Relato de Terror: Meu Gato me Defendeu de Um Ataque Espiritual

Contexto

Minha avó costumava dizer que matar ou maltratar gatos atrai desgraça. Sempre acreditei nas crendices dela. Tive uma vizinha que matava gatos envenenados e fazia planos de se aposentar e morar na praia.

Vocês não sabem, mas na primeira semana que ela se aposentou, teve um AVC, e ficou incapacitada. A filha dela também teve um AVC aos 24 anos, logo após se casar.

Após esses eventos, perderam a casa por conta de briga entre herdeiros e tiveram que se mudar para um imóvel alugado. Pode ser azar, coincidência, destino… mas acredito na maldição dos gatos.

Há muitos anos, ouvi uma história sobre um senhor cujo vizinho matava gatos por maldade.

Certo dia, o gato dele apareceu na varanda da casa dele com o peito aberto. O senhor correu com o gato até o veterinário.

Após receber alta, a primeira coisa que ele fez foi ir à casa do algoz. O vizinho caiu duro quando viu o gato teve um AVC e ficou para sempre com sequelas. Contudo, o gato viveu mais dez anos… E por esse motivo, até hoje chamam esse senhor de macumbeiro. Vá entender esse povo…

Relato de Terror: Meu Gato me Defendeu de um Ataque Espiritual

Era habitual para mim dormir com o gato; eu deitava de barriga para baixo, enquanto ele descansava ao meu lado.

Naquela madrugada, em particular, despertei com Guto de pé sobre minhas costas. Seus pelos estavam eriçados, e ele estava em posição de ataque, rosnando na direção do canto vazio da parede do quarto.

Eu mirei no local, para ver o que o gato estava encarando, porém, não via nada, só enxergava a cortina. Eu fiquei muito assustada, e acordei o meu marido. Ele virou e tentou focar na parede e no gato, e disse: “Dê uma bronca nesse gato e coloque ele para dormir!…”

E assim eu fiz. Coloquei o gato no meio da cama e voltei a dormir. Mas mal fechara os olhos e escutei outro barulho no quarto. Eu me levantei da cama e acendi a luz do abajur.

Para o meu espanto, o gato estava grudado na cortina, no canto do quarto, mas desta vez se empoleirara no alto. O gato estava arrepiado e rosnava como se estivesse caçando algo, ou tentando espantar qualquer coisa do quarto.

Meu marido se levantou e olhou atrás da cortina, esquadrinhando o chão, procurando algo que estivesse provocando o gato, mas não encontrou nada. Eu pedi a ele para abrir a janela, pois, talvez o gato estivesse sentindo o cheiro de outro felino, e quisesse sair para brigar.

Meu marido abriu a porta do quarto, e nesse momento, o gato saiu em disparada, como se fosse pegar algo fora da casa. Nós dois ficamos parados sem entender, porque esse não era o comportamento do Guto. O gato sempre fora tranquilo, e nunca fez algo parecido com o daquela madrugada.

Não acho que o gato foi pegar algo fora da casa, parece-me que o bichano estava fugindo de uma presença no quarto. O que acham?

De súbito, ouvimos o gato fazendo um escândalo do lado de fora, e não era um rosnado de gato brigando no telhado, o Guto estava gritando desesperado, enquanto olhava o vazio.

Meu esposo e eu ficamos assustados. Comentamos: — Será que é briga de gatos?” — Não sei…
O rosnado do Guto continuava, mas não escutávamos um segundo gato miando.

Meu marido resolveu investigar o que estava acontecendo com o gato. Quando ele chegou no quintal, viu o gato encolhido e todo mijado no canto corredor. O gato tremia…

Meu marido pegou o Guto, levou para dentro de casa e eu tentei acalmá-lo. Demos um banho no gato. Nesse momento eu comecei a pressentir ser algo relacionado à minha cirurgia, e que algo ruim estaria para acontecer.

“Seria esse incidente um mau presságio? – Pensei na hora. Eu chorei a madrugada inteira de medo.

Eu sentia que o Guto estava me salvado de algo ruim que estava para acontecer. Uma energia ruim não queria deixar eu voltar daquela cirurgia.

Eu estava apreensiva, pois, o tumor que eu tinha na tireoide era grande, e os médicos haviam dado 90% de ser um câncer. Mas eles só saberiam após a biópsia.

Ao amanhecer, fomos para a cirurgia, e graças a Deus deu tudo certo: não era um câncer. O tumor era benigno e eu fui me recuperando gradualmente da cirurgia.

E no mesmo dia que fui para o hospital, o Guto ficou doente. A cada dia ele ia definhando. O Guto comia bastante, era um gato bem-tratado, e de súbito ele parou de comer, e emagreceu tanto, que tivemos de sacrificá-lo. Fizemos de tudo para recuperar a saúde desse gato.

Dávamos vitaminas, batíamos fígado de frangos com ração e beterraba, fazíamos papinha, mas não adiantou nada. Fomos ao veterinário e ele disse que o Guto tinha leucemia felina, e não havia como se curar.

Por um milagre eu consegui me recuperar, pois, o tumor não era maligno. E hoje eu estou bem e saudável.

Mas na minha mente o Guto pegou alguma doença, maldição, mau-olhado, que era para me atingir ou atingir o meu marido. O Guto absorveu alguma maldade que fizeram para eu não voltar da cirurgia.

Eu sinto em meu coração que ele deu a vida para me salvar. O Guto foi muito amado por mim e por meu marido, e nós sempre amamos os gatos. Eu tenho certeza que eles são criaturas místicas que nos protegem. E penso que todos deveriam ter um gato em casa, pois, eles são guardiões do lar.

— Obrigado Guto, ainda sinto a sua falta dormindo ao meu lado.

O segundo relato também envolve gatos, mas não parece ser de terror; na verdade, lembra um conto de fantasia ou realismo fantástico.

O Gato Que Virou Gente

Meu nome é Juliana e moro em uma cidade no oeste do Pará. Antes de começar a história, gostaria de deixar bem claro: minha família tem um ímã para o sobrenatural.

Essa história aconteceu na madrugada do dia 25 para o dia 26 de março de 2020. O Brasil inteiro estava de quarentena, mas o meu irmão mais velho estava indo ver a namorada do outro lado da cidade — Vá entender… Ele