Esta é a continuação da pesquisa anterior, onde iniciamos uma análise historiográfica da paisagem do Rio de Janeiro em 1822. Utilizaremos, nesta seção, a planta da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, elaborada por Debret em 1835 (Jean Baptiste, 1768-1848).
Nota: Algumas ruas não estavam presentes nos dois últimos mapas, pois, o primeiro mapa carecia de resolução adequada (veja aqui), enquanto o segundo mapa representava a cidade de maneira mais artística (veja aqui), resultando na exclusão de certas ruas e na inclusão de outras em locais que contradizem sua existência real.


Rua dos Invalidos

Em amarelo no mapa.
Fixada no coração do bairro da Lapa, a Rua dos Inválidos foi inaugurada em 1791 pelo Vice-rei Conde de Resende. Originalmente, recebeu o nome de Rua Nova de São Lourenço, em alusão a um oratório que existia nas proximidades.
O nome Inválidos foi adotado três anos depois, em 1794, quando na Rua foi erguido um asilo destinado a soldados reformados ou invalidados.
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| Nome Completo ——> | José Luís de Castro (Conde de Rsende) |
|---|---|
| Local e Data de Nascimento | Lisboa, 19 de agosto de 1744 |
| Local e Data de Falecimento | Lisboa, 23 de março de 1819 |
| Título | 2.º Conde de Resende |
| Posição Militar | Almirante de Portugal |
| Posição no Brasil | 13.º Vice-rei do Brasil |
| Período como Vice-rei | 4 de junho de 1790 a 14 de outubro de 1801 |

Por séculos, a Rua dos Inválidos serviu como residência de numerosas famílias nobres.
Diversos casarões históricos foram construídos ao longo da via, que se tornou um dos endereços mais procurados do centro da cidade do Rio de Janeiro.
Entre os nobres que habitaram a Rua dos Inválidos destacam-se a Baronesa de Bambuí e o Visconde de Uruguai. Outro morador notável foi Francisco Targine, o Visconde de São Lourenço, que exerceu a função de conselheiro de D. João VI.
| Localização | Bairro da Lapa, entre as Ruas Visconde do Rio Branco e Riachuelo. |
| Ano de Criação | 1791 |
| Criador | Conde de Resende, vice-rei do Brasil. |
| Nome Original | Rua Nova de São Lourenço, em homenagem ao Oratório de São Lourenço. |
| Mudança de Nome | Em 1794, passou a se chamar Rua dos Inválidos. |
| Motivo do Nome “Rua dos Inválidos” | Em referência a um asilo para soldados reformados e inválidos construído no local. |
| Doação Importante | O casarão de acolhimento foi doado por Dom João VI. |
| Moradores Ilustres | Baronesa de Bambuí, Visconde de Uruguai e Visconde de São Lourenço. |
| Casarão do Visconde de São Lourenço | Construído no século XIX, na esquina da Rua dos Inválidos com a Rua Riachuelo. |
| Estado Atual do Casarão | Restou apenas a fachada. |
| Edifício da Polícia Civil | Construído em 1908, na esquina com a Rua da Relação; conhecido como “Palácio da Polícia”. |
Rua do Piolho/Rua da Carioca
Em vermelho no mapa.

O nome ‘Rua do Piolho’ teria surgido como referência irônica a um tipo de personagem comum na época: solicitadores que viviam revirando arquivos, cartórios e processos em busca de disputas legais das quais pudessem lucrar.
Assim como o piolho, que se infiltra discretamente e se agarra com insistência, esses indivíduos eram vistos como incômodos e persistentes — o que teria inspirado o apelido. Um deles, em especial, teria se tornado tão conhecido na vizinhança que acabou dando nome à rua.
A Rua da Carioca, um dos ícones do centro do Rio de Janeiro, possui uma história rica e complexa que se entrelaça com a própria evolução da cidade.
Evolução Histórica da Rua da Carioca
| Período | Evento / Transformação |
|---|---|
| Século XVI | Região pantanosa e de difícil acesso; primeiros habitantes se estabeleceram próximos ao porto. |
| Século XVII | Franciscanos iniciam a urbanização: constroem valas de drenagem e o Chafariz das Boiotas se torna central. |
| Século XVIII | Drenagem da Lagoa de Santo Antônio; abertura oficial da Rua da Carioca impulsiona o desenvolvimento urbano. |
| Século XIX | Consolidação como centro comercial e cultural da cidade. |
| Início do século XX | Reformas de Pereira Passos modernizam a área: novos edifícios, calçamento e redes de infraestrutura urbana |
Em resumo, a Rua da Carioca é mais do que uma simples via; ela representa a evolução da cidade do Rio de Janeiro, desde seus primórdios até os dias atuais, carregando consigo a memória de um passado rico e diversificado.
Na imagem: Rua da Carioca, por Thomas Enders, 1818


Thomas Ender foi um pintor austríaco nascido em Viena em 1793. Ele é conhecido por suas paisagens e aquarelas. Ender acompanhou a missão científica de Johann Baptiste von Spix e Carl Friedrich Philipp von Martius ao Brasil entre 1817 e 1818, onde produziu mais de 600 desenhos e esboços do Rio de Janeiro e São Paulo. Suas obras são encontradas em importantes museus brasileiros
Na Rua do Piolho, como tinha passado a se chamar o caminho do Egito, segundo o mapa de André Vaz Figueira, de 1750, base para a prancha 12 do atlas de Canabrava Barreiros. Em 1808, ano da chegada da Família Real ao Rio de Janeiro, a rua ainda se chamava do Piolho.

A Rua do Piolho cresceu ao longo dos anos, ganhou casas e mais casas, e passou a ser o acesso ao chafariz do Largo da Carioca. Depois disso, o nome Rua da Carioca foi dominando a cabeça da população e ficou até hoje.
(Fonte: Diário do Rio)
Rua do Alecrim é a Rua do Hospício, Atual Rua Buenos Aires
Em verde no mapa
Em 1822, a atual Rua Buenos Aires, localizada no centro do Rio de Janeiro, era chamada Rua “do Hospício” ou “Rua do Alecrim”. Entretanto, não havia nenhum hospício na via.
A rua ganhou fama por conta da antiga Igreja do Hospício, que contava com uma capela e um albergue, e tinha vista para a Rua Buenos Aires.
Leia mais sobre a rua aqui
Rua de Trás do Aljube/Rua Senhor dos Passos
Em roxo no mapa

O Aljube, uma das prisões mais aterrorizantes do passado do Rio de Janeiro, foi, inicialmente, destinada unicamente a presos eclesiásticos.
Este local é um dos capítulos do livro “Violência no Rio Antigo”, de Ronaldo Morais.
Construído em 1732, o Aljube era uma prisão clerical cuja principal finalidade era a detenção disciplinar dos padres.
Localizava-se encostada ao Morro da Conceição, no Estado do Rio de Janeiro, abaixo do palácio episcopal, e possuía uma parte subterrânea, em forma de calabouço.
A localização geográfica da prisão preocupava as autoridades à época, dada a sua insegurança, já que permitia comunicação com a rua e, por outro lado, principalmente pelo seu caráter em parte subterrâneo, o qual colado ao morro dava vazão à umidade, à insalubridade, tornando-se inabitável, sobretudo nessa parte do lado da montanha.

