame já havia acabado; porém um homem insistia em continuar escrevendo e se recusava a entregar a folha.

A professora aplicadora anunciou então que não aceitaria o caderno de respostas, e ele seria desclassificado do concurso. “Você sabe quem eu sou?”, perguntou o homem.

A professora respondeu: “Não, e não me importa.” O homem então disse:

“Ótimo!” e enfiou seu caderno de respostas no meio da pilha de cadernos dos outros concurseiros, derrubou tudo no chão e embaralhou.

Em seguida, saiu correndo pelo corredor da escola e pulou o muro. Dizem que depois desse incidente todas as carteiras nos concursos começaram a vir com uma etiqueta com o nome e número do concurseiro.

Perguntas vêm à minha mente:
1Será que ele passou no concurso?
2Se passou, em qual escola de São José dos Campos esse gênio leciona?

O Bilhete Comido

Uma senhora e uma travesti estavam sentadas em lados opostos em um ônibus que partia da rodoviária de São José rumo a Campinas.

O vestuário, a maquiagem e a fisionomia decidida da travesti, de certa forma, incomodaram a senhora, que expressava em voz alta para todos os outros passageiros o que pensava dela.

A travesti suportou as grosserias e indiretas sem revidar, mas, em determinado momento da viagem, quando o fiscal da companhia entrou no ônibus e começou a verificar as passagens, a travesti rapidamente pegou o bilhete da mão da senhora e o comeu.

Apesar de sua explicação e protesto, ninguém acreditou na senhora homofóbica, que foi informada de que teria que pagar uma multa de R$500 (valores da época) quando chegassem ao terminal.

Após a saída do fiscal, a travesti, que era uma estilista bastante requisitada na capital, tirou o dinheiro da carteira, entregou à senhora e disse, rindo: — Valeu a pena perder R$ 500 só para ver a sua cara!

 O Milagre do Céu

Um casal adotou um gatinho. Na segunda semana na nova casa, o bichano subiu no topo de uma mangueira e ficou preso. Os donos ouviram os miados e lançam uma corda sobre o galho e tentaram puxar para baixo.

Contudo, ao esticar o galho a fim de resgatar o gato, a corda rebentou, e o felino foi estilingado por cima do muro da casa deles.

No quarteirão de trás, a filha de um pastor pedia um gato de presente, e implorava tanto que o pai disse:

“Bem, se Deus te der um gato, eu deixarei você ficar com ele.”

A menina saiu do quarto dos pais e foi brincar no quintal. De lá, o pastor ouviu a filha gritar, e quando saiu, viu a filha prostrada no chão agradecendo. O gato do vizinho estava nas mãos dela. “Obrigada, Deus, por esse gato!”

FIM

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