Recontando Histórias: Percy Jackson

A Ideia da Aula

Nota: Antes de explicar como esta aula foi planejada, é essencial entender seu objetivo: realizaremos a recontagem oral de uma história, usando imagens como apoio, em alinhamento com as habilidades da BNCC: (EF15LP19, EF15LP18, EF15LP17, EF15LP16, EF15LP15).

Então, comentei: “tem o Percy Jackson, que é infantojuvenil, mas dá para ser lido tranquilamente até o ensino médio…”

A professora respondeu: “Mas é um livro muito grande!” Eu respondi; “Pois eu já estou trabalhando com ele…”

A professora ficou curiosa: “Mas como você está fazendo?” Eu respondi: “Oras, eu estou lendo, resumindo, e criando slides a partir do meu resumo; e cada aula eu conto uma parte, até chegar em um clímax, onde eu paro, deixando-os curiosos; então mando eles emprestarem o livro para saberem o que vai acontecer…”

A professora me desejou boa sorte, e deve ter pensado: “Esse não deve ter vida.”

Assim nasceu este texto expositivo, após uma busca por histórias que servissem de pretexto para abordar transtornos como TDAH e dislexia, que continuam gerando polêmica, especialmente entre pessoas desinformadas.

PS: Slides no final

A Inspiração do Autor

Rick Riordan foi professor de História e Inglês, antes de se tornar um escritor, e, em suas aulas, percebia o interesse dos alunos pela mitologia grega.

Além disso, Riordan tem um filho diagnosticado com TDAH e dislexia — com hiperfoco voltado para a mitologia grega.

Nota: Hiperfoco refere-se a um estado de intensa concentração em uma tarefa específica, sendo um comportamento comumente observado em indivíduos com TDAH.

Riordan narrou tantas histórias sobre personagens da mitologia grega para seu filho que esgotou o seu repertório, levando-o a conceber um novo personagem para explorar novas aventuras.

Percy Jackson é também uma homenagem ao filho, pois, no início da aventura, Percy enfrenta os mesmos problemas escolares relacionados ao TDAH e à dislexia que o filho sofreu.

Mais tarde, na história, descobre-se que a dislexia é o cérebro de Percy tentando ler em grego antigo, e o TDAH são seus poderes de filho de um deus grego se manifestando.

A História

OBS: Contaremos a estória sem revelar o nome do personagem, e só no final da primeira parte revelaremos o nome do livro.

A história nos apresenta um garoto de doze anos que estudava em um internato para crianças problemáticas, chamado “Academia Yancy”, localizado em Nova York.

Durante os seis anos de estudo, desde o jardim de infância, nosso personagem foi expulso de seis escolas diferentes. Os pais dele eram divorciados, e ele tinha TDAH e dislexia, o que agravava sua situação.

TDAH: Dificuldade em manter a atenção e controlar impulsos. Dislexia: Dificuldade na leitura e na identificação de letras e sons…, mas veremos no final que isso pode ser um superpoder e não uma patologia.

O nosso herói era problemático, e sempre dava um jeito de quebrar algo, molhar os amigos, entre outras travessuras. Ele era levado à direção quase toda a semana, e nunca tirava notas acima de 5, por conta das disfunções que tinha.

A única matéria que o nosso personagem gostava na escola era história, principalmente quando o professor falava sobre a Grécia Antiga. Ele tinha um ótimo professor e até conseguia memorizar os eventos e tirar notas acima da média, apesar do seu TDAH.

Os eventos fantásticos que nosso personagem presenciará começam em um passeio escolar para o “Metropolitan Museum“, em Nova Iorque, para o qual ele se esforçou ao máximo para se comportar, a fim de receber a autorização do diretor para participar.

Ele havia prometido não se meter em encrenca naquela semana e estava se esforçando. No dia do passeio, dentro do ônibus, Nancy Bobofit testou a sua paciência – a valentona da escola passou toda a viagem praticando bullying com os colegas – e decidiu atacar Grover, amigo de nosso personagem, jogando um pão com geleia na cabeça dele.

Nosso protagonista se segurou ao máximo para não arremessar Nancy pela janela do ônibus e só não cedeu aos pensamentos intrusivos porque se lembrou de que o diretor ameaçara cancelar o passeio caso algum engraçadinho tumultuasse.

