Recontando Histórias: A Maldição do Tesouro do Faraó

Antes de iniciarmos o conteúdo, é importante entender que o objetivo desta aula é recontar oralmente uma história, utilizando imagens e textos literários fornecidos pelo professor como apoio, seguindo as competências da BNCC (EF15LP19, EF15LP18, EF15LP17, EF15LP16, EF15LP15).

Série Vaga-lume

Professor, antes de iniciar a história, converse com os alunos sobre a relevância da coleção Vaga-Lume na literatura infantojuvenil brasileira e informe-os sobre o gênero da narrativa que será apresentada: uma história de enigma. Convide-os a investigar e resolver o mistério de um roubo de artefato histórico.

A História: Início

Roxana e Ciro, irmãos de treze e doze anos, estavam animados com a chegada do recesso escolar, já que passariam as férias com o pai no Egito. Haviam terminado a penúltima prova do bimestre e, após essa última avaliação, planejavam arrumar as malas e se preparar para a tão aguardada viagem. Mal podiam esperar para chegar em casa, mas o pai estava atrasado.

Péricles, o pai deles, era professor de História na Universidade de São Paulo e um grande entusiasta do Egito Antigo. Naquele dia, estava atrasado e, por isso, precisou avançar os sinais e ultrapassar os limites de velocidade para buscar os filhos.

Na volta, sentado no banco de trás do carro, o pequeno Ciro folheava um livro de mitologia egípcia que pertencia ao pai. Quando abriu na página com a imagem do jovem faraó Tutancâmon, um motorista imprudente cortou a frente do carro e quase causou um acidente.

(Seria Coincidência?)

Péricles comentou: “Fim de ano é sempre assim; todo mundo na correria…”. Ele lembrou aos filhos que também estava apressado, pois precisava corrigir provas antes de se preparar para a viagem.

Péricles mencionou que eles iriam primeiro a Londres para visitar um museu, que, segundo ele, tinha em seu acervo várias peças importantes da cultura do Egito Antigo.

Finalmente chegou o tão esperado dia. Após uma viagem de doze horas, ao pousarem em Londres, fizeram o check-in em um hotel próximo ao Museu Britânico.

Antes de visitar o museu, eles foram à agência para comprar as passagens para o Egito. Em seguida, o pai levou os filhos a uma livraria tradicional no centro da cidade.

Roxana explorava a seção de literatura, enquanto Péricles e Ciro examinavam os guias turísticos. Ciro ficou fascinado por um texto que contava a história da “Maldição do Faraó”.

O pai contou ao filho a história: “No começo do século XX, Lord Carnarvon financiou expedições arqueológicas no Egito, lideradas por Howard Carter.”

“Durante os primeiros anos de financiamento, Howard Carter enfrentou várias temporadas de escavação sem sucesso no Vale dos Reis. Frustrado com a falta de descobertas significativas, Carter persistiu, convencido de que havia algo mais a ser encontrado; foi então que Lorde Carnarvon ameaçou cortar o dinheiro.”

“Foi nesse momento crítico que um garoto local, ajudante de Howard Carter, que trabalhava trazendo água até para os arqueólogos, sentou-se para descansar enquanto cavava a areia com um graveto.

O garoto sentiu algo sólido na areia, e após cavoucar, encontrou um degrau enterrado. O degrau era uma escada que, após ser escavada, conduzia a uma porta lacrada — e a uma câmara secreta.”

Em 1922, a tumba de Tutancâmon foi descoberta.

“Tutancâmon foi um faraó menino que governou o Egito entre os anos de 1332 e 1323 a.C. O jovem monarca morreu com 19 anos.”

Este é o lacre da câmara secreta que guardava o sarcófago de Tutancâmon.⬇️

Lord Carnarvon viajou até o Egito para conhecer o sarcófago, mas morreu de infecção após ser picado por um mosquito que voava perto da câmara do faraó. (Seria Coincidência?)

