Você já ouviu falar em homem do saco ou loira do banheiro? Essas histórias podem nos fazer rir, tremer ou até questionar a nossa sanidade mental. Mas a grande questão é: são verdadeiras ou apenas frutos da nossa imaginação? Quem sabe? Talvez a verdade esteja escondida entre risos e sussurros…

Sejamos sinceros: quem hoje compra livros de lendas urbanas? É exatamente por isso que decidi compartilhar no meu blogue todos os boatos, rumores, lendas urbanas e tradicionais que acumulei ao longo dos anos.
Porque se ninguém vai comprar, pelo menos vocês podem rir (ou se assustar) de graça!
Sejam bem-vindos, esta é a primeira parte das “Lendas do Vale”.
As séries de lendas que serão apresentadas a seguir ocorreram na região do Vale do Paraíba, com destaque para a minha cidade: São José dos Campos.
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A Tentativa de Sequestro no Shopping

No começo dos anos 90, lendas urbanas sobre o sequestro de crianças eram comuns; dizia-se que os sequestradores eram contrabandistas de órgãos humanos.
Foi nesse período que se espalhou uma narrativa sobre uma criança pequena que desapareceu no Centervalle, após os pais se distraírem nas atrações do parque de diversões.
Contam que, no momento em que as autoridades foram notificadas, elas imediatamente ordenaram que as entradas do shopping fossem seladas e aconselharam os pais a observarem os sapatos das crianças pequenas que saíam acompanhadas.
A explicação da polícia foi que, embora os sequestradores pudessem modificar a aparência da criança ou substituir suas vestimentas, era comum que esquecessem de alterar os calçados.
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Com essas dicas, os pais cuja a criança havia sido sequestrada rapidamente reconheceram a sua própria criança carregada por um senhor em um carrinho de bebê.
A criança havia sido sedada e estava disfarçada com uma peruca. Os policiais também disseram que era comum os sequestradores cortarem ou tingirem o cabelo da criança no banheiro.
A História Que Disseram Ser Apenas Lenda
A lenda relata que a polícia local tinha conhecimento das ocorrências desse tipo de crime, mas, em contrapartida, recebia propina para silenciar os casos.
Essa realidade justificaria a ausência de relatos sobre as tentativas de sequestro nos veículos de comunicação regionais nos anos 90.
Na verdade, diversas fontes da mídia local realizaram reportagens sobre essas histórias; no entanto, o intuito não era expor esse tipo de crime, mas sim desmascarar os rumores e as lendas associadas a tentativas de sequestro.
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O Caso do Cachorro Enviado por Frete Aéreo

Após a retomada dos voos comerciais em 2010, o Aeroporto de São José registrou um incidente curioso e escabroso. O relato, vindo de um agente de bagagem, tornou-se uma das histórias mais emblemáticas do folclore interno entre os trabalhadores do setor.
Segundo o funcionário, faltava meia hora pra o término do seu expediente, quando, ao verificar um forte odor vindo de uma caixa de transporte no porão de cargas, encontrou um Golden Retriever morto.
Assim, temendo serem demitidos, o agente e seu chefe optaram por uma saída arriscada: compraram um animal idêntico em um canil e o substituíram secretamente.
Contam que quando a dona recebeu a caixa de transporte no balcão do aeroporto e o novo cachorro pulou e lambeu o rosto dela, ela desmaiou.
O motivo era que a família havia enviado o cachorro morto para ser empalhado.
Nem Tudo Que Reluz é Ouro

Uma mulher estava sentada no último assento de uma van, usando seu celular, quando sentiu uma mão passar pela janela e agarrar o seu aparelho.
Reagindo por impulso, estendeu a mão em direção ao ladrão e tentou pegar o celular de volta, no entanto, acabou agarrando e arebentando o colar que estava no pescoço dele.
Nesse momento, o sinal da Avenida Pedro Álvares Cabral ficou verde, e o motorista da van acelerou.
Desse modo, o ladrão ficou com o celular, e a mulher com o colar.
No dia seguinte, procurando ressarcir o prejuízo do celular, a mulher decidiu vasculhar o centro da cidade à procura de um especialista em ouro e acabou encontrando um que trabalhava na Praça Afonso Pena. Queria ver se conseguia obter alguns trocados; então, mostrou o colar, e a resposta foi surpreendente. Segundo o senhor, a joia era de ouro puro e poderia valer mais de dez mil reais.
Nesse momento, a mulher ficou feliz ao se lembrar do celular roubado, um Moto G velho com a tela quebrada. E concluiu: ” Perdi um Motorola e ganhei um iPhone”.
Jantar Macabro