A prisão abrigava a maioria dos presos, escravos ou livres, que aguardavam julgamento ou que eram condenados por pequenos delitos ou crimes comuns, além dos desobedientes, dos vadios e dos mendigos, até a construção da Casa de Correção.
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| Característica | Aljube (1732-1856) | Sistema Prisional Atual |
|---|---|---|
| Finalidade Inicial | Prisão clerical para detenção disciplinar de padres | Varia de acordo com o tipo de crime e o sistema penal de cada país |
| Localização | Rio de Janeiro, Brasil | Diversas localizações, dependendo do país e do sistema penal |
| Estrutura | Calabouço subterrâneo, parte anexa ao morro da Conceição | Diversas estruturas, desde prédios antigos até instalações mais modernas |
| Condições de Detenção | Superlotação, falta de higiene, ausência de ventilação e iluminação, mau cheiro, mistura de presos, falta de vestuário | Variação considerável entre países e sistemas penais, mas problemas como superlotação, falta de higiene e condições precárias ainda são comuns |
| Princípio da Separação | Desrespeitado, com mistura de presos de diferentes crimes e classes sociais | Em alguns sistemas penais, o princípio da separação por tipo de crime e risco é aplicado, mas ainda existem desafios |
| Superpopulação Carcerária | Presente, com capacidade para 12-20 pessoas, mas abrigando 390 presos | Problema global, com taxas de superlotação significativas em muitos países |
| Tratamento dos Detentos | Condições desumanas, falta de assistência médica e jurídica | Variação considerável, com progressos em alguns países, mas ainda existem casos de maus tratos e negligência |
Rua do Oratóio
Em verde-limão no mapa

Havia vários orátórios no Rio de Janeiro em 1822. Antigamente, quando o Rio não dispunha de iluminação pública, a população da cidade costumava se reunir em torno dos oratórios, que ficavam acesos à noite, com suas imagens católicas iluminadas, tanto para rezar quanto para colocar o papo em dia.
Os oratórios funcionavam como uma espécie de ”guia” para as pessoas, que, à exceção de uma ou outra janela aberta iluminada, precisavam deles – situados em arcos, esquinas e até mesmo paredes de prédios – para se locomover.
Essa rua atualmente é a Rua da Alfândega, e também já se chamou: Rua da Quitanda de Marisco e Mãe dos Homens; dos Ferradores, de Santa Efigênia, do Oratório da Pedra, de São Gonçalo Garcia.
Leia aqui a descrição completa dessa rua
Rua do Ouvidor
Em verde no mapa

A Rua do Ouvidor, localizada no Centro do Rio de Janeiro, é um dos logradouros mais icônicos da cidade, marcada por uma rica história cultural, comercial e social.
Surgida no século XVI, a rua ganhou importância durante o período colonial e se consolidou como um centro movimentado para comércio, encontros sociais e boemia.
Durante o século XIX, a Rua do Ouvidor era o ponto de efervescência cultural e intelectual do Rio.
Conhecida como uma espécie de “coração” da cidade, abrigava lojas, cafés, livrarias e jornais. Era frequentada pela elite política, artistas, escritores e intelectuais, tornando-se o palco de debates políticos e literários.
Foi nesse cenário que surgiram os primeiros registros da imprensa brasileira e manifestações sociais que moldaram o país.

O nome “Ouvidor” vem do fato de que, em 1745, algumas casas foram adquiridas para abrigar ouvidores aposentados.
O segundo morador da rua foi Francisco Berquó da Silva Pereira, ouvidor responsável pelo nome que a via carregaria por séculos. Somente em 1916 o nome Rua do Ouvidor foi oficializado pela Câmara Municipal do Rio.
Ao longo dos anos, a Rua do Ouvidor perdeu um pouco de sua relevância comercial, mas manteve seu status histórico e cultural como um símbolo da transformação do Rio de Janeiro e do Brasil em períodos cruciais, como o fim da monarquia e o surgimento da República.
Rua dos Ouvidores no Século XVIII

Em meados do Século XVIII, no ano de 1745, a Fazenda Real comprou de um cidadão José de Andrade as casa que ele possuia naquela rua ou logradouro.
E lá foram morar os Ouvidores, denominação dada aos magistrados no Brasil do antigo Império Português.
Deste modo no Brasil, os ouvidores eram juizes nomeados pelos donatários das capitanais e posteriorente pelos Governadores Gerais e Vice-Reis.
O primeiro ouvidor ou magistrado que foi morar nas casas foi Manuel Pena de Mesquita.
Depois veio segundo, que era mais conhecido à sua época, Francisco Berquó da Silva Pereira. E assim, devido à estes fatos, a rua passou a ser chamada de Rua do Ouvidor, desde o a metade do século XVIII.
No Século XIX

A vinda da Corte portuguesa ao Brasil trouxe um novo impulso para o Brasil e principalmente para o Rio de Janeiro. A liberdade de comércio e a abertura dos portos, então promulgada, fez com que muitos comerciantes e negociantes estrangeiros viessem estabelecer seus negócios e lojas na capital do emergente pais.
Estes novos comerciantes, introduziram lojas de artigos variados, e muitos deles voltadas para artigos da moda e costumes das grandes cidades da Europa.
A Rua do Ouvidor foi o local onde muitos destes comerciantes estabeleceram suas lojas, e desde aquela época, a rua se tornou um endereço de elegância pelos próximos 100 anos.
Nessa rua estavam instaladas as melhores lojas de artigos finos, lojas de roupas de modas, cabeleireiros de senhoras, perfumarias, cafés, confeitarias, joalherias, casas de música e livrarias que assim atraíam para o local a sociedade elegante da época.
Em alguns dias semana, na parte da tarde, a Rua do Ouvidor se tornou um ponto quase obrigatório, por onde compareciam e circulavam as pessoas que pertenciam ou pretendiam pertencer à mais fina sociedade de sua época.

Segundo uma aguçada observação de um estrangeiro viajante, a Rua do Ouvidor era uma espécie de “Clube ao ar livre”, onde a sociedade se encontrava.
Poderia-se dizer também, que a Rua do Ouvidor teria sido o primeiro “Shopping Center” do Brasil.
Todas aquelas lojas, mas especialmente as confeitarias, lojas de modas e novidades, joalherias e casas de música serviam de pretexto para as inúmeras senhoras da sociedade que por lá circulavam.
Por sua vez, os políticos e intelectuais frequentavam principalmente os cafés e também as livrarias, e as redações dos jornais que cujas sedes lá se instalavam.
Antigamente era comum ler as notícias recém chegadas em murais nas portas das redações assim como comprar os jornais recem saídos das mãos dos vendedores de jornais que saiam portando algumas quantidades de jornais para vender aos passantes pelas ruas da cidade.
Assim, a Rua do Ouvidor era também a “rua dos jornais”, e a lista de folhas que tiveram suas redações naquele endereço era extensa. O local se tornou um ponto de honra para um Jornal que almejasse bom conceito e respeito de seus leitores.
Fonte: Rio de Janeiro Aqui
Largo de São Domingos, 1910
Em azul no mapa

Largo de São Domingos (1903)
Ao fundo, destacam-se as torres das igrejas do Sacramento e da Lampadosa. À esquerda, em um plano intermediário, observa-se uma casa de banhos, que era precisamente isso, devendo-se evitar a confusão com as atuais termas.
Foto: Augusto Malta. Livro: “O Rio de Janeiro do Bota-Abaixo” – Ed. Salamandra.