Dentro das galerias do museu, o senhor Brunner, o professor de história que também era cadeirante, conduzia os alunos enquanto contava a história de cada peça grega do acervo – e até parecia que ele havia morado na Grécia Antiga, por conta da riqueza e dos detalhes com que ele narrava os mitos.

Nancy, a mesma garota do Bullying no ônibus, desandou a falar alto durante a explicação do professor, e o nosso personagem se segurou, até esbravejar com a garota: “Dá pra calar essa boca!?”

O grito do menino interrompeu o discurso do senhor Brunner. O professor, com sarcasmo na voz, perguntou para o garoto: “Talvez você possa nos dizer o que essa figura representa!”

O menino hesitou, mas ele conhecia a história, e decidiu responder. O professor narrava um importante evento da mitologia grega: a titanomaquia.

Eles estavam de frente para uma “stela”, que era uma placa de pedra onde havia um desenho talhado que contava um mito. E foi mais ou menos assim a resposta do nosso personagem:

“A titanomaquia foi uma mega briga entre os Titãs e os deuses liderados por Zeus, lá na Grécia antiga. Os Titãs eram tipo os chefões antigos, e os deuses, tipo Zeus, Hera, Poseidon, esses eram os novatos que queriam tomar o trono. Então teve essa batalha enorme, com muitos trovões, raios e muita pancadaria entre eles. No fim, os deuses ganharam e aí ficaram no poder, mandando nos humanos e tudo mais…”

O professor elogiou o nosso personagem, e Nancy Bobofit caçoou, dizendo: “Grande coisa” Para que servirá a mitologia grega em nossas vidas?”

Os alunos pausaram a visita para lanchar. O nosso personagem e o seu amigo Grover sentaram-se ao lado de uma fonte, de frente para a Quinta Avenida, para comer os sanduíches que levaram.

Nancy Bobfit apareceu do lado de Grover e deixou o lanche cair na cebeça dele de propósito. Nosso herói ficou irado e não viu mais nada.

Quando abriu os olhos, Nancy estava sentada com o traseiro na fonte. Nancy berrou, afirmando que o nosso herói havia empurrado ela na fonte, porém ele estava no mesmo lugar, sentado na beirada da fonte.

Enquanto ela fazia um escândalo, os outros alunos comentavam: “Você viu aquilo? Parecia que a água estava agarrando a Nancy com uma mão?!”

A Sra. Dodds, uma das professoras mais insuportáveis da escola, assistiu Nancy cair na fonte e ficou irada. Ela ordenou que o nosso personagem a seguisse até o museu para dar uma bronca e uma punição.

O menino se viu sozinho com a sra. Dodds na seção greco-romana. Ela estava com os braços cruzados e rosnava. “Você está nos criando problemas”, disse a professora.” Ela disse para o menino confessar algo que ela havia descoberto sobre ele, e o garoto pensou que fosse sobre o estoque ilegal de doces que ele estava contrabandeando no dormitório. Ela disse: “O seu tempo esgotou!”

A professora ficava cada vez mais nervosa, ao passo que sua pele se tornava cinza, e garras cresciam de suas unhas; e aos poucos ela se metamorfoseava em uma criatura que lembrava as “Erínias” da mitologia grega.

As Erínias são criaturas que representam a vingança e a punição. Elas são geralmente retratadas como mulheres aladas com serpentes no lugar de cabelos e olhos flamejantes.

As Fúrias punem aqueles que cometeram crimes graves, especialmente aqueles que desrespeitaram os deuses ou quebraram juramentos sagrados. Elas são implacáveis em sua busca por justiça e frequentemente perseguem os culpados até que sejam devidamente castigados.

O nosso personagem pensou: “Estaria eu vendo uma criatura da mitologia? Será que, além de dislexia e TDAH, eu também sou esquizofrênico?”

A professora transformada em “fúria” foi em direção ao nosso personagem, porém, na hora em que ia atacá-lo, o professor de história surgiu em sua cadeira de rodas e arremessou uma caneta para ele.

Nos milionésimos de segundos em que a caneta descrevia um arco no ar, o objeto foi se transformando em uma espada. O menino segurou a espada e desferiu um golpe na Sra. Dodds, que se transformou em areia e sumiu no ar.

Erínias, também conhecidas como Fúrias, eram três irmãs da mitologia grega. Seus nomes eram:

NomeResponsabilidade
AlectoPunir o crime de adultério e a violação de juramentos familiares.
MegeraResponsável por punir a inveja e os crimes entre irmãos.
TisífoneEncarregada de punir os crimes de homicídio e assassínio.

