Lenda Urbana: Esperando o Casamento Pela Eternidade

Antigamente, as crianças que iam para a Escola Suely Antunes, na Vila Maria, morriam de medo de passar pela estrada da fazenda de Olívio Gomes. Havia, nesse local, uma antiga lenda de que uma mulher vestida de noiva vagava pela estação de trem da “Rede Ferroviária Federal S.A (RFFSA)”.

Esse relato data da década de 90. Contam que uma mulher estava indo para seu casamento, que aconteceria na Igreja Matriz, no Centro.

O pai dela conduzia o carro pela Sebastião Gualberto e, ao retornarem pela Estação RFFSA, um caminhão desgovernado bateu no carro deles na contramão.

Segundo os relatos da época, a mulher foi arremessada para fora do carro e bateu a cabeça no meio-fio, mas o pai sobreviveu.

Sua morte gerou grande comoção, e o noivo, ao chegar ao local da tragédia, ficou tão traumatizado que precisou ser internado no hospital psiquiátrico Francisca Júlia.

Muito tempo depois, um taxista trafegava pelo mesmo local, quando notou uma moça sentada na escadaria da estação. Ele ficou aturdido ao ver uma moça tão bonita em um lugar tão escuro.

Ele parou e perguntou se ela queria uma carona. A moça aceitou. No caminho, ele a questionou do “por que estar ali”, e ela contou como foi parar naquele lugar.

Após ouvir a história, o motorista ficou aterrorizado. Os dois permaneceram em silêncio até contornarem a Avenida São José, atrás da Matriz.

No entanto, quando o motorista parou o carro no destino e anunciou o fim do trajeto, não havia mais ninguém no banco do passageiro.

Na Cultura Popular

Há muitos relatos de pessoas que dizem ter visto a tal noiva sentada nas escadas da RFFSA chorando. Conta-se que ela pede carona aos transeuntes e, ao chegar ao seu destino, desaparece, repetindo infinitamente esse trajeto.

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