O Largo de São Domingo, que anteriormente funcionou como campo de São Domingos, foi posteriormente renomeado como Largo da Lampadosa, cuja designação se estendeu à rua e à travessa onde a igreja estava situada, sendo que a primeira delas se originou no Largo do Rocio, que, em sequência, passou a ser conhecido como Praça D. Pedro I e, mais tarde, Praça Tiradentes, finalizando na Rua Senhor dos Passos. A travessa da Lampadosa corresponde atualmente à Rua Luís de Camões.
A igreja e o largo de São Domingos foram obliterados com a abertura da av. Pres. Vargas, em 1942, resultando na perda irreparável de uma parte significativa do patrimônio histórico do Rio de Janeiro.
O pequeno templo, obra de várias gerações de escravos, simboliza o esforço e a dedic ação daqueles que, mesmo despojados de todos os direitos humanos, perseveraram na celebração de sua fé e na defesa da própria vida.
Rua da Lampadosa (Avenida Passos)
Em abóbora no mapa

A Rua da Lampadosa não existe no Rio de Janeiro, mas a Praça Tiradentes, localizada no centro da cidade, é tradicionalmente conhecida como o antigo “Campo de Lampadosa”.
A Igreja de Nossa Senhora da Lampadosa está localizada na Avenida Passos, no centro do Rio de Janeiro, perto da Praça Tiradentes. A igreja fica próxima da forca onde Tiradentes foi executado, e o mártir brasileiro pôde fazer as suas últimas preces em frente à igreja.
| Século XVII | Início da rua como caminho estreito | Ligava o rossio da cidade à chácara de José de Vargas Pizarro |
| 1747 | Doação do terreno para a capela | Plácido Antônio dos Santos doou o terreno com autorização do Senado da Câmara e confirmação régia |
| 1772 | Benção da capela original | A capela dedicada a Nossa Senhora da Lampadosa foi benzida |
| A rua passou a ser conhecida como Rua da Lampadosa | ||
| Fim do século XVIII | Última prece de Tiradentes | Tiradentes fez sua última prece na porta da capela da Lampadosa antes de sua execução |
| O campo da Lampadosa, área pantanosa, foi transformado em praça Tiradentes | ||
| Séculos XVIII e XIX | Obras de saneamento e melhorias | Construção de valas de esgoto, nivelamento do terreno, facilitando a construção de edificações |
| 1846 | Prolongamento da rua | A rua foi prolongada até a Rua Gonçalves Ledo |
| A rua passou a ser conhecida como Rua Luiz de Camões | ||
| A região hoje é delimitada pelas ruas Luiz de Camões, Andradas, Buenos Aires e avenida Passos |
Rua das Marrecas
Em azul no segundo mapa

O nome original era Rua das Belas Noites, referindo-se à prática dos cariocas da época, em que as moças saíam para passeios noturnos, geralmente acompanhadas por seus maridos ou outros membros da família.
Até que, em 1785, a prefeitura inaugurou uma fonte no local, logo apelidada de Chafariz das Marrecas, porque a água jorrava do bico de cinco marrequinhas de bronze.
A Rua das Marrecas é uma das ruas mais antigas do Rio de Janeiro, localiza-se perto do Passeio Público, sendo este logradouro aberto na época da construção do parque no século XVIII, ficando conhecida pelo poético nome de Rua das Belas Noites.
No canto superior esquerdo da imagem, o Passeio Público

Na primeira metade do século XVIII, a cidade do Rio de Janeiro não possuía praça arborizada, forçando a população a retirar-se das ruas entre meio-dia e 17 horas, pois ninguém aguentava o calor.

Então, o vice-rei Dom Luís de Vasconcelos, com o objetivo de embelezar a cidade, mandou construir o Passeio Público, um parque à semelhança do Passeio Público de Lisboa.
O pedido foi feito ao Mestre Valentim, que além do parque, construísse uma rua para melhor acesso ao passeio.
No final dessa rua, o mestre construiu um chafariz na esquina com a Rua dos Barbonos, atual Evaristo da Veiga, e como a água jorrava do bico de cinco marrequinhas de bronze, o chafariz ficou conhecido como Chafariz das Marrecas e a rua em frente ganhou o mesmo nome.

A fonte possuía dois tanques alimentados por bicas simples. Na parte de cima, encontrava-se um terceiro tanque no qual caía a água que jorrava das marrequinhas.
Faziam parte do conjunto do chafariz duas estátuas representando a ninfa Eco e o caçador Narciso, confeccionadas também por Valentim. As estátuas foram as primeiras obras em metal fundidas no Brasil.
Há controvérsias quanto à origem das marrequinhas, onde especulava-se que na verdade eram patos selvagens estilizados, inspirados no ato de liberar no Mato Grosso do Sul. As esculturas originais de Eco e Narciso estão guardadas hoje no Memorial Mestre Valentim, no interior do Jardim Botânico.

Na Rua das Marrecas começou a concentrar-se um grande número de prostíbulos, baseados no tráfico de mulheres judias do leste europeu entre 1860 e 1930, que foram trazidas ao Brasil para serem prostituídas, as conhecidas polacas.
Em muitos casos, essas prostitutas utilizavam o iídiche, língua bastante utilizada pelos judeus da Europa Central e Oriental, para dar recados entre si durante seu trabalho.
Ao suspeitarem que um cliente portava algum tipo de doença venérea, elas chamavam o sujeito de “encrenca” para definir a ideia de doença. Naturalmente, a popularização do termo acabou ficando abrasileirada como “encrenca”.
A origem da palavra remonta ao iídiche, onde “ein krenke” significava “doença”
O Chafariz das Marrecas

Em 1785, um chafariz foi erguido na interseção das ruas Belas Noites e Barbonos, atualmente conhecida como Evaristo da Veiga. Devido à água que jorrava do bico de cinco marrequinhas de bronze, o chafariz passou a ser denominado Chafariz das Marrecas, e a rua que se encontrava em frente adotou o mesmo nome.

