História da Cidade de S.José Dos Campos – Jairo César de Siqueira

Sobre o Livro

A Fundação de São Paulo de Piratininga e a Relação com São José dos Campos

Veio para o Brasil com uma tríplice missão: combater os traficantes franceses, penetrar nas terras a procura de metais preciosos e estabelecer núcleos de povoamento no litoral.

Ele sentiu que o povoamento precisava de um supervisionamento católico, e ergueu a primeira capela na vila que recebeu o nome de “Santo André da Borda do Campo”.

A transferência do colégio jesuíta para a região de Piratininga, assim como a transferência da aldeia do Rio Comprido (São José dos Campos) para a região do Banhado, teria ocorrido em função dos ataques que as aldeias sofriam de facções indígenas contrárias à colonização portuguesa.

Tanto São Paulo quanto São José da Parayba haviam se deslocado para locais estratégicos, no alto de colinas, com visão privilegiada dos inimigos.

São José dos Campos iniciou o seu povoamento no Rio Comprido, atual limoeiro, e após ataques dos Tamoios.

O Cerco de Piratininga

Após firmar aldeia em São Paulo de Piratininga, portugueses e índios, liderados pelo Cacique Tibiriçá, foram atacados por índios da tribo Guarulhos – batalha chamada de “O Cerco de Piratininga”.

Contudo, os portugueses, com ajuda dos índios liderados por Tibiriçá, saíram vitoriosos.

Depois da derrota os vencidos procuraram outro local para levantar “a Taba (Taba Ete)”, dando origem à cidade de Taubaté.”

José de Anchieta

Estes, por sua vez, aliaram-se aos franceses para atacar os colonos portugueses. José de Anchieta e Manoel da Nóbrega intermediaram as negociações de paz, e José de Anchieta aceitou ficar como refém enquanto transcorriam os acordos de trégua.

Foi no cativeiro que Anchieta escreveu na areia o famoso “Poema da Virgem”. Ele havia sofrido um naufrágio à bordo de uma canoa com os índios Tamoios; acordando em uma praia de Ubatuba.

Como não sabia nadar, atribuiu a sua sobrevivência a um milagre. Após o incidente, ele subiu a serra, chegado na fazenda jesuíta dos “Campos ondulados”.

Alguns almanaques antigos afirmam que havia uma fazenda de gado administrada pelos jesuítas na região onde corre o Rio Comprido, ao qual teria sido “ungida” como vila, após José de Anchieta ter arregimentado índios Guaianases, oriundos do conflito chamado “O cerco de Piratininga”. E portanto, Anchieta seria o fundador da aldeia de São José do Sul (São José dos Campos).

Eventos
A data mais antiga a citar a cidade de São José dos Campos é de 1643.
Em 1680, o padre Manuel de Leão administrava a cidade.
Jesuítas notáveis que residiam na vila de São José antes do Banhado:
Domingos Coelho: Nascido em Portugal em 1645, farmacêutico, cirurgião e mestre de forno de cal.
Antônio Fernandes: Nascido em Portugal em 1645, enfermeiro.

Indícios de que Anchieta Seria o Fundador de São José dos Campos

  • Outro registro de Anchieta na região seria na biografia de Jorge Moreira “Vila de S. Paulo contra os Tamoios do Paraíba”, onde o jesuíta aparece como intérprete.

Guaianases: Povoadores de São José

As índias Guaianases eram as mais bonitas do ramo Tupi-Guarani. Era contumaz naquele tempo os sequestros de índias. Elas eram laçadas e tomadas como esposas ou concubinas por portugueses ou índios de tribos rivais. Sendo esse um dos motivos para os jesuítas terem deslocado a aldeia para a colina do Banhado —  a fim de ter visão estratégica do inimigo; e evitar ataques.

Os Povos Desta Terra

Os índios brasileiros eram mais versados em farmácia do que os médicos mais renomados da Europa. Os médicos europeus estavam mais para ‘curandeiros. Era comum na Europa fazer sangrias, ou receitar “chás de chifres de unicórnios, bezoar, bosta de cavalo e raspa de ouro branco.

Os índios, por sua vez, tinham na mata a sua farmácia de manipulação. Com uma raiz aqui, uma folha ali, faziam remédios infalíveis.

Os índios Guaianases eram pacíficos e apegados à família. Porém, não gostavam de trabalhar e eram alcoólatras. Gastavam o pouco dinheiro que tinham com a bebida; deixando a mulher e os filhos “sem ter o que ir na missa”.

  • Nos primórdios da aldeia de São José da Paraíba do Sul, foi descoberto ouro em um lugar chamado “Tanque dos índios”.

É citado no “Ato de Ereção da Vila de São José da Paraíba” os limites da nova cidade. Ficavam entre os rios Jaguari e Paraty e o rio “Capão Grosso, também chamado Parangaba.

  • Existe hoje um bairro chamado Capão Grosso, no limite de São José com Caçapava, e o bairro Pararangaba, perto da Via Dutra.