No momento em que ele morreu, contam as lendas da época que toda a luz do Cairo se apagou.

Péricles terminou de narrar a história do faraó, fechou o guia e entegou ao filho. O pequeno Ciro perguntou assustado: — Será que isso é verdade, pai —, a maldição e a morte do Lord?

Péricles respondeu: — Existe uma teoria de que um tipo de fungo estava há milênios inativo na tumba, entre os pertences do faraó, e quando os pesquisadores abriram a câmara, ele se reativou e contaminou as pessoas.

No outro dia, os três foram até a agência de viagens para comprar as passagens. Na sala de espera, Roxana esbarrou em uma mulher loira que devia ter por volta de 50 anos, que estava carregada de joias e usava um vestido longo cheio de babados; ela estava ao lado do marido, que aparentava ter a mesma idade.

Roxana pediu desculpas, mas a mulher fez cara feia e saiu xingando. Ciro, Roxana e o pai, após comprarem as passagens para o Egito, dirigiram-se para o museu. Nas galerias, uma mulher japonesa pediu para Roxana fotografá-la.

Quando a menina terminou de fotografar a mulher japonesa, procurou o irmão e o encontrou hipnotizado e ajoelhado em frente a uma estátua egípcia.

Ciro saiu do encantamento e disse que os joelhos ficaram pesados, e ele se ajoelhou. Ainda zonzo, pediu à irmã que não preocupasse o pai. A irmã concordou, mas disse que ficaria de olho no irmão.

Informações detalhadas sobre o deus egípcio Khonsu:

AspectoInformação
Deus EgípcioKhonsu é uma divindade da mitologia egípcia, associada à lua e ao tempo.
Filho de Amon-Rá e MutKhonsu é considerado filho de Amon-Rá, o deus do sol, e Mut, uma deusa associada à maternidade.
AparênciaGeralmente representado como um homem com a cabeça de falcão ou como um jovem com um disco lunar e um crescente sobre sua cabeça.
Funções e DomíniosKhonsu é associado à regulação do tempo e é frequentemente invocado para garantir a passagem segura da noite.
Centros de CultoSeus principais centros de culto estavam em Tebas e Karnak, no Antigo Egito, onde festivais em sua honra eram realizados.

Um dia antes de embarcarem para o Egito, Péricles levou os filhos para conhecer o Palácio de Buckingham e o centro de Londres.

Enquanto caminhavam, presenciaram dois garotos punks roubarem uma tenda de roupa. As trombadinhas passaram correndo por Roxana, e ela achou o jovem punk de cabelo arrepiado e olhos azuis bonito.

Os três passaram o dia seguinte voando e só perceberam que haviam chegado quando o avião sobrevoou o Rio Nilo.

Roxana viu uma boneca holandesa escorregando pelo chão do avião enquanto o avião aterrissava. Ela soltou o cinto e correu para pegar a boneca. Ela perguntou de quem era. Uma mulher loira, ao lado de uma ruiva, disse que era dela. A moça tomou a boneca com violência, e Roxana teve a impressão de que a mulher pensou que ela roubaria.

(Essa foi uma atitude suspeita, teria relação com algum evento importante a seguir?)

No aeroporto, passaram pela alfândega e apresentaram os passaportes. Na saída, uma mulher egípcia ofereceu um “programa turístico”, e Péricles comprou.

No táxi até o hotel, as crianças viram os egípcios e se impressionaram com suas vestimentas. Hospedaram-se no Indiana Hotel

(professor, mostre o hotel no Google Maps com a distância até as pirâmides).

No dia seguinte, um guia turístico veio buscá-los no hotel com um micro-ônibus. O veículo ia parando na frente dos hotéis onde os turistas estavam hospedados. Ciro e Roxana perceberam que algo peculiar estava ocorrendo.

