Recontando Histórias: Crônicas de Nárnia

PS: Deixarei os slides no final

CRÔNICAS DE NÁRNIA: O LEÃO, A FEITICEIRA E O GUARDA-ROUPA

Numa época sombria, quando os ventos da “Segunda Grande Guerra’ sopravam, quatro crianças: Susana, Lúcia, Pedro e Edmundo, foram conduzidos ao interior da Inglaterra em um refúgio contra os ataques do exército da Alemanha.

As crianças foram recebidas por um senhor em uma mansão, onde permaneceriam até acabar a guerra.

Antes de se recolherem naquela noite, as crianças combinaram o que fariam no dia seguinte: um passeio para conhecer o bosque e os arredores da mansão. Mas, na manhã seguinte, uma forte chuva frustrou os planos dos irmãos, que então decidiram explorar os muitos quartos da antiga mansão.

Nota: Nos próximos quatro slides, interaja com os alunos sobre os cômodos da mansão: “O que vocês fariam em uma casa antiga?”

Na última sala, encontraram um enorme guarda-roupa com um espelho na porta. Como os outros irmãos viram que só havia esse móvel no quarto, foram para outro cômodo. Lúcia, no entanto, resolveu ficar e abri-lo.

Dentro do guarda-roupa, Lúcia percebeu que a primeira fileira de cabides estava cheia de casacos. Ela os experimentou. Quando se cansou, a menina tateou no escuro à procura do fundo do guarda-roupa, mas encontrou outra fileira de casacos. Então, deu mais alguns passos, porém não encontrava o fundo. Estranhou…

O móvel deveria ser mais fundo do que ela imaginava. Deu mais alguns passos e sentiu algo macio nos pés.

Ela enroscou o rosto em algo áspero, mas não eram casacos, pareciam ramos de árvores. Deu mais alguns passos e viu uma luz no fundo, onde deveria estar o fundo do guarda-roupa.

Deu mais alguns passos e viu uma luz no fundo, onde deveria estar o fundo do móvel.

Lúcia se sentiu assustada, mas, ao mesmo tempo, curiosa. Caminhou alguns passos e olhou para trás: a porta do guarda-roupa estava aberta, mostrando a luz do quarto acesa. A menina caminhou 10 minutos em direção à luz. Quando se aproximou, avistou um fauno segurando um lampião.

Pergunte para os alunos se eles conhecem essa estória, em seguida mostre a capa do livro:

Nesta segunda parte, você encontrará a resenha de outro capítulo das Crônicas de Nárnia: “O Sobrinho do Mago“. Aqui, os alunos já saberão que é uma história de C. S. Lewis. Sendo assim, comece explicando para eles que existem outras maneiras de se chegar a Nárnia, além de um guarda-roupa.

O SOBRINHO DO MAGO

Uma garotinha chamada Polly, de 10 anos, vivia em uma casa em Londres, daquelas antigas, no estilo vitoriano (uma ao lado da outra). Certa vez, ela subiu ao muro e viu um garoto chorando; este garoto se apresentou como Digory.

O garoto estava triste porque fora obrigado a se mudar para Londres, sendo que vivia no interior e tinha um pônei e um riacho em sua antiga casa.

Morava com o tio e a tia, que eram solteiros e viviam juntos. A mãe estava doente, e estava sendo cuidada pelos irmãos.

O tio de Digory vivia trancado no quarto, e não deixava ninguém entrar. Ocasionalmente, Digory ouvia gritos e estalos do quarto do tio. As duas crianças ficaram imaginando o que teria no quarto do tio de Digory – e foi assim que eles se tornaram amigos.

O verão aquele ano estava quente em Londres, e as crianças preferiram brincar em casa, explorando o casarão.

Polly contou a Digory que certa vez estava brincando em sua casa, quando viu uma cordinha pendurada no teto, e quando a puxou, desceu uma escada que levava até o sótão. Ela encontrou um local escuro com uma caixa d’água. Desde então, o local tornou-se o seu esconderijo secreto.

Havia um túnel que atravessava as casas da rua, mas Polly nunca ousou invadir o perímetro dos vizinhos. Nesse local, Polly guardava os objetos e diários secretos.

Polly mostrou a Digory o esconderijo, e o garoto ficou curioso para saber até onde o túnel chegava. Polly disse que provavelmente atravessava todas as casas, que naquela rua eram coladas umas nas outras. A menina nunca havia ultrapassado o perímetro de sua casa, e queria explorar. Digory ficou com medo, e disse que seriam capturados como ladrões.