Ele saiu desesperado do museu e encontrou Nancy Bobofit, que disse esperar que a professora Kerr tivesse lhe dado uma bronca. Mas, que ele lembrasse, a professora se chamava Sra. Dodds.

O professor da cadeira de rodas disse que nunca houve uma professora com esse nome, quando questionado, e perguntou se o menino estava bem da cabeça.

Estaria o nosso personagem sofrendo de esquizofrenia? Pergunte aos seus alunos.

De volta ao colégio interno, o nosso personagem acordou na madrugada e desceu o primeiro pavimento da escola para beber água.

Na sala do professor, ele ouviu a conversa entre o seu amigo Grover e o professor de história. Ele descobriu que não estava ficando esquizofrênico, pois eles cochichavam a respeito da professora que havia se transformado em uma fúria.

Era tudo verdade. A água da cascata do museu que havia puxado Nancy e todas as coisas fantásticas que aconteciam perto dele. Não era invenção da cabeça dele.

O nosso personagem guardou essa informação para si. Nas férias escolares, Grover e ele voltavam para casa no mesmo ônibus.

No meio do caminho, o menino confidenciou ao amigo a conversa que ele ouvira entre o professor e o amigo. Grover hesitou, e bem na hora que ia responder, o ônibus parou.

O motorista pediu para todos descerem. Do lado de fora eles viram fumaça saindo do motor, e se deparam com três mulheres sentadas do outro lado da rua tecendo fios de lã. Grover ficou aterrorizado, e o nosso personagem ficou sem entender a reação dele.

Explicar para os alunos quem são essas mulheres na mitologia.

As Moiras são deusas do destino na mitologia grega, responsáveis por tecer, medir e cortar o fio da vida de cada pessoa, determinando seu destino.

Alguns fatos curiosos sobre as Moiras incluem:

FatoDescrição
OnipresençaElas eram consideradas onipresentes, estando presentes em todos os aspectos da vida humana, desde o nascimento até a morte.
ImutabilidadeO destino determinado pelas Moiras era considerado imutável e inevitável, mesmo para os próprios deuses.
RepresentaçãoCada Moira tinha uma função específica: Cloto tecia o fio da vida, Láquesis mediava seu comprimento e Átropos o cortava no momento da morte.
IndependênciaAs Moiras não eram subordinadas aos deuses do Olimpo e geralmente não interferiam em suas vontades, agindo de acordo com a ordem cósmica.
Versões RomanasNa mitologia romana, as Moiras eram conhecidas como Parcas, com funções e características semelhantes às suas contrapartes gregas.

Perguntar para os alunos o que vai acontecer com o personagem após encontrar as Moiras

Depois de despistar Grover na rodoviária (o amigo queria segui-lo até a casa, para protegê-lo), e depois da experiência com as Moiras, o nosso personagem chegou em sua casa e encontrou o padrasto tóxico que ele detestava.

Ele abraçou a mãe, comeu os biscoitos de chocolate que ela havia preparado especialmente para ele, e tiveram uma conversa séria sobre o comportamento do nosso personagem. Ao término, ela disse que eles iam sair hoje para acampar; a mãe revelou nesse dia que o pai biológico havia aparecido (do nada) e sugerido que o filho fosse para um acampamento de verão.

Durante a madrugada, na casa em que pernoitaram, caiu uma tempestade, e eis que Grover bate na porta da casa de madrugada, mas o colega estava diferente: da cintura para baixo ele era um bode com casco e pelos por todo o corpo. O menino pensou estar sonhando.

Perguntar para os alunos: Estaria o nosso personagem mais uma vez delirando?

Grover entrou na casa e obrigou o garoto a contar para a mãe a história das velhas tecendo e cortando o fio que eles viram enquanto voltavam para casa. A mãe ao ouvir o relato ficou desesperada. Ela pegou a mala e fugiu com os dois garotos no carro.

No carro, nosso personagem descobriu que o amigo (Grover), metade humano e metade bode, era um sátiro; e que o incidente com a Sra. Dods não fora uma alucinação; Grover revelou que o trabalho dos sátiros era o de vigiar e proteger garotos como ele, e não contou o segredo porque isso atrairia mais seres mitológicos tentando matar o menino. O sátiro temia que o garoto descobrisse quem ele realmente era.