A senhora que havia tratado mal Roxana na agência de viagens em Londres entrou no ônibus (Ciro e Roxana descobriram que ela era da Califórnia), assim como os dois rapazes trombadinhas de Londres, que se chamavam Dave e Michael (Ciro zombou da cara apaixonada da irmã).

A japonesa do museu também entrou com sua câmera fotográfica. Para finalizar, as duas moças da boneca que estavam no avião também entraram no ônibus (uma moça morena, com um lenço colorido amarrando os cabelos, e sua colega ruiva, ambas neozelandesas). Péricles também comentou com os filhos a coincidência.

Enquanto eles travam uma foto em frente à Grande Esfinge de Gizé, Roxana refletia se o garoto loiro de Londres não é um ladrão mesmo.

A excursão passou também pelas pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos, que estão localizadas na Planície de Gizé, próximo ao Cairo, Egito.

PS: Elas fazem parte de um complexo funerário monumental conhecido como a Necrópole de Gizé ou Planalto de Gizé. Cada uma dessas pirâmides foi construída para um faraó específico do Antigo Egito.

Em seguida, o grupo visitou a tumba de Tutankhamon e, durante o percurso, as duas mulheres neozelandesas fizeram amizade com dois senhores árabes, sendo um deles cadeirante.

Enquanto contemplavam o sarcófago, ocorreu uma grande explosão, causando alvoroço entre os turistas. Estilhaços de vidro voaram, e todos se abaixaram. Quando a poeira baixou, descobriram que a coroa de Tutankhamon havia sido roubada.

Policiais bloquearam todo o perímetro da tumba, e um inspetor de polícia egípcio iniciou as investigações. Ele providenciou uma sala no próprio museu para interrogar os turistas ali presentes.

(perguntar aos alunos quem do grupo seria o principal suspeito de roubar a coroa do faraó)

Questione os alunos: Quem roubou a coroa do faraó?

No hotel, Péricles telefonou para o guia para verificar se as visitas continuariam, e a atendente confirmou. Em seguida, mostrou para os filhos o mapa do museu e conjecturou quem seriam os ladrões. Eles tentaram lembrar da posição de cada membro do grupo de turismo:

  • Anne estava empurrando o cara da cadeira de rodas.
  • Tina estava entre eles.
  • Tomiko estava na frente de uma das saídas e foi empurrada.
  • Michael cobriu o rosto quando o vidro foi quebrado.
  • O casal australiano estava surpreso.
  • Dave desviou do braço da cadeira que foi expelido com a explosão.
  • O casal inglês estava numa posição suspeita, segundo Ciro, em um local onde conseguiam assistir toda a cena.

Roxana sugeriu que todos seriam uma quadrilha organizada e relembrou as coincidências na viagem:

— Mary batendo os saltos no chão da companhia de turismo em Londres.
— Tomiko e aquela sua obsessão fotográfica.
— Dave e Michael atropelando as pessoas na praça.
— Tina e Annie tão assustadas só por causa de uma simples boneca.

Enquanto isso, no Brasil, uma repórter chamada Laís recebeu um telex com a notícia do roubo da coroa do Faraó e, por algum motivo, ficou desesperada para cobrir essa matéria. Ela conseguiu convencer o chefe a autorizar a sua viagem para o Egito.

A polícia egípcia iniciou as investigações, enquanto os turistas continuaram com o passeio. No Egito, Péricles e os filhos partiram no trem de turismo, desta vez indo para Luxor.

Roxana e o irmão conversavam de madrugada em sua cabine no trem quando ouviram uma conversa do casal australiano. O homem dizia: “Você merece, minha rainha.” Dando a entender que havia presenteado ela com algo. Os dois irmãos começaram a desconfiar do casal.

Na cabine, Péricles disse para os filhos curtirem as férias e esquecerem do roubo. O serviço de quarto trouxe um vinho à cabine, e o pai bebeu uma taça e comemorou a viagem que estavam fazendo juntos.

Péricles e Roxana dividiram a cabine, ele na cama inferior e ela no alto. De madrugada, o pequeno Ciro bebeu a garrada inteira do vinho que o pai havia deixado na cabine e dormiu.