A menina disse haver uma casa ao lado da de Digory que estava vazia há anos, e eles poderiam atravessar o túnel até lá e explorar.

Desceram e calcularam a quantidade de passos de uma casa a outra, bem como de uma viga a outra: — Será que alguém mora escondido nessa casa?

Atravessaram o túnel no sótão segurando velas e tomando cuidado para não pisar em falso.

Chegaram em frente a uma parede onde deveria ser a da casa abandonada. Havia uma portinha na parede de tijolos. Digory hesitou se abriria.

Polly foi a primeira a descer a escada. O local tinha formato de sótão, mas havia sido mobiliado como uma sala de estar. Em todas as paredes havia estante atulhadas de livros.

Havia no local um zumbido parecido com o de aspirador de pó, mas na época em que ocorreu a história eles não existiam.

Ao lado havia uma mesinha com uma bandeja com dois anéis verdes e dois amarelos. Havia uma poltrona em frente ao fogo. Quem poderia estar usando essa sala escondida?

Quando Polly caminhou em direção à mesinha, a cadeira se virou, e o tio de Digory apareceu sentado. Ele era alto e tinha o nariz pontudo. A casa abandonada era o esconderijo do tio de Digory — ele deveria também acessá-la pelo sótão.

Conjecture com os alunos: — O que o tio faz escondido neste lugar?

As crianças tentaram escapar, mas o tio de Digory correu e fechou a portinha do sótão. As crianças imploraram, argumentando que os pais dariam falta deles no jantar, mas o tio não ligou.

A presença delas era exatamente o que o tio de Digory precisava em sua experiência, já que o porquinho-da-índia havia desaparecido.

O tio tentou persuadir as crianças, fingindo deixar eles voltarem, em seguida ofereceu um dos anéis que Polly havia se apaixonado.

Quando a menina se aproximou da bandeja, o barulho de aspirador ficou mais alto — parecia que o som vinha do anel. Digory gritou para ela não tocar no anel.

Polly tocou no anel e desapareceu. Digory e o tio estavam sozinhos no sótão.

Digory queria saber para onde Polly havia sido enviada, o tio então contou a história:

Havia uma tia-avó da mãe de Digory com um passado “esquisito”. Ela era madrinha de André, o tio de Digory, e havia sido presa, por isso a família não gostava de tocar no assunto.

Alguns dias antes de morrer, a senhora entregou uma caixa ao tio, pedindo para ele se livrar. Ao tocar na caixa, André sentiu um formigamento nas mãos. O tio disse que a senhora era uma das últimas pessoas no mundo que tinha sangue de fada, sendo, portanto, ele, o último ser humano a ter, literalmente, uma “fada-madrinha”.

O tio contou dedicou a sua vida a estudar a magia dos anéis que estavam na caixa, e depois de várias décadas, descobriu que os objetos vieram do continente perdido de Atlântida.  

Ele descobriu que os anéis amarelos transportavam as pessoas para outro mundo, e os verdes traziam de volta.

Mas Polly não havia levado nenhum anel verde. Digory descobriu que havia caído em uma armadilha, e teria que ir até esse mundo entregar um dos anéis verdes para a amiga.

Digory colocou o anel verde no bolso esquerdo e o amarelo no direito. Quando tocou no anel esquerdo, o estúdio do tio no sótão desapareceu.

Digory se viu submerso em algo escuro, mas ao olhar para cima, viu uma luz fraca surgir do alto. Parecia que ele estava debaixo da água. De súbito, Digory foi expelido para a margem de um lago, no entanto, ele não estava molhado.

O lago era cercado por um bosque. As árvores ficavam tão próximas umas das outras que não podia avistar o céu. A luz existente era verde, devido às folhas filtrando a luz do sol. O sol em cima devia ser muito brilhante, pois essa luz verde era intensa e cálida.

— Havia milhares de lagos parecidos — um ao lado do outro.

Digory não se lembrava de como fora parar naquele bosque, e se alguém lhe perguntasse, diria que nunca havia saído dali. Após contemplar o bosque por um longo período, notou que havia uma menina deitada ao lado de uma árvore. A menina quando o viu disse: “Acho que já te vi em algum lugar!”

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