A rua Dr. Ricardo Edwards, na Vila Industrial, em São José dos Campos, é famosa por suas histórias sobrenaturais. Nessa rua está localizada a boate Casablanca, um inferninho que, na década de 90, teria sido visitado pelo próprio Satanás. (leia a história aqui).

Se você acha que é brincadeira, saiba que a história foi destaque nos telejornais regionais da época…
Mas não é só de boate que vive a Ricardo Edwards. Nesse local, estão localizados o velório municipal e o Tiro de Guerra — e esse é o gancho para iniciarmos a nossa história.
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Um Lobo Gigante Caminha na Madrugada
Era madrugada na Vila Industrial, e os familiares realizavam a vigília fúnebre nas salas do velório municipal. Todos permaneciam em silêncio, pois o momento de pranto já havia passado.

De súbito, essa tranquilidade foi rompida por um grito vindo do final da rua, onde funcionava a danceteria Casablanca.
Três homens correram para ver o que estava acontecendo. De longe, viram um vulto canino atravessando lentamente a rua em direção ao Tiro de Guerra. A rua estava escura, iluminada apenas por uma lâmpada bruxuleante no poste.
O vulto se aproximou da luz, e foi então que os homens distinguiram a silhueta da criatura: tinha cerca de dois metros de altura e era peludo, semelhante a um lobo, porém, com feições humanas.
O monstro não percebeu a presença dos três rapazes, porém, quando chegou perto das grades do quartel, pulou por cima do arame e começou a farejar o ambiente.
Uma mulher também percebeu a movimentação estranha e se aproximou dos rapazes. Ao notar o contorno do animal e, em seguida, ver o rosto da criatura, soltou um grito assustada e caiu no chão. O bicho, ao detectar a presença de seres humanos, fugiu.
A sentinela do Tiro de Guerra, porém, ao ver a sombra do lobisomem atravessando o pátio do quartel, disparou, acertando-o.
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O lobisomem grunhiu, emitindo um som semelhante ao de um cachorro quando se pisa em sua pata, e desapareceu no meio da neblina.
Várias pessoas relataram avistamentos do lobisomem naquela noite; no entanto, não há nenhuma prova documental, seja em foto ou vídeo, principalmente porque na década de 90 não existiam smartphones com câmeras de alta resolução e capacidade de gravação.
A ausência de registros visuais e digitais torna difícil verificar a veracidade desses relatos.
Essas lendas, entretanto, são contadas até hoje pelos moradores da Vila Industrial, perpetuando o mistério e a curiosidade em torno do fenômeno.
FIM