Roxana ouviu o barulho de uma garrafa rolando e foi verificar. A luz da lua iluminava a cabine do trem, fazendo Ciro parecer um pássaro. Assustada, Roxana voltou a dormir.

Durante a madrugada, Ciro acordou tonto e com ressaca; naquela noite, ele se levantou duas vezes para vomitar. Na segunda vez, sonhou que estava no meio do deserto, onde uma águia o levava até um alçapão em Mênfis e dizia: “Decifra-me ou te devoro.”

“Ciro levantou-se duas vezes para vomitar, e quando conseguiu dormir, sonhou que estava no meio do deserto, e uma águia o levou até um alçapão em Mênfis, onde ela dizia: ‘Decifra-me, ou te devoro.”

Quando o trem parou em Luxor, a comitiva foi descansar em um hotel antes das visitas guiadas. Péricles não queria continuar o passeio, por conta da ressaca do filho.

Enquanto discutiam, um ajudante do hotel avisou-lhes que o guia do passeio estava convocando todos para uma conversa. Quando os três entraram na sala, todos já estavam sentados esperando a reunião.

O guia apresentou um oficial de polícia, que comunicou a eles que o passaporte de todos ficaria apreendido, pois as investigações haviam avançado, e a polícia egípcia desconfiava que alguém daquele grupo estaria envolvido no roubo da coroa do faraó.

(Pergunte aos alunos quem é o ladrão da coroa)

Ciro e Roxana perceberam, durante o aviso do policial, que as duas neozelandesas estavam nervosas e não carregavam mais a boneca que sempre levavam como mascote.

Após o aviso, voltaram assustados para o micro-ônibus e, em seguida, visitaram o Vale das Rainhas.

O pequeno Ciro continuava de ressaca, e passou mal durante o passeio nas pirâmides.

Enquanto isso, no Egito, a jornalista Laís tentava extrair informações do roubo com o gerente do hotel para a sua matéria, e descobriu que, além dos dois senhores que estavam com as neozelandesas, o garçom (Omar) também havia dado guarida para o roubo.

Laís pediu para ver as fichas dos hóspedes para a matéria, mas o gerente recusou o pedido. No entanto, deu a entender que aceitaria suborno. Laís deu 100 dólares ao gerente e foi para uma sala ler as fichas dos hóspedes.

Quando já estava quase terminando de ler as fichas, Said, o primeiro guia turístico, apareceu no hotel e brigou com o gerente por permitir à jornalista ter acesso aos documentos.

No entanto, ao conversar com Laís, contou para a jornalista como fora o dia do roubo. Said deu notícias a respeito de Péricles e das crianças, e, por algum motivo, Laís se interessava por essa família.

Laís saiu à procura das pistas no Cairo, enquanto todos os turistas que estavam no dia do roubo ficaram com o passaporte retido em Luxor.

No dia seguinte, Ciro ainda estava passando mal por causa da ressaca do vinho, então Péricles decidiu adiar a visita a Luxor.

A irmã ficou chateada, então Péricles a levou para nadar na piscina do hotel. Quando Ciro acordou, não encontrou ninguém no quarto e, pela janela, viu o pai e a irmã na piscina.

Na piscina, Péricles e Ciro viram as neozelandesas se aproximando, e Roxana ouviu a conversa delas, falando da boneca que faltava na coleção. No banheiro, Ciro ouviu os dois caras punks falando que poderiam ser descobertos.

(Questione os alunos após essas informações)

No dia seguinte, a repórter foi até a boate onde o garçom Omar trabalhava para obter algumas provas; porém, o garçom a despistou.

Ciro acordou melhor no dia seguinte, e eles continuaram com o passeio, desta vez visitaram o Templo de Luxor. A família também visitou o “Templo da Tríade Tebana”, que era onde as três divindades eram adoradas: Amon, deus-sol da criação, o pai, Mut, a mãe, a deusa-abutre da guerra, e Khonsu, deus lunar com cabeça de falcão, o filho.