A obra foi concebida por Mestre Valentim, o mesmo que projetou o Passeio Público. A fonte possuía dois tanques, os quais eram sustentados por bicas simples.
Na parte superior, situava-se um terceiro tanque, onde a água que emergia das marrequinhas era direcionada.
Integravam o conjunto do Chafariz das Marrecas duas estátuas, representando a ninfa Eco e o caçador Narciso. Também esculpidas por Valentim, essas estátuas foram as primeiras obras de metal fundido no Brasil, pesando aproximadamente duas toneladas e meia.
| Curiosidade | |
|---|---|
| Inspiração da estátua da Ninfa Eco | Há quem diga que Mestre Valentim se inspirou em um modelo vivo para compor a estátua. |
| Inspiração da estátua do Caçador Narciso | Acredita-se que foi inspirada em uma estampa do período Luís XV, com a figura se assemelhando a um pajem. |
| Interpretação das marrequinhas | Para José Mariano Filho, as marrequinhas eram patos selvagens estilizados, inspirados no “pato de Iberá”, do Mato Grosso. |
| Localização das esculturas originais | As esculturas originais de Eco e Narciso estão guardadas hoje no Memorial Mestre Valentim, localizado no interior do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. |
A Segunda Parte do Mapa

Rua do Fogo
Em amarelo-escuro no mapa

A Rua do Fogo, situada no Rio de Janeiro, possui uma história significativa. No século XVIII, a rua era referida como Rua do Fogo devido à sua criação na Chácara do Fogo, local onde eram produzidos fogos de artifício.
Em 1866, a via foi renomeada para Rua dos Andradas, em honras a José Bonifácio, Antônio Carlos e Martim Francisco, personagens relevantes que atuaram de forma decisiva no processo de independência do Brasil.
O Largo do Capim
Em vermelho no mapa

Originalmente denominado Campo da Forca, este tradicional largo sofreu diversas modificações em seu nome ao longo do tempo, sendo também amplamente conhecido como Largo do Capim, devido às suas atividades comerciais iniciais relacionadas à venda de capim e forrações para animais. A partir da metade do século XIX, o local passou a ser designado Praça General Osório.
As atividades comerciais sempre foram um aspecto definidor deste espaço. Em 1913, uma grande cobertura foi erguida no local para acomodar o mercado instalado, que permaneceu ativo até seu fechamento em 1943.
| 1753 | Campo da Forca | Transferência da forca para o local. |
| 1790 | Praça do Chafariz | Começou a venda de capim no local. |
| 1797 | Largo Bom Jesus / Largo do Chafariz Novo | Inauguração de um novo chafariz pelo Conde de Bobadela. |
| 1808 | Largo do Capim | Popularização da venda de capim na região. |
| 1815 | Praça Nova | Melhorias urbanísticas (nome não foi aceito). |
| 1869 | Praça General Osório | Renomeada pela Câmara Municipal (nome rejeitado). |
| 1925 | Praça Lopes Trovão | Novo nome adotado oficialmente. |
| 1943 | (Derrubada) | Demolida para a construção da Avenida Presidente Vargas. |
Rua da Vala (Rua Uruguaiana)
Em verde-claro no mapa

Contam os velhos cronistas que, antes de se tornar rua comercial, a atual Uruguaiana fora uma das menos respeitáveis do Rio. Durante a escravidão, era um lugar de “encontros”.
Numa rua próxima, a Senhor do Passos, ficavam numerosos “curtumes” (prostíbulos).
E, nela mesma, nos fundos do armazém dos Dois Socos – comerciantes magérrimos e gêmeos – o ex-escravo Pai Clemente alugava quartos para encontros, como constatou, espantado, o chefe de polícia, às escondidas na esquina do Ouvidor. Depois das invasões francesas de 1710 e 1711, a cidade do Rio de Janeiro resolveu precaver-se.
À pequena distância da vala para o escoamento das águas do Rio Carioca, aberta em 1641, à margem Rua Pedro da Costa (a partir daí Rua da Vala), levantou-se um muro defensivo projetado pelo Brigadeiro Massé, especialmente enviado ao Rio de Janeiro para reformular a sua defesa.

Só na segunda metade do século XIX, a Vala se revestiu de lajes de pedras, por determinação do Vice-Rei Conde da Cunha, providência, segundo versão da época, provocada por um acidente sofrido pelo mais graduado de seus ajudantes no local, durante uma aventura amorosa.

Ali funcionou o teatro introdutor da opereta francesa, o Alcazar Lirique, onde, entre tantas mulheres belas, brilharam Aimée e Suzana de Castera, que atraíram para os seus espetáculos os mais austeros varões, como o Visconde de Taunay e o Ministro Cotegipe.
E a cantora Pauly, que interpretou a opereta Les Pompiers de Naturre, na qual inspirou o português carnavalesco Zé Pereira a alvorada musical dos nossos carnavais.
Suzana de Castera

Suzana de Castera foi uma atriz francesa que causou grande impacto no Rio de Janeiro entre 1875 e a década de 1910. Ela era conhecida por sua atuação em teatros de variedades e por sua elegância. Suzana também era proprietária de um dos bordéis mais famosos da cidade, que atraía personalidades da vida pública da época
O Teatro
O Alcazar Lyrique foi um famoso teatro de variedades no Rio de Janeiro, inaugurado em 1859. Localizado na Rua da Vala, que mais tarde foi renomeada para Rua Uruguaiana, o teatro foi inspirado nos cabarés franceses e era propriedade do artista francês Joseph Arnaud. O Alcazar Lyrique apresentava vaudevilles, comédias leves e movimentadas, operetas e promovia bailes de máscaras e fantasias. Ele se tornou um ponto de encontro popular, atraindo a alta sociedade carioca e sendo conhecido tanto por suas apresentações artísticas quanto pelas polêmicas que geravainventando a noite: o Alcazar

A mudança de nome Rua da Vala para Uruguaiana deu-se em 1862, em homenagem à rendição do General Estigarribia e seu exército, na cidade gaúcha ocupada pelos paraguaios, no início da guerra. Rua hoje comercial, revolucionada pela passagem do Metrô e já devolvida à circulação urbana, foi berço de dois cariocas ilustres: o poeta Olavo Bilac e o ator Procópio Ferreira.
Na imagem, a muralha

A Muralha da Rua da Vala, construída no início do século XVIII no Rio de Janeiro (atual Rua Uruguaiana), foi erguida após as invasões dos corsários franceses Duclerc e Duguay-Trouin, como parte do “Plano de Defesa de 1714”. Iniciada em 1713, nunca foi finalizada, e uma proposta de fosso inundado em 1726 foi rejeitada. Com o tempo, a muralha foi desmontada e suas pedras usadas em construções particulares. Hoje, não restam vestígios visíveis dessa fortificação.
Fonte: Blogue Alma Carioca
Rua de São Joaquim
Na vertical e em verde-claro no mapa.

A antiga Rua de São Joaquim, atual Avenida Marechal Floriano, que também se chamou: Rua Larga de São Joaquim, Rua do Julião, Rua do Curtumeno Rio de Janeiro, — era dividida em duas partes: a Rua Estreita de São Joaquim e a Rua Larga de São Joaquim.
Durante o século XIX, a Rua Larga de São Joaquim era um importante centro comercial, abrigando fábricas, hotéis e lojas.
A rua passou por diversas transformações ao longo dos anos, incluindo o alargamento realizado pelo prefeito Pereira Passos no início do século XX
Rua dos Ourives
Em horizontal e em amarelo-claro no mapa

Como ia da Igreja de Nossa Senhora do Parto, situada ao final da Rua São José, até o Morro da Conceição, esse trajeto ficou conhecido, desde o século XVII, como o Caminho do Parto para Conceição.
Cortava, de modo oblíquo, as ruas perpendiculares ao litoral, quase como uma continuação da rua da Ajuda.
Com o passar do tempo, nela começaram a instalar-se as oficinas dos lapidários e joalheiros, sempre olhados com desconfiança pelas autoridades, por suspeitarem da existência, entre eles, de receptadores do ouro sonegado à vigilância do Fisco nas Minas Gerais.
Houve tempo em que foi proibida a profissão de ourives de obras de ouro. Somente depois da chegada de D.João foi a profissão exercida às claras.