Perguntar para os alunos: o que o menino era? Mostrar em seguida que criatura Grover era.

CaracterísticaDescrição
AparênciaCriaturas metade homem, metade bode.
NaturezaConhecidos por sua natureza brincalhona e jovial, estão sempre em busca de diversão.
SeguidoresSão seguidores de Dionísio, o deus do vinho, da festa e do teatro.
HabitatPassam a maior parte do tempo na floresta, onde celebram festivais e rituais.
HabilidadesSão habilidosos tocadores de flauta e excelentes dançarinos.
ComportamentoÀs vezes, podem ser um pouco travessos e causar confusão, mas geralmente de forma inofensiva.
SimbolismoSua presença na mitologia grega simboliza a conexão entre a humanidade e a natureza selvagem.
PersonalidadeApesar de sua aparência peculiar, os sátiros são geralmente retratados como amigáveis e benevolentes.
ParticipaçãoEles frequentemente aparecem em histórias mitológicas como companheiros de aventuras de deuses e heróis.
AssociaçãoSua imagem é frequentemente associada à liberdade, alegria e espontaneidade.

A mãe do menino levou-os até o acampamento que o pai havia sugerido. Durante a fuga, o carro em que estavam caiu em um buraco e Grover se machucou. Em seguida, o teto fora rasgado por uma criatura estranha, que depois eles descobriram ser um Minotauro.

O nosso personagem e sua mãe tiveram que carregar Grover machucado até o alto de uma colina, onde havia um pinheiro, que era, segundo Grover, o portal para o acampamento.

Explicar para os alunos o que é um Minotauro:

FatoDescrição
AparênciaO Minotauro era uma criatura mitológica com corpo de homem e cabeça de touro.
HabitatEle habitava um labirinto construído pelo rei Minos, em Creta.
OrigemFoi concebido como resultado de uma maldição divina, devido aos pecados de Minos.
AlimentaçãoO Minotauro era alimentado com sacrifícios humanos enviados pelos atenienses como punição.
DerrotaTeseu, herói grego, foi enviado para matar o Minotauro como parte de um desses sacrifícios.
EstratagemaUtilizando um novelo de linha dado por Ariadne, filha de Minos, Teseu conseguiu encontrar o caminho de volta no labirinto após derrotar o Minotauro.
SimbolismoO mito do Minotauro simboliza a luta do herói contra forças obscuras e o desconhecido.
Influência culturalA história do Minotauro tem inspirado muitas obras de arte, literatura e cinema ao longo dos séculos.
AssociaçãoSua figura é frequentemente associada à monstruosidade e à dualidade entre a natureza humana e animal.
Interpretação metafóricaA história do Minotauro também tem sido interpretada como uma metáfora para os labirintos da mente humana e as lutas internas do indivíduo.

O Minotauro farejou a mãe do nosso protagonista, capturou-a e a matou, fazendo-a se desintegrar.

(lembrar os alunos do encontro com as Moiras e perguntar se a mãe dele realmente morreu).

O nosso personagem ficou com tanto ódio que foi para cima do touro. Ele usou a cabeça do Minotauro como trampolim e pulou por cima do pescoço da criatura, arrancando um dos chifres e enfiando-o em sua costela; desintegrando a criatura também. Ele e Grover, arrastando-se, alcançaram a cabana do acampamento: desmaiaram exaustos.

Percy Jackson acordou em um quarto, e da janela ele via que o local era repleto de colinas e chalés, chamado, segundo Grover (contaria mais tarde), de acampamento dos meio-sangue.

Percy ficara muitos dias doente, e restavam-lhe pequenos raios de lembrança do tempo em que esteve em coma; ele recordou de uma menina loira alimentando-o.

Quando acordou, pensou que fosse mais um pesadelo, até que viu Grover, o menino sátiro, e então comprovou que a luta com o Minotauro fora real; no entanto, não tinha notícias de sua mãe.

Poderia a mãe dele ter morrido? Mostre aos alunos a capa do livro da história que você contou até aqui.

Terminou a 1° parte.

Percy Jackson acordou em uma espreguiçadeira na parte de fora do acampamento. Grover estava do seu lado e lhe deu uma bebida com gosto de biscoito de chocolate.

