História narrada por uma moradora do Banhado
Numa noite, logo depois de um banho quente, eu me preparava para dormir, quando ouvi um grito no portão. Era meu cunhado, que tinha vindo para São José em busca de trabalho.

Acordei meu marido, e ficamos na varanda conversando. O clima estava frio, e a neblina do Banhado envolvia toda a planície. Perdemos o sono e continuamos conversando até tarde.
Quando olhei no relógio, notei, ao longe, uma luz piscar na vegetação. Parecia a chama de um isqueiro sendo ativada. Apontei para o meu cunhado.
De repente, uma pedra foi atirada em nossa direção, e, por sorte, não atingiu minha cabeça. Entrei correndo e gritei chamando meu marido.
Ele e meu cunhado foram ao mato verificar, mas não encontraram ninguém. Entramos. Depois de uns 20 minutos, as pedradas voltaram com mais intensidade no telhado de casa.
Os dois foram verificar novamente e, mais uma vez, não encontraram nada. Ficamos intrigados e decidimos ir dormir.
No dia seguinte, encontramos vários garfos queimados no quintal. Achamos isso muito estranho e sem explicação.
Depois de um tempo, conversando com uma amiga da igreja que havia sido feiticeira no passado, descobri que era uma simpatia para roubar marido. O meu, no caso.”
FIM
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