Quando da abertura da Av. Central (hoje Rio Branco), foi ela dividida em dois pedaços que ficaram bastante distanciados um do outro.
Ao pedaço menor, entre a São José e a Sete de Setembro, foi dado o nome de Rodrigo Silva, permanecendo o trecho maior, entre a Rua do Ouvidor e o Largo de Santa Rita, com a designação de Rua dos Ourives até que, em 1936, teve seu nome alterado para Miguel Couto por nela ter tido consultório o conceituado médico.
Resumo
A Rua dos Ourives, anteriormente conhecida como Caminho da Conceição para o Parto, foi oficialmente destinada à ourivesaria pelo governador Gomes Freire de Andrada no século XVIII.
A iniciativa visava centralizar as atividades de ourives para facilitar a fiscalização e a arrecadação do imposto do quinto. Contudo, devido ao aumento de contrabando e prejuízos à arrecadação, a prática foi proibida pela Carta Régia de 30 de julho de 1766.
| Até meados do século XVIII | Conhecida como Caminho da Conceição para o Parto. |
| Século XVIII | Nomeada “Rua dos Ourives” pelo governador Gomes Freire de Andrada para concentrar a ourivesaria. |
| 1766 | A Carta Régia de 30 de julho proibiu a prática de ourives para conter contrabando e desvios fiscais. |
Fonte: Blogue Rio Curioso
Rua do Aljube
Em azul-claro no mapa (Rua de trás do Aljube)
Localizada no Rio de Janeiro, na antiga rua do Aljube (atualmente Rua Acre), entre as ruas do Ourives e Camerino, no bairro da Saúde, a palavra “aljube” tem origem árabe e significa cárcere, masmorra e cisterna.

As descrições da época revelam a natureza de uma prisão úmida, insalubre e obscura. Instituída pelo bispo Dom Antônio de Guadalupe em 1735, destinava-se a eclesiásticos que cometiam delitos, segregando-os dos criminosos comuns.

Com o passar do tempo, especialmente a partir de 1808, devido à escassez de edifícios após a chegada da Corte, o aljube incorporou-se à cadeia comum, servindo como prisão para contrabandistas, estelionatários e outros presos em geral, sendo rebatizada em 1823 como “Cadeia da Relação”.
Em 1856, foi desativada devido às péssimas condições de higiene, tornando-se uma casa de cômodos. A estrutura foi finalmente demolida em 1906.

A Rua do Aljube, margeando o Morro da Conceição, surgiu como prolongamento do caminho entre a Misericórdia e a Prainha, passando por terrenos alagadiços.
Inicialmente intransitável, foi calçada e iluminada em 1734, quando recebeu o nome devido à prisão do Aljube, construída para isolar religiosos criminosos de prisioneiros seculares.
O Aljube se tornou palco de injustiças, abrigando inconfidentes e revolucionários, como os da Confederação do Equador, e até inocentes, como Tomás Benedito, um escravo sexagenário condenado injustamente à morte em 1837.
História da Cadeia do Aljube
| 1732 | Construção iniciada sob iniciativa do bispo frei Antônio de Guadalupe. |
| 1733 | Bispo consegue a remissão do foro enquanto o prédio servisse como Aljube. |
| Século XVIII | Serviu como prisão para clérigos e sede do Juízo Eclesiástico no segundo pavimento. |
| Até 1808 | Detinha condenados pelo Santo Ofício antes do embarque para Lisboa. |
| 1808-1856 | Transformada em prisão comum até sua extinção. |
| Início do século XX | Prédio foi demolido e já servia como casa de cômodos antes disso. |
| Destaque | Tiradentes foi preso no Aljube durante a Inconfidência Mineira. |
Rua dos Latoeiros
Na horizontal e em roxo-claro no mapa

Quando ainda era chamada de Rua dos Latoeiros, a Via foi cenário para um fato histórico do nosso país: a prisão de Tiradentes, encontrado pelo tenente Francisco Vidigal, em 1789. O Alferes se escondia na casa de Domingos Fernandes.
A Rua era chamada Latoeiros porque muitos dos ferreiros da cidade do Rio de Janeiro se concentravam lá.
Em fevereiro de 1865, houve a mudança de nome. A Câmara decidiu homenagear o poeta maranhense Gonçalves Dias, que viveu na Via por muitos anos. Há quem defenda que foi lá que ele escreveu “Os Timbiras”, considerada sua maior obra.
Fonte: Diário do Rio
| 1868 | Saiu da Rua Gonçalves Dias o primeiro bonde rumo à Zona Sul da cidade. |
| 1894 | Fundada a Confeitaria Colombo, principal confeitaria da cidade. |
| Fim do séc. XIX | A Rua Gonçalves Dias tornou-se um dos principais pontos do comércio de luxo no Rio de Janeiro. Roupas e joias caras eram vendidas na região. |
| Início do séc. XX | A Rua Gonçalves Dias permaneceu praticamente intacta após as reformas de Pereira Passos, mantendo seu traçado original. |
| 1920 | A Rua ganhou um mercado de flores, tornando-se ainda mais movimentada. |
| 1965 | O mercado de flores foi remodelado. |
Rua do Ouvidor
Na vertical e em azul-turquesa no mapa

A via, que chegou a ser um dos mais importantes trechos do Brasil, foi aberta em 1567, conhecida como desvio do Mar. Só passou a ser chamada de Rua do Ouvidor em 1870. Nesse ano, o ouvidor Francisco Berquó da Silveira, Oficial de Justiça da cidade, foi morar em uma casa na esquina com a Rua do Carmo.

As pessoas começaram a chamar o logradouro de Rua do Ouvidor. Em 1897, o governo brasileiro mudou o nome para Moreira César. Porém, a população já havia adotado a alcunha anterior. Em 1916 o lugar voltou a ser, oficialmente, chamado de Rua do Ouvidor.
Desde sempre, a Rua do Ouvidor, uma das mais antigas da Cidade, teve vocação para ser grande.
Por lá se encontravam as lojas mais concorridas, as livrarias, as discussões intelectuais nas confeitarias e boa parte das pessoas mais influentes do país. Era o centro do centro do Rio.