Ele achou que poderia tudo isso ser um pesadelo, e sua mãe estar viva, mas então Grover entregou-lhe uma caixa com o chifre do Minotauro, e ele percebeu que tudo fora verdade.

Após beber o líquido mágico, Percy foi se encontrar com um tal de Quíron e o Senhor D. No trajeto, percebeu que o acampamento era todo no estilo Grécia Antiga. Ele encontrou o S.r. Bruner, que na verdade se chamava Quíron, e Annabeth, a menina que havia cuidado dele.

No local estava também um baixinho gorducho, chamado de Senhor D. Percy descobrirá que o senhor Brunner é na verdade um centauro, e o Sr. D é um Deus grego: Dionísio.

O centauro contou que esteve disfarçado de professor para instruí-lo. Chegar no acampamento vivo era o primeiro teste. Ele perguntou para Quíron o que ele estava fazendo ali e porque o professor foi até a Academia Yancy para ensiná-lo.

Recapitulando o que Percy Jackson viu: Grover é um sátiro, ele viu uma fúria, as moiras e lutou com o Minotauro. Quíron disse que os deuses gregos estavam atuando em todo lugar.

Percy ficou confuso, pois tudo o que acreditava sobre religião era mentira, e tudo o pensava ser historinhas infantis, de repente, eram verdade.

Quíron explicou que existe o Deus com d maiúsculo que não podemos explicar, e os deuses do Olimpo, que controlam as forças da natureza. Percy pergunta se Zeus existe e ouve um raio.

Percy questiona, dizendo que esses deuses eram a explicação do povo primitivo antes da ciência. Senhor D diz que o que hoje é ciência pode se tornar mitologia daqui 1000 anos.

Percy perguntou sobre o Monte Olimpo, e Quíron disse que ele ainda existe, e o local muda seguindo o coração do ocidente.

O conceito de civilização ocidental é uma consciência coletiva, que começou na Grécia e se mudou para Roma, na época de Júpiter, Baco, Vênus etc. E os deuses existem porque fazem parte e ajudaram a criar a civilização Ocidental.

(não é mentira, visto que deram nome a todos os conceitos, inclusive científicos) – pergunta: qual nome, palavra ou conceito ocidental tem influência da mitologia grega? Além da mitologia e arte, os gregos também criaram a Filosofia, a Democracia e os Jogos Olímpicos, trouxeram avanços na arquitetura, escultura, pintura e no teatro.

Os gregos também nos deixaram vários avanços matemáticos. Portanto, é possível visualizar que, ainda hoje, a influência grega em nossa sociedade é enorme.

Depois da Segunda guerra mundial, Zeus, Poseidon e Hades fizeram um juramento para não terem mais filhos com humanos, pois eram poderosos, e estavam interferindo na história da humanidade.

A Segunda Guerra, basicamente, havia sido a luta dos filhos de Zeus e Poseidon contra o filho de Hades, segundo Quíron.

Percy caminhou com Quíron pelo acampamento e perguntou se haveria uma chance de sua mãe estar viva, já que, existindo os deuses, também existiria o Hades, e a possibilidade de sua mãe voltar à vida.

Percy foi levado até o chalé número 11, o qual era destinado aos filhos de deuses desconhecidos, recém-chegados e viajantes. Hermes era o deus patrono.

Hermes é um deus da mitologia grega, filho de Zeus e Maia. Ele é conhecido como mensageiro dos deuses, protetor dos viajantes e dos ladrões, além de ser o deus do comércio e dos negócios. Sua agilidade, astúcia e habilidade de comunicar são características marcantes. Hermes é representado com asas nos tornozelos, segurando um caduceu e usando um chapéu alado. Ele desempenha papéis importantes em várias histórias mitológicas, como seu roubo do gado de Apolo e sua invenção da lira.

Percy perguntou por que havia chalés lotados e chalés vazios, Annabeth explicou que a escolha dos chalés era a critério de progenitura.

Percy disse que sua mãe era a Sally Jackson, que trabalhava numa loja de doces. Annabeth riu, disse que estava falando do pai. Percy disse que o pai havia morrido. Percy disse que ela não sabia nada sobre ele.

(Perguntar aos alunos: Qual deus grego vocês acham que é o pai de Percy Jackson?)

Então Annabeth hablou. Disse que as letras que saltavam não era dislexia, e sim o cérebro dele que havia sido programado fisicamente para o grego antigo.

A falta de atenção do TDAH é na verdade os reflexos no campo de batalha; numa luta real esses reflexos ajudariam a mantê-lo vivo.

Quando terminou de conversar com Annabeth, o menino foi para o seu dormitório. Percy já tinha visto Clarisse, mas na primeira vez que a encontrou, a filha do deus da guerra arrastou ele até o banheiro para aplicar um bullyng clássico: enfiar sua cabeça no vaso.

Quando sua estava cabeça estava quase sendo introduzida na privada, Percy sentiu uma força vindo de dentro de si, e fez todos os canos e do banheiro e a água do vaso e chuveiro explodirem contra Clarissa e os seus capangas. Ela jurou vingança contra ele no torneio “pegue a bandeira”.

Enquanto voltava para o chalé, Percy conheceu algumas náiades. Percy entendeu que o acampamento meio-sangue é um local seguro, pois fora de lá existem monstros que tentarão desafiá-los para duelos até a morte, de ranço que essas criaturas tinham dos deuses do Olimpo.

Os filhos de Afrodite ou Demeter não atraem monstros, porque são mais fracos, mas os filhos dos Olimpianos fortes atraem monstros.

Annabeth contou para Percy Jackson que o monte Olimpo está localizado onde hoje fica o Empire State Building 🏢, e que em sua última visita ao Monte Olimpo, ela percebeu estar acontecendo algo muito misterioso no mundo dos deuses, e ela achava que algo havia sido roubado do Olimpo.

Annabeth esperava receber autorização para sair numa missão fora do acampamento, mas Quíron disse a ela que deveria se consultar com o oráculo antes de qualquer missão, e o oráculo disse que ela sairia em missão depois que chegasse alguém especial no acampamento. Ela também disse que estava investigando se Percy era essa pessoa.

Na primeira semana de acampamento, Percy participou do “Torneio de caça às bandeiras”. Na disputa, os filhos dos deuses foram divididos em três equipes: Ares, Atena e Hermes.

Cada equipe tinha seu próprio território no Acampamento Meio-Sangue e sua bandeira era posicionada em um local estratégico dentro desse território.

O objetivo do jogo era que cada equipe tentasse capturar a bandeira das outras duas equipes enquanto protegia sua própria bandeira. Esta competição foi uma das atividades destacadas no enredo do livro, que envolveu Percy Jackson e outros personagens principais.

Começou o torneio para encontrar as bandeiras. Percy ficou encarregado de patrulhar a fronteira dos rios.

Durante a vigilância, Clarissa e seus irmãos afugentaram Percy – bateram e fizeram cortes nele com lanças e a espadas – e o jogaram no riozinho que corria próximo.

Ele havia sido jogado como isca para Clarissa, em um plano arquitetado por Annabeth, a filha de Atena: deixá-lo sozinho atraindo Clarissa e os seus.

Quando a água teve contato com a pele de Percy, ela revigorou as suas forças e curou os ferimentos.

Após ser energizado pela água, Percy derrotou todos os filhos de Ares e acabou com Clarissa, capturando a bandeira e vencendo o torneio.

Com toda essa má sorte de Percy Jackson, os eventos adversos não terminaram com a captura das bandeiras, algo inesperado aconteceu, um cão infernal fora conjurado (por sabe sei lá quem), vindo diretamente do Hades para tentar matar Percy Jackson, porém, foi morto a flechadas pelos filhos dos deuses.

Na mitologia grega, o “Hellhound” não é uma figura tradicional. No entanto, na mitologia cristã e em algumas formas de folclore europeu, os hellhounds são criaturas sobrenaturais geralmente associadas ao submundo e ao inferno.

Eles são descritos como cães grandes, negros e ferozes, muitas vezes com olhos brilhantes vermelhos ou amarelos, e têm a reputação de serem guardiões de locais sagrados, guardiões dos mortos ou até mesmo mensageiros da morte.

Na mitologia grega, o mais próximo que se pode chegar de uma criatura semelhante aos hellhounds seria Cerberus, o cão de três cabeças que guardava a entrada do mundo dos mortos, o Hades. Cerberus, no entanto, é uma figura única e não se encaixa completamente na descrição dos hellhounds do folclore posterior.

O hellhound é uma criatura feroz e poderosa, com habilidades sobrenaturais. Ele representa um desafio significativo para Percy e seus amigos, exigindo que eles usem suas habilidades e inteligência para derrotá-lo.