(lembre os alunos da relação do pequeno Ciro com esse deus pássaro. Pergunte se esse fato poderia ligá-lo ao roubo da coroa do faraó)

“Khonsu!” — Ciro se interessou quando o guia mencionou esse nome, pois era a mesma criatura que aparecia para ele em sonho, e que a irmã havia visto a imagem no seu rosto enquanto dormia.

Ciro, sem perceber, hipnotizado, foi levado até a estátua de Khonsu, que tinha corpo humano e cabeça de falcão.

De súbito, as pedras do piso se abriram, e ele escorregou para dentro de um alçapão, que fechou a tamba quando ele atravessou a entrada.

Ciro caiu em uma espécie de tobogã de areia, e foi parar em um local muito profundo. Ele tentou gritar, porém, as pedras do chão eram muito grossas e abafavam o som.

As luzes do fundo do alçapão foram clareando, e Ciro se viu dentro de uma história muito antiga. De repente, ele havia se transformado num senhor de meia-idade.

Ele estava sentado na posição de lótus, e havia vários papiros. No cargo de escriba da corte, ele registrava uma cerimônia religiosa.

Ciro sentia a presença de Anúbis, o deus dos mortos. Na cena, um sacerdote preparava um corpo para ser mumificado, enquanto uma rainha e um rei faraós choravam; uma princesa chorava sob o corpo do seu esposo falecido; duas sacerdotisas entoavam cantos fúnebres, e um ajudante segurava um vaso com óleo.

Foi então que Ciro percebeu que conhecia todos aqueles personagens. O Grande Sacerdote era Charles. Mary estava muito ansiosa com o destino da alma de seu filho Michael, o faraó morto.

O canto de Annie e Tina aumentava a dor da princesa Tomiko. Dave parecia um escravo muito fiel. Ciro ouviu a frase: “Decifra-me, ou te devoro!”

(Dê aos alunos alguns minutos para interpretarem essa cena e relacioná-la ao roubo da coroa.)

Péricles ficou desesperado com o sumiço de Ciro, e, após mais de uma hora tentando encontrar o filho, ele foi convencido a voltar para o hotel e procurar o filho lá, pois talvez ele tivesse se perdido do grupo.

Quando o ônibus parou, os passageiros se depararam com o saguão do hotel lotado; havia policiais egípcios, dezenas de repórteres do mundo todo cobrindo o caso, inclusive Laís.

Depois de uma longa espera, o delegado deu ordem de prisão a Péricles, alegando que a investigação descobrira um bilhete e um mapa amassado na lixeira com a localização de cada um dos turistas no dia do roubo, e com base nesse documento, eles prenderam o professor.

(Seria o professor culpado?)

Mostrar os suspeitos para os alunos:

Descrição
Americanos se passando por australianos
Duas mulheres deslumbradas com souvenirs
Japonesa rica e elegante demais para trabalhar como fotógrafa
Dois rapazes agressivos

No hotel, Laís continuava com as suas investigações, e pediu para o recepcionista entregar um bilhete a Roxana, que, a essa hora, estava sob a tutela dos funcionários do hotel, até o pai resolver o problema com a polícia do Egito.

O funcionário respondeu que não estava autorizado a entregar nada; porém, mudou de ideia quando a repórter mostrou uma nota de 100 dólares. O bilhete dizia: “Encontre-me no saguão do hotel”.

Quando encontrou com Laís, Roxana contou todos os detalhes do roubo, e quando um dos tutores do hotel perguntou a Roxana se a repórter a estava incomodando, Roxana quase revelou o que Laís era dela, mas segurou a língua e disse que ela era uma conhecida jornalista no Brasil.

(Perguntar aos alunos qual é o grau de parentesco entre elas)

Mais tarde, Laís se encontrou com Roxana no quarto do hotel, e as duas se abraçaram.