Toda essa importância começou com a chegada da Família Real, em 1808. Comerciantes que desembarcavam da Europa se instalavam na área. Até Dona Leopoldina, primeira imperatriz do Brasil, fazia compras na Ouvidor.
“Era a principal artéria do centro do Rio de Janeiro. E tudo que acontecia aqui, irradiava para o resto do país”, afirmou Alberto Cohen, autor do livro “Ouvidor, uma rua do Rio”, certa vez em uma entrevista.
| 1857 | Realizadas as primeiras obras de calçamento na Rua do Ouvidor. |
| 1891 | A Rua do Ouvidor foi a primeira a receber iluminação elétrica na cidade. |
| Século XIX | Joaquim Manuel de Macedo publicou “Memórias da Rua do Ouvidor”, uma seleção de crônicas sobre a rua. |
| Período de Machado de Assis | A Rua do Ouvidor foi mencionada frequentemente em suas obras, sendo considerada o “rosto” do Rio de Janeiro. |
| Século XX | Chegou a ter 50 livrarias funcionando ao mesmo tempo, tornando-se um centro literário global. |
| Atualidade | Livrarias importantes como a Folha Seca continuam ativas, especializando-se em obras sobre o Rio antigo. |
Lojas e Proprietários Rua do Ouvidor (dados de 1834)

A Rua do Ouvidor no século XIX foi um símbolo da elegância e do luxo do Rio de Janeiro.
Frequentada por sessenta mil pessoas diariamente, abrigava lojas de renome, alfaiatarias, livrarias, modistas e tavernas que atendiam à elite da época.
Em 1867, foi proibida a passagem de veículos devido ao intenso fluxo de pedestres. Diversos empresários, artistas e escritores destacaram a importância cultural e comercial da rua, que era considerada um reflexo da cultura e sofisticação carioca.
Tabela de Lojas e Proprietários:
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| Nº do Prédio | Loja/Estabelecimento | Proprietário/Responsável |
|---|---|---|
| 50 | Taverna Mitraud | Não mencionado |
| 69 | Alfaiataria César & Gadia | César & Gadia |
| 70 | Vitrine “Arrangement de la Mode Française” | Madame Valois |
| 87 | Quinquilharias | Ana Pisles |
| 95 | Livraria e Tipografia Imperial | Emílio Seignot Plancher |
| 98 | Calçados finos ingleses | Brid & Payler |
| 99 | Confeitaria Lacele | Não mencionado |
| 102 | Modista e Coleteira | Madame Murat |
| 115 | Cabeleireiro | Roux |
| 124 | Ateliê de modas | Madame Rosália Dubois |
| 151 | Propriedade | José Tinot |
| 156 | Propriedade | Felix des Essard |
| 157 | Livraria | Albino Jordão |
| 161 | Ateliê | Madame Pompou |
Rua do Sabão
Na vertical e em azul-claro

A pista lateral da Avenida Presidente Vargas, no lado ímpar, tinha como referência a Rua General Câmara, anteriormente conhecida como Rua do Sabão. ,
Essa denominação estava presente em uma antiga canção inspirada na composição “Vem cá, Bidú” (Cai, cai, balão,/Na Rua do Sabão./Não vou lá, não vou lá, não vou lá,/Tenho medo de apanhar).
Sua origem remonta ao século XVII, tratando-se de um caminho que se estendia da praia até os campos da cidade, atravessando alagados.
Antes de receber o nome Rua do Sabão, foi denominado Caminho para a Candelária, em função de um armazém de sabão ali instalado durante os tempos coloniais.

A Igreja do Senhor do Bonfim do Calvário originou-se de uma capela construída na esquina da Rua da Vala, atualmente conhecida como Rua Uruguaiana.
Essa igreja foi uma das primeiras edificações no Rio de Janeiro do século XVIII e teve o mesmo destino que a Igreja de São Pedro, situada na rua ao lado, a qual foi demolida para a construção da pista central da Avenida Presidente Vargas.
Da mesma forma, uma igreja localizada na Rua do Sabão, dedicada à Nossa Senhora da Conceição, foi erguida pelo Cônego Antonio Lopes Xavier em 1757.
Ao seu lado, existia um asilo e um cemitério que, por um período, abrigou os restos mortais do Almirante Joaquim José Inácio de Barros, o Visconde de Inhaúma, que foi membro da referida Irmandade.

Logo após o término da Guerra do Paraguai, a rua passou a ser chamada Rua General Câmara, em homenagem a José Antônio Correia da Câmara, segundo Visconde de Pelotas e comandante da vanguarda de nossas tropas durante a batalha de Cerro Corá, onde Solano López foi morto.
Com a construção da Avenida Presidente Vargas, a homenagem foi transferida para a esplanada do castelo e, embora tenha se tornado célebre como general, o novo logradouro o promoveu a marechal.
Rua dos Ourives
Na horizontal e em amarelo claro no mapa

Como ia desde a Igreja de Nª.Sª. do Parto (no final da Rua São José) até o Morro da Conceição, essa via, conhecida como Caminho do Parto para Conceição, foi estabelecida no século XVII.
Ela cortava obliquamente as ruas perpendiculares ao litoral, funcionando quase como uma extensão da rua da Ajuda.
Com o decorrer do tempo, começaram a se instalar, ao longo dessa via, oficinas de lapidários e joalheiros.
Estas profissões eram frequentemente alvo de desconfiança por parte das autoridades, que suspeitavam da presença de receptadores de ouro sonegado à fiscalização do Fisco nas Minas Gerais.
Houve um período em que a profissão de ourives de ouro foi proibida. Apenas após a chegada de Dom João VI, essa atividade passou a ser exercida de maneira legal.

Com a abertura da Avenida Central (atualmente conhecida como Rio Branco), a via foi fragmentada em dois trechos, que acabaram se distanciando consideravelmente.
O menor, situado entre a Rua São José e a Sete de Setembro, recebeu a denominação de Rodrigo Silva, enquanto o trecho maior, entre a Rua do Ouvidor e o Largo de Santa Rita, manteve a nomenclatura Rua dos Ourives até ser renomeado em 1936 para Miguel Couto, em honra ao renomado médico que ali teve seu consultório.
Crime na Rua dos Ourives

Apesar das severas leis contra o contrabando de ouro, as falsificações e práticas ilícitas prosperaram no Brasil colonial.
Em 1730, um esquema liderado por Antônio Pereira de Souza revelou fraudes na Casa da Moeda, envolvendo até mestres ourives, cujos bens foram confiscados.
De 1742 a 1752, novos regulamentos determinaram penalidades rigorosas e a concentração dos ourives em áreas específicas, como a futura Rua dos Ourives, no Rio de Janeiro.
A partir de 1811, melhorias arquitetônicas, como fachadas ornamentadas, soleiras de mármore e grades artísticas, foram promovidas pelos próprios ourives. O alargamento da rua ocorreu em 1816, destacando o trabalho de franceses renomados como Charles Gerardot e Pierre Bernard Cousin.
A ourivesaria, que evoluiu para englobar também a relojoaria, foi uma atividade lucrativa e artisticamente refinada, rivalizando com a de Lisboa.
Fonte: Curiosidades Cariocas
Rua da Candelária
Na horizontal e em azul-arroxeado no mapa

Ela frequentemente passa despercebida àqueles que percorrem as movimentadas ruas do centro do Rio.
No entanto, o que muitos não percebem é que a Rua da Candelária tem sido retratada diversas vezes em ficções de épocas passadas.
Com seu traçado tradicional e uma iluminação que remete a um Rio de Janeiro que não mais existe – reminiscentes da Belle Époque, recentemente restaurada – essa rua tem atraído não apenas a atenção de cineastas, mas também de turistas e transeuntes que posam na charmosa via.
Localizada em uma área relativamente discreta, a rua está próxima a importantes atrações da cidade, como a própria Igreja da Candelária e o Centro Cultural Banco do Brasil, o que pode contribuir para sua percepção muitas vezes negligenciada.