A batalha contra o hellhound é uma das muitas aventuras perigosas que Percy enfrenta ao longo do livro.

Algo inesperado aconteceu. O peito de Percy estava todo rasgado e sangrando após o cachorro do Hades o derrubar. Annabeth teve a ideia de levar Percy até o córrego, e foi nesse momento que todos presenciaram a água do rio curando todas as feridas de Percy Jackson.

Apareceu um holograma em formato de um tridente 🔱 acima da cabeça de Percy, indicando que ele era filho de Poseidon, deus dos terremotos, mares, cavalos. Todos dos acampamento se curvaram.

Terminou a segunda parte. Agora questione os alunos com a pergunta do quadro a seguir, em seguida mostre os personagens e celebridades conhecidas que têm TDAH, dislexia e autismo.

PARTE 3

No acampamento, após o torneio e a aparição do hellhound enviado por Hades, todos se mantinham afastados de Percy Jackson.

O menino foi realocado do chalé lotado de Hermes para o chalé vazio de Poseidon. Assim que entrou, encontrou um jornal com a manchete: “menino e sua mãe continuam desaparecidos após acidente de carro.”

Havia um depoimento no final da página onde o padrasto contava para a repórter que desconfiava do garoto, já que ele fora expulso de várias escolas e que apresentava comportamento agressivo.

Percy procurou Dionísio, o deus das uvas, e ele disse que o mar e o céu estavam em disputa, pois um objeto havia sido roubado; um cilindro de bronze de alto grau, com explosivos de nível deífico.

Esse raio teria decepado Cronos na guerra dos titãs, e teria a potência suficiente para fazer as bombas atômicas parecerem bombinhas de festa junina. Zeus acredita que Poseidon ordenou que um de seus filhos roubassem o seu símbolo de poder, já que um deus não o pode fazer.

Zeus teria motivos para acreditar que Percy roubara o raio. O raio foi a primeira arma criada pelos ciclopes para a guerra dos Titãs, e teria decepado o cume do monte Etna. Todos os outros raios seriam moldados a partir desse raio.

Como as forjas dos ciclopes ficavam debaixo do oceano, Zeus suspeitava que Poseidon estaria fabricando cópias ilegais dos raios, e arquitetando um golpe de Estado celestial.

Zeus exigiu que o seu raio fosse devolvido até o solstício de verão (21 de junho no hemisfério norte) e Poseidon exigiu um pedido de desculpas até a mesma data. Percy aceitou a missão de evitar uma guerra sangrenta entre os deuses mais poderosos.

Percy se consultou com o oráculo no acampamento (que era uma múmia), e ela profetizou que ele seria traído pelo amigo e fracassaria em salvar aquilo que mais importava, mas encontraria aquilo que foi roubado…

Segundo o S.r. D, Hades torcia para uma guerra entre Poseidon e Zeus, pois sairia lucrando com a morte de um deles: ficaria com parte dos domínios dos deuses, e conquistaria mais almas dos mortos na batalha; já que ele era o senhor do submundo.

A fúria e o Hellhound, que atacaram Percy (a professora, o Minotauro e o cão), só obedecem a um senhor: Hades, e foram enviados por ele para impedir que Percy estragasse os seus planos.

O cão teria que ser conjurado por alguém de dentro do acampamento para poder entrar, então haveria um espião entre eles. Hades tentou matar Percy porque o garoto poderia limpar o nome de Poseidon.

Percy teria que descer até o mundo inferior, porque era lá que Hades escondia o raio. Percy estava com sede de vingança, pois Hades tentou matá-lo três vezes e havia também a mãe dele que poderia estar no submundo.

Questionar os alunos: Por que Zeus ou Poseidon não descem até o Hades para recuperar o raio? Resposta: existe uma regra entre os deuses, a qual um deus não pode invadir o espaço do outro, e por isso Poseidon teria assumido a paternidade de Percy, porque os heróis (semideuses) não precisam obedecer a essa regra.

Segundo Quíron, a entrada para o mundo inferior ficava em Los Angeles. Percy teria que chegar à cidade por terra, visto que Zeus comanda os céus e estaria em risco de o deus atacar o avião.

Annabeth se apresentou para ir com Percy e Grover. Quíron disse para eles arrumarem as malas e partirem imediatamente!

O professor passará a atividade abaixo ⬇️

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