Nesta parte, descobrimos que ela é a mãe das crianças e ex-mulher de Péricles. Laís tinha um plano para encontrar o pequeno Ciro, e disse que precisaria da ajuda de Roxana.

Plano de Laís para Encontrar Ciro e Descobrir Quem Roubou a Coroa do Faraó

Parte do PlanoDescrição
Primeira ParteLaís pediu para Roxana deixar sua boneca na frente do quarto das neozelandesas e ir para a recepção. Quando as mulheres abriram a porta do quarto e encontraram a boneca, foram imediatamente contar para Tufik, o gerente do hotel – e cúmplice no roubo.
Segunda ParteLaís entrevistou Tomiko e revelou informações sobre o passado da japonesa. No final, descobriu que ela ia viajar para Assuã (ou fugir).

Enquanto isso nas pirâmides, Ciro conseguiu sair do alçapão onde caíra em Luxor.

Seguindo o rio Nilo, Ciro voltou até o hotel onde estavam hospedados. No quarto, a irmã contou-lhe tudo o que estava acontecendo com o pai.

No outro quarto, Laís ligou para o casal australiano fingindo ser funcionária do hotel e mentiu, informando que o voo deles para Assuã havia sido cancelado, a fim de descobrir informações.

No entanto, o casal disse que não iria para lá. Quando Laís chegou no quarto de Roxana, ela gritou: “Foi Tomiko!” Ciro e Laís se abraçaram.

Quando contou para a mãe e a irmã o que havia acontecido enquanto esteve preso no subterrâneo das pirâmides, Ciro percebeu que todos os sinais de Khonsu, o deus falcão, o ajudaram a decifrar o enigma do roubo da coroa.

Ele lembrou da luz da lua em seu rosto no hotel de Londres, no transe no Museu inglês ao ver a estátua do deus, e depois o sonho que teve.

“Foi na Tríade Tebana, na sala do filho de Amon e Mut, que uma pedra do chão se soltou, revelando o subterrâneo de sua alma.”

Ciro contou para a mãe e para irmã como sabia que a mulher japonesa era a verdadeira ladra da coroa do faraó.

Ele revelou a elas o sonho (visão) que teve quando caiu no subterrâneo das pirâmides: “No sonho, disse ele, eu era o escriba, e assistia a cena, enquanto o Grande Sacerdote, que era Charles, preparava os rituais de embalsamamento.

Annie e Tina também eram as sacerdotisas, contudo, eram espertinhas, como nos dias atuais, e aproveitaram para se banhar no óleo sagrado que Dave, o escravo, havia abandonado para ir chorar sobre o corpo estendido de Michael, que era o faraó…”

Personagem no SonhoDescrição
CiroEra o escriba, assistindo a cena.
Grande Sacerdote (Charles)Responsável por preparar os rituais de embalsamamento.
Annie e TinaSacerdotisas no sonho, descritas como “espertinhas” e aproveitando para se banhar no óleo sagrado.
DaveEscravo que abandonou o óleo sagrado para chorar sobre o corpo de Michael.
Michael (o faraó)Era o faraó no sonho de Ciro.

Lais revelou a eles que Omar, o garçom no restaurante “Faraós do Nilo”, era um dos ladrões.

Ele não entregou o bilhete apaixonado de Roxana porque foi morto em um tiroteio com a polícia. Said, o guia turístico, segundo Laís, ficou nervoso quando viu ela consultando a ficha dos hóspedes do hotel e também era suspeito. Medina, dono da boate “Faraós do Nilo”, também era cúmplice.

SuspeitoDescrição
OmarGarçom no restaurante “Faraós do Nilo”. Laís revelou que ele era um dos ladrões.
SaidGuia turístico que ficou nervoso ao ver Laís consultando a ficha dos hóspedes do hotel. Suspeito segundo Laís.
MedinaDono da boate “Faraós do Nilo”. Laís também o considerava cúmplice no roubo.