Na Rua da Candelária, é possível encontrar diversos prédios com suas fachadas originais preservadas, contrastando com a estética dos modernos edifícios ao redor.
Servindo como cenário para filmes e locação de fotografias, a Rua da Candelária continua a fascinar aqueles que a atravessam, permitindo uma redescoberta de um Rio de Janeiro que muitos pensavam ter desaparecido. Portanto, caso se encontre no quarteirão cultural da capital fluminense, vale a pena visitar essa rua.
| 1835 | Construção do Mercado da Candelária, projetado por Grandjean de Montigny. |
| 1849 | O logradouro passou a ser chamado de Rua da Candelária devido ao mercado homônimo. |
| 1850 | Falecimento do Barão de Ubá, que havia quebrado a perna enquanto montava uma besta ruça na rua. Ele foi sepultado na igreja de São Francisco de Paula. |
| 1911 | Demolição do Mercado da Candelária, construído no século XIX. |
| Sem data específica | A Igreja da Candelária recebeu esse nome devido à “pedreira da Candelária”, de onde foram extraídas pedras para sua construção. |
Fonte: Minube
Rua da Quitanda
Na horizontal e em amarelo-claro

A Rua da Quitanda, uma das vias primitivas da várzea onde foi fundada a cidade do Rio de Janeiro, surgiu como um caminho que conectava o bairro da Misericórdia à Prainha.
Inicialmente tortuosa, foi regularizada em 1610, seguindo determinações da Câmara. A rua recebeu seu nome após 1690, devido à “quitanda grande” (uma feira) instalada no local.
Um trecho da rua entre São José e Ouvidor foi conhecido como Rua Sucussarará, devido à residência de um cirurgião inglês especialista em hemorroidas.

Em 1711, o chefe da expedição francesa, João Francisco Duclerc, foi assassinado em uma casa na esquina da Rua da Quitanda com a dos Escrivães (atual General Câmara). Essa mesma casa foi palco do pagamento de 616 mil cruzados aos franceses para o resgate da cidade.
Rua das Mangueiras
A rua das Mangueiras é a atual rua Visconde de Maranguape, localizada no bairro da Lapa, no Centro da cidade do Rio de Janeiro. Foi aberta na chácara das Mangueiras, pertencente a Gomes Freire, que doou as terras às freiras de santa Teresa. Atualmente, a Visconde de Maranguape é uma pequena rua que, na prática, é um prolongamento da avenida Mem de Sá. Nesta rua situa-se a igreja de Nossa Senhora do Carmo da Lapa do Desterro.
Fonte: Machado de Assis Net
Rua dos Barbonos/Barbonios
Em vertical e em azul escuro na parte superior esquerda do mapa

A rua dos Barbonos, atual Evaristo da Veiga (em homenagem ao jornalista do Primeiro Reinado e da Regência), situa-se no Centro da cidade do Rio de Janeiro, entre as avenidas República do Paraguai e Rio Branco.
Em 1739, os frades capuchinhos, ou barbonos (por usarem barba), mudaram-se para uma casa em frente ao hospício de Jerusalém (hospital e abrigo), onde permaneceram durante 68 anos.
No século XIX havia na rua Quiosques destinados ao comércio popular de produtos de consumo, destruídos com a reforma Pereira Passos no início do século XX. Nela, entre 1860 e 1908, ficava a “roda dos enjeitados”.
Fonte: Machado de Assis Net
Rua da Ajuda
Na horizontal e em roxo-claro na parte central esquerda do mapa

Uma das ruas mais antigas do Rio de Janeiro, a Rua da Ajuda, localizada no Centro, foi significativamente reduzida com a abertura da Avenida Central, em 1904.
A Rua da Ajuda foi estabelecida para facilitar a comunicação, adjacente ao Morro do Castelo e à Rua São José, em direção à Ermida da Ajuda, onde estava situado o Convento da Ajuda.
Na placa da rua, observa-se que recebeu o nome de Caminho de N. S. da Ajuda por iniciar em frente à capela de N. S. da Ajuda, o que teria ocorrido por volta de 1630. Antes de 1600, foi erguida a Ermida de Nossa Senhora da Conceição da Ajuda ao longo do trajeto que conduzia à Lagoa Grande ou do Boqueirão.

Em seu auge, a rua possuía considerável extensão e abrigava chácaras em seu extremo até o século XVIII.
Curiosidade: A rua é mencionada por Machado de Assis em seu conto “Pai Contra Mãe” (1906), onde se lê: “(…) foi então que lhe ocorreu entrar por um dos becos que ligavam aquela à Rua da Ajuda (…)”.
Rua da Guarda Velha
Na horizontal e na cor vinho na parte central esquerda do mapa.

Na Rua Treze de Maio, também chamada Rua da Guarda Velha, os carregadores de água do Chafariz da Carioca estavam sempre se desentendendo. Por isso, o Governador Gomes Freire de Andrade, também chamado Conde de Bobadella, mandou instalar um posto militar para organizar a área, no local onde hoje existe o Edifício Avenida Central. O nome foi mudado em 14 de maio de 1888, no dia seguinte à data de Abolição da Escravatura no Brasil.
Arco do Teles

Em azul-escuro, no Largo do Passo na parte inferior central do mapa.
Obra do engenheiro João Fernandes Pinto Alpoim, o Arco do Teles foi construído em meados do século XVIII para ligar a antiga Praça do Carmo, hoje Praça XV, à Rua da Cruz, atual Rua do Ouvidor.
O arco fazia parte da residência da família Teles de Menezes, proprietária dos prédios no local. Por isso o nome.
A área era frequentada por toda a alta sociedade carioca, que muitas vezes era atraída pela devoção a uma imagem de Nossa Senhora dos Prazeres, colocada em um espaço no interior do Arco do Teles.

A obra provou sua força em 1790. Nesse ano, um incêndio, que segundo alguns relatos foi criminoso, destruiu a maior parte da casa dos Teles de Meneses, afetando o Arco, que acabou resistindo. Muitos documentos históricos do Senado e da Câmara, que funcionavam nos prédios vizinhos aos dos Teles, se perderam nesse caso.

Entre os papéis perdidos estavam toda a documentação referente aos primórdios da cidade, inclusive os recibos e cobranças de foros (algo parecido com o IPTU) e os registros gerais de imóveis.
O curioso – e até engraçado – é que o incêndio teria começado em uma loja térrea próxima à Rua Direita, onde existia um comércio de objetos usados chamado de “O Caga Negócios”.
A Bruxa do Teles

O incêndio, no entanto, não é a única narrativa sombria relacionada ao Arco do Teles. Contam que uma mulher portuguesa, identificada como Bárbara dos Prazeres (denominação oriunda da imagem de Nossa Senhora dos Prazeres que adornava o Arco), ao chegar de Portugal acompanhada de seu esposo, envolveu-se em um laço amoroso que transcendia os limites do matrimônio com um homem de pele negra. Para consumar essa relação, ela planejara o assassinato de seu cônjuge europeu.
Tempos depois, Bárbara percebeu que o novo amor estava somente interessado em suas posses, então, ela também o matou.
Com dois crimes grandes nas costas, restou à mulher o submundo da eterna fuga. Passou a se prostituir e fazia ponto exatamente embaixo do Arco do Teles, que após o incêndio passou a ser menos valorizado e virou área de malandros e mulheres da vida.