Na época de Jairo César de Siqueira

Tradições Católicas

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  • Noite das Trevas
  • Procissão do Enterro
  • Procissão do Fogaréu
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Noite do Lavapés

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Carpições

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Fatos sobre São José

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Fatos
O criador do escotismo universal, Baden Powell, certa vez esteve em São José e elogiou o escotismo na cidade, que na época era comandado pelo sargento do exército Deodato Ramos.
José Miragaia, pai de Euclides Miragaia (MMDC), herói da Revolução Constitucionalista de 1932, foi o primeiro presidente da Associação Esportiva S. José, em 1932. Dorival Monteiro de Oliveira também participou da ata de fundação do clube.
O grupo escolar Olímpio Catão era reconhecido como escola modelo no estado de São Paulo. Periodicamente, recebia visitas de escritores famosos e delegados de ensino para fazer relatórios de como o ensino deveria ser em outras cidades.
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Fatos
Taubaté era a capital administrativa do Vale do Paraíba e a cidade mais próxima a ter uma agência bancária. Os joseenses não se davam muito bem com os taubateanos e, como não havia agências bancárias em São José, optavam por cidades como Guaratinguetá e Mogi das Cruzes para depositar seu dinheiro.
No começo do século XX, havia dois Tiros de Guerra em São José dos Campos: o de número 545, que era alinhado com o partido do governo, e o de número 183, que pertencia à oposição (Partido Libertador).
O escritor Paulo Setúbal veio se tratar de uma tuberculose em São José dos Campos.
O primeiro coletivo a circular em São José foi de propriedade de João Cristo, dono de uma máquina de beneficiar café instalada na Rua Rubião Júnior. O coletivo foi apelidado jocosamente de “Mamãe me leva”.
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InformaçãoDetalhes
EntrudoEra o nome do carnaval em São José.
João CursinoFoi prefeito de São José dos Campos em 1906-1910, 1913-1916, 1919-1930, totalizando 17 anos de gestão.
Palmira SantanaFoi professora do Grupo Escolar Olímpio Catão.
Adélia PradoSupostamente foi professora do Grupo Escolar Olímpio Catão.
Grupo Escolar Olímpio Catão em 1919Aplicou o novo modelo de ensino de São Paulo antes de ser adotado pelo estado.
Praça Cônego LimaAntes de ter a Igreja do Rosário, era um antigo cemitério na época dos jesuítas.
Década de 1920São José dos Campos era considerada tão provinciana e atrasada que moradores de Paraibuna sentiam falta do movimento de sua terra natal devido à tranquilidade da cidade.
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InformaçãoDetalhes
Autor Ricardo GonçalvesSe tratou em São José dos Campos.
Inauguração da luz elétricaOcorreu em 1º de janeiro de 1910 em São José.
Nomes populares na década de 20Elpídio, Joppe, Possidônio, Porfírio, Hermengarda e Mariquinha.
Maestro Francisco GaiaCompositor da primeira valsa “Aquele amor foi um sonho”.
Mercadão do Centro
InformaçãoDetalhes
Participação na Guerra do ParaguaiCidadãos joseenses estiveram na Guerra do Paraguai.
Revolução Constitucionalista de 1932Integraram a Revolução, e o soldado joseense Euclides Miragaia (MMDC) foi morto.
Participação na 1ª Guerra MundialEstiveram em Verdem, Somme, Ardemes, trincheiras de túnel, Vila Queimada, Itararé, Buri, Monte Castelo, Monte Cassino e Montese.
Corrida de tourosHavia corrida de touros no largo da Igreja de São Benedito até a metade do século 20, hoje Praça Afonso Pena.
Coronel João Alves da Silva CursinoPrefeito em 1930, foi expulso da cidade durante o Estado Novo.
Fase sanatorial de SJCDoentes não podiam cuspir ou escarrar nas ruas e praças públicas e usavam uma “escarradeira de bolso.”
Peixe ‘dourado’Inserido no Rio Paraíba no início do século 20, acabou com as espécies nativas.
Habitantes das margens do Rio ParaíbaChamados de Piraquara.
Caça de cobrasRealizava-se no local conhecido como “Campo dos Alemães.”

O Terremoto em São José

A Rua do Fogo

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A Rua do Fogo tem muitas histórias. Uma delas é a história do próprio nome. São três as teorias:

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A Falha Atmosférica em São José

O Mercadão Antigamente

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Gastronomia Joseense do Começo do Século XX

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  • O Mercadão no começo do século tinha metade do tamanho atual. Na outra metade havia um jardim chamado “Jardim Nossa Senhora, onde havia um coreto.
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Fase / ElementoDescrição e Impacto Histórico
Primórdios e FundaçãoA cidade nasceu da Aldeia de São José (índios Guaianases). O texto destaca a influência dos Jesuítas e o conflito de autonomia com Jacareí.
Ciclo do Café e GadoAntes da tecnologia, SJC era uma vila agrícola. A elite cafeeira do Vale do Paraíba moldou a primeira arquitetura do centro da cidade.
Fase SanatorialO grande diferencial histórico: o clima “abençoado” atraiu tuberculosos do país todo. Surgem os grandes sanatórios (Vicentina Aranha, Ezra).
Arquitetura e UrbanismoA transição das casas de taipa para os casarões ecléticos. O texto ressalta como o centro se modernizou para atender à “elite da cura”.
A Chegada do ITA/CTAO divisor de águas que transformou a “Cidade da Cura” na “Cidade da Tecnologia”, trazendo engenheiros e mudando o perfil socioeconômico.
Personalidades LocaisA resenha menciona figuras como Cassiano Ricardo e o próprio Agê Júnior como guardiões da memória e da identidade joseense.
O “Banhado”Citado como o maior patrimônio ambiental e cênico, sendo a marca registrada que define o horizonte e a geografia da cidade.

FIM

3 comentários em “História da Cidade de S.José Dos Campos – Jairo César de Siqueira

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  1. Meu nome é Gilberto Gonçalves de Oliveira, tenho 67 anos e sou filho da terra, meus ancestrais do lado de meu pai foram portugueses e nativos, onde acreditamos que eles viveram vários séculos em nossa região, provavelmente desde século 17. Nós dias de hoje (2026) devemos ter no máximo 10 por cento de nossa população com tradições de noss terra. Assim se paga pela prosperidade.

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