As neozelandesas com as bonecas não tinham nada a ver com o roubo da coroa, uma vez que estavam traficando drogas nas bonecas. Por isso, ficaram nervosas quando Roxana segurou sua boneca no avião. Laís descobriu com as cartas.

Laís descobriu que Said estragou as digitais da cadeira de rodas ao tocá-las de propósito, pois faziam parte de uma quadrilha especializada em roubo de arte. Tomiko encenou com os ladrões a sua queda ao ser empurrada no dia do roubo.

Ciro recebeu uma ligação do inspetor e prestou depoimento. A mãe disse para Roxana ficar de olho no movimento do hotel. No saguão, Roxana viu o ônibus de turismo sair com Michael, o menino inglês de quem ela gostou. No saguão, ela recebeu um bilhete enviado por ele.

A polícia transferiu Péricles para o Cairo, e lá, Laís elaborou um plano para desmascarar Tomiko. As crianças encontraram o pai no carro da polícia e contaram a ele o plano da mãe.

Laís conseguiu a informação do voo de Tomiko no aeroporto e já preparava o seu plano. Enquanto isso, conversando com o cônsul, Péricles contou a história para ele, pois estava com medo do que poderia acontecer à ex-mulher.

Laís ficou esperando Tomiko escondida atrás de um vaso de comigo-ninguém-pode no aeroporto.

Quando a japonesa subiu as escadas, a jornalista correu atrás dela.

Os policiais haviam sido avisados pelo cônsul, e também estavam no encalço da mulher. Tomiko empurrou Laís e fugiu com a coroa, que estava em um pacote de presente.

Sem perceber, Tomiko foi em direção de uma pequena grade, e caiu do alto do terceiro patamar do aeroporto e bateu a cabeça. A polícia abriu a caixa e encontrou a coroa roubada.

As crianças estavam sem notícias, e esperavam aflitas no consulado brasileiro.

O desenho dublado em árabe foi interrompido por um plantão da TV local, noticiando a história de uma jornalista brasileira que havia solucionado um crime de roubo.

Meia hora depois, a família estava se abraçando no consulado. E, para o espanto de Ciro, o embaixador chamava-se “doutor Falcão” e tinha o rosto redondo e nariz pontiagudo. (Seria ele a reencarnação do deus egípcio?)

Laís e Péricles não reataram o casamento, para tristeza dos filhos. A mãe se despediu deles e continuou suas férias no Egito, enquanto Péricles e os filhos retornaram ao Brasil.

No avião, as crianças viram no jornal a manchete do roubo da coroa, e a foto de capa era a que Roxana havia tirado do grupo: Michael, no centro, Mary e Charles, mais altos, atrás. Tomiko e Dave, do lado esquerdo. Annie e Tina à direita. Ciro, no chão, sentado em posição de lótus com os joelhos dobrados. E, acima de todos, a grande esfinge de alabastro.

No avião, as crianças viram no jornal a reportagem do roubo da coroa, e apareceu a foto que Roxana havia tirado do grupo. No avião, Ciro teve outro sonho:

No sonho, ele reviveu a visão do que teve dentro da pirâmide, mas desta vez, viu uma egípcia parecida com sua mãe, que era irmã do faraó, correndo atrás da ladra; em seguida ela recuperava a coroa. 

Ela se tornaria rainha de todo o Egito. E lançaria uma maldição: “Aquele que tocar nos tesouros do jovem faraó, meu irmão, estará condenado a morrer antes do seu tempo de forma trágica e inesperada!” (estariam eles revivendo as suas vidas passadas? Questione os alunos)

Ciro abriu os olhos e viu Khonsu voando nas nuvens, agradecendo-o. Ciro disse para a irmã: “Decifrei o enigma, Roxana.”

PDF abaixo ⬇️

Deixe uma resposta

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑

Descubra mais sobre Nas Trilhas do Vale

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo