Se você não viu a parte 2, veja AQUI
O Golpe do Escâner
Esta é uma lenda bastante difundida entre os policiais civis de São José dos Campos. Conta-se que um agente, prestes a se aposentar recorreu a um método alternativo para arrancar a verdade do suspeito.
Após mais de duas horas de interrogatório e já exausto da indiferença do réu diante dos questionamentos, que apenas o faziam perder tempo, o policial prestes a se aposetar decidiu pregar uma peça no elemento.

Contam que ele colou vários fios de cobre em um coador de café e pôs na cabeça do suspeito.
Em seguida, conectou esses fios a uma impressora, dizendo ao bandido que era um detector de mentiras.
O policial então inseriu uma folha de papel no scanner com a palavra “mentira!”, e assim, toda vez que o suspeito respondia a uma pergunta, o policial pressionava o botão “copiar”, a impressora lançava uma folha com a palavra “Mentira!”.
Contam que o bandido confessou o crime depois da terceira folha.
Um Grito de Socorro

Certa noite, uma moradora da zona sul de São José ouviu um bebê chorando do lado de fora de sua casa.
Achando a situação estranha, ela ligou para a polícia, que a aconselhou repetidamente: “NÃO ABRA A PORTA!”
Quando a polícia chegou, a intenção criminosa foi revelada: um estuprador estava usando uma gravação do choro de um bebê para fazer as moradoras abrirem as portas.
O Caso do Dedo Cortado

Uma mulher combinou com o marido de buscá-la no Center Vale. No horário combinado, o marido estacionou e de dentro do carro ligou avisando que havia chegado.
Após meia hora, porém, a mulher ainda não havia saído. O homem, então, foi procurá-la na loja onde havia avisado que iria fazer compras, contudo, não a encontrou.
Depois de rodar pelo shopping inteiro, o marido pediu ajuda aos seguranças, e, depois de muito vasculharem, encontraram a mulher desmaiada no provador da loja.
Havia sangue espalhado no chão e o dedo anelar dela havia sido cortado.
Na época, a polícia trabalhou com duas hipóteses: a primeira, vingança de uma ex; a segunda, um ladrão queria roubar o anel de diamante.
Qual é a versão que vocês aceitariam?
Veja também: Lendas do Vale – Parte 2: São José dos Campos
Cobras no Playground do Centervalle

Em 1993, uma história assustou todos os moradores de São José dos Campos. De acordo com os rumores da época, uma criança teria sido mordida por uma cobra escondida dentro da piscina de bolinhas do Centervalle.
Na década de noventa, era comum ouvir relatos de pais que tinham receio de deixar seus filhos brincarem nas piscinas de bolinhas coloridas, com medo de serem mordidos por cobras.
Outras versões da história sugerem que o ferimento veio de uma seringa ou outro lixo contaminado despejado na piscina de bolinhas. Até hoje, passados 30 anos, os adultos que viveram nessa época não sabem se isso realmente ocorreu ou se foi uma história inventada pelos pais para economizar dinheiro.
A Sacola Premiada

Os vendedores mais antigos do Calçadão de São José narram uma história curiosa.
Contam que, nos anos 90, um ladrão encontrou uma sacola com o logotipo de uma loja de surf ao lado da barraca de cachorro-quente da Neuza e saiu correndo, certo de que havia roubado algo valioso.
Mas, porém, contudo, entretando, todavia, ao abri-la atrás da rodoviária velha, o espertão descobriu que dentro havia apenas o corpo de um gato que alguém pretendia descartar.
Vingança do Pracinha de SJC

De acordo com uma história narrada em um antigo almanaque da cidade, um jovem soldado, integrante da Força Expedicionária Brasileira na Itália, recebeu uma carta de sua namorada, que morava em São José dos Campos.
Na carta, a moça não apenas terminava o relacionamento, como também pedia sua fotografia de volta.
Em vingança, o soldado juntou todas as fotografias das mulheres de seus amigos e as enviou para a garota, dizendo na carta: “Desculpe, mas não consegui lembrar qual delas é você…”
Com Deus não se Brinca

Em meados dos anos noventa, uma família de São José teve um fim trágico na Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro.
O casal estava com viagem marcada para Campos do Jordão, onde seriam padrinhos de um casamento.
Para presentear os noivos, compraram uma belíssima louça de Limoges, que foi cuidadosamente ajeitada no porta-malas para não quebrar com o movimento do carro.
Pediram aos vizinhos que ficassem atentos a qualquer movimentação estranha em torno da casa. Ao partirem, o vizinho cristão advertiu:

— Tenham cuidado e vão com Deus!
O viajante ironizou: — Só se for no porta-malas, porque o carro está cheio!
Seguiram a viagem normalmente e, ao alcançarem a altura da Rodovia Floriano Rodrigues, defrontaram-se com uma forte neblina na pista, entretanto, não diminuíram a velocidade.
Após uma ultrapassagem perigosa, contudo, bateram de frente com um caminhão. O acidente foi fatal, e o casal e os filhos morreram.
Após uma hora, enfim o resgate conseguiu retirar corpos das ferragens. Eles encontraram, no entanto, o carro capotado e amassado, exceto pelo porta-malas. Ao abri-lo, tiveram uma supresa: encontraram a louça imaculadamente intacta, assim como todo o porta-malas.
FIM