O tempo passou e Bárbara envelheceu. Não tendo mais clientes e já com algumas doenças sexualmente transmissíveis, a mulher recorreu à magia negra.
Um dos trabalhos que fez tinha como objetivo recuperar a juventude perdida. Para conseguir isso, ela precisava ingerir sangue morno de crianças.
Não existem números exatos, mas documentos constam que foram dezenas de pequenas vítimas. Dizem que Bárbara pendurava as crianças pelos pés com uma corda, as esfaqueava e fiava embaixo delas para banhar-se no sangue. O ritual acontecia na casa onde vivia, na ainda isolada e perigosa Cidade Nova.

Em 1830, Bárbara sumiu no mundo sem avisar a ninguém. Nesse mesmo ano, um cadáver de uma mulher apareceu boiando próximo ao Largo do Paço. Embora as feições estivessem quase irreconhecíveis, alguns garantem que era Bárbara.
A assustadora criatura aparece nos registros policiais da época como Bárbara dos Prazeres e também como Bárbara “Onça” – referência à sua ferocidade. Teses defendem que nesse período surgiu a expressão: “cuidado que a bruxa está solta!”.
Fonte: Diário do Rio
Becos: da Batalha, dos Ferreiros e da Fidalga

Ficavam no Bairro da Misericórdia e não existem mais. A origem do nome do Beco da Batalha foi a existência de um oratório dedicado à devoção de Nossa Senhora da Batalha no próprio beco ou no largo do mesmo nome.
No Beco dos Ferreiros moravam muitos chineses e em suas casas se fumava ópio. No Beco da Fidalga morava dona Maria Antônia de Alencastro, parente do militar português Gomes Freire (1757 -1817).
Rua do Lavradio
Na parte inferor central de vermelho

A via foi aberta em 1771 pelo Marquês do Lavradio, e fica localizada entre os Arcos da Lapa e a atual Praça Tiradentes, o objetivo era ligar essas duas áreas.
Inicialmente, ela foi ocupada por residências de pessoas ricas e influentes como Duque de Caxias, Marquês de Olinda e João Caetano.
A Rua do Lavradio sempre teve uma importância cultural muito forte. Nela foram construídos seis teatros na época do Império, quase um teatro a cada 100 metros, pois a via tem 700 metros de extensão. E ainda havia festas e reuniões da alta sociedade brasileira da época que aconteciam nos casarões que existiam ali.
Descrição dos Becos do Rio de Janeiro
| Nome do Beco | Localização/Descrição |
|---|---|
| Beco do Cotovelo | Região da Misericórdia. Estreito, com pouco mais de metro e meio de largura, típico das vielas coloniais. |
| Beco da Fidalga | Região da Misericórdia. Também estreito, com odores e características de ruelas coloniais. |
| Beco dos Ferreiros | Região da Misericórdia. Estreito e sinuoso, retratado em descrições de Luiz Edmundo. |
| Beco da Música | Próximo à Praça do Expedicionário, fundos do Museu da Imagem e do Som. O nome deriva de ensaios da banda do Regimento Moura. |
| Beco do Moura | Região da Misericórdia. Parte das ruelas coloniais mencionadas por Luiz Edmundo. |
| Beco da Batalha | Região da Misericórdia. Uma das vielas estreitas e históricas. |
| Beco do Paço | Próximo à igreja de São José. Destruído na abertura da Rua Erasmo Braga, restando uma travessa com o mesmo nome. |
| Travessa do Comércio | Próximo ao Arco do Teles. Configuração colonial com fachadas do século XIX; local de histórias e lendas, como a de Bárbara dos Prazeres. |
| Beco dos Barbeiros | Liga a Rua Primeiro de Março à Rua do Carmo. Conhecido por barbeiros ambulantes alforriados; pavimentado com blocos de pedra. |
| Beco do Carmo | Próximo à igreja da Ordem Terceira. Abriga o oratório de Nossa Senhora da Boa Esperança, o último do gênero no Rio. |
| Beco das Cancelas | Entre as ruas Buenos Aires e do Rosário. É a menor rua do Rio, com apenas três metros de largura e 28 metros de extensão. |
| Beco do Rosário | Próximo à Praça Monte Castelo e à igreja de Nossa Senhora do Rosário. Abriga comércio informal de produtos variados. |
| Beco das Carmelitas | Na Lapa. Inspirou Manuel Bandeira em seu “Poema do Beco”; local de vida humilde e boêmia. |
| Beco da Fome | Entre a Av. Princesa Isabel e Prado Júnior, em Copacabana. Conhecido por seus restaurantes baratos e movimentação noturna. |
| Beco das Garrafas | Travessa sem saída na Rua Duvivier, Copacabana. Famoso como berço da Bossa Nova, abrigando bares icônicos como o Bottle’s. |
| Beco das Sardinhas | Na Rua Miguel Couto, Centro. Conhecido por seus bares que servem sardinhas e cerveja, atraindo trabalhadores. |
Nomes Antigos de Ruas do Rio de Janeiro
| Nome Antigo | Nome Atual |
|---|---|
| Arcos da Carioca | Arcos da Lapa |
| Aterrado | Cidade Nova |
| Rua dos Barbonos | Rua Evaristo da Veiga |
| Beco do Telles | Travessa do Comércio |
| Rua das Belas Noites | Rua das Marrecas |
| Praias do Boqueirão e da Lapa | Avenida Beira-Mar |
| Rua da Cadeia | Rua da Assembleia |
| Rua do Cano | Rua Sete de Setembro |
| Convento do Carmo | Anexo da Universidade Cândido Mendes |
| Rua Direita | Rua Primeiro de Março |
| Rua Estreita de São Joaquim | Rua Visconde de Inhaúma |
| Rua do Fogo | Rua dos Andradas |
| Rua do Hospício | Rua Buenos Aires |
| Lagoa do Freitas | Lagoa Rodrigo de Freitas |
| Rua da Lampadosa | Rua Luís de Camões |
| Largo da Prainha | Praça Mauá |
| Largo do Paço | Praça XV de Novembro |
| Rua dos Latoeiros | Rua Gonçalves Dias |
| Rua das Mangueiras | Rua Visconde de Maranguape |
| Rua de Mata-cavalos | Rua do Riachuelo |
| Rua de Mata-porcos | Rua Estácio de Sá |
| Morro do Desterro | Santa Teresa |
| Rua dos Ourives | Ruas Miguel Couto e Rodrigo Silva |
| Palácio da Quinta da Boa Vista | Museu Nacional |
| Rua do Piolho | Rua da Carioca |
| Praia do Peixe | Rua do Mercado |
| Saco do Alferes | Santo Cristo |
| Rua da Vala | Rua Uruguaiana |
| Rua das Violas | Rua Teófilo Otoni |
| Ilha de Villegaignon | Escola Naval |
| Ponta do Calabouço | Final do Aeroporto Santos Dumont |
FIM
No tópico da Rua do Sabão, se vê uma rua com uma marca apagada de caneta com os dizeres “R. São Domingos – 25~7-1922”. Não é o Rio de Janeiro, mas São Paulo, se referindo a uma rua do bairro do Bexiga, em registro feito pelo fotógrafo Domício Pacheco. Desculpe alertar para a correção. Mas o texto é maravilhoso. Parabéns.
Vou verificar e corrigir. Obrigado!