No final da gestação do primeiro filho, uma mulher que morava no CTA contratou uma empregada para ajudá-la nos trabalhos domésticos.
Meses após o nascimento do bebê, a mulher e o marido decidiram ir ao cinema assistir à sessão das 16h no shopping.
E assim eles deixaram o bebê aos cuidados da empregada, que até aquele momento havia conquistado a confiança deles.
Ao retornarem às 18h30, no entanto, a empregada os recebeu vestida de noiva e disse que havia preparado uma grande surpresa.
Essa atitude inesperada deixou o casal constrangido e assustado. A empregada os conduziu até a sala de jantar e, quando adentraram o cômodo, presenciaram uma cena terrível.
No meio da mesa, em uma grande travessa, estava o bebê assado e enfeitado com batatas. A mãe enlouqueceu e nunca mais pronunciou uma única palavra. O pai, que era militar, sacou o revólver e matou a empregada.
Confusão Mental

Um motoqueiro que estava dando grau na “Avenida dos Evangélicos” foi parado pela patrulha de motocicletas da Rocam e submetido ao teste do bafômetro.
Ao falhar no teste, o homem foi autuado. No momento em que recebia voz de prisão, dois carros colidiram do outro lado da rua. Os policiais ordenaram que o homem esperasse enquanto atendiam à ocorrência.
O motoqueiro bêbado aproveitou a oportunidade e fugiu na moto. Quando chegou em casa, porém, e encontrou a esposa deitada e pediu para ela confirmar o seu álibi: que ele esteve em casa a noite toda.
Algumas horas depois, após rastrearem o meliante e invadirem sua casa, os policiais encontraram a moto estacionada na garagem, com as luzes do giroflex ainda piscando.
O Ladrão da Família

Nessa lenda dos anos 90, uma idosa que morava no Conjunto Habitacional Integração, que sofria de mal de Alzheimer, estava sozinha em casa quando ouviu alguém tentando arrombar a porta da sua casa.
A porta estava trancada com uma corrente e, segundo ela, uma mão tentava forçar a fechadura. A idosa, que estava passando roupa, decidiu então colocar o ferro quente na mão do invasor.
O homem deu um berro e saiu correndo. Alguns minutos depois, a senhora telefonava para a filha e narrava sobre a tentativa de assalto que havia sofrido.
No entanto, durante a conversa, a filha a interrompeu, dizendo: “Desculpe, mãe, mas não posso falar agora; meu marido acabou de chegar em casa com a mão queimada e preciso cuidar dele.”
Chifre Matemático

Após uma exaustiva prova de mecânica dos fluidos, um professor do ITA disse ao estudante que daria o ponto necessário para ele passar se encontrasse a resposta para o seguinte enigma:
“O que, em um procedimento de loteria, é legal, mas não lógico; lógico, mas não legal; e nem lógico, nem legal?”
Sem saber a resposta, o estudante propôs outro enigma ao professor: “O que na sua vida é legal, mas não lógico; lógico, mas ilegal; e nem lógico, nem legal?” Como o professor não soube a resposta, deu ao estudante o ponto.

O estudante então revelou a resposta correta: “Veja, você tem 59 anos e é casado com sua ex-aluna de 25 anos; embora isso seja legal, não é lógico.
Sua esposa tem um amante de 20 anos, o que é lógico, mas não legal, e você acabou de dar a ele um ponto, o que não é nem lógico, nem legal.”
Defina Coragem
Nesta outra narrativa do ITA, um estudante de engenharia recebeu uma prova de inglês com a seguinte proposta: “Escreva em inglês a definição de coragem”. A lenda conta que ele escreveu esse números: “3 + 15 + 21 + 18 + 1 + 7 + 5” — e obteve nota 10.
FIM DA 1ª PARTE
eu sou inteligente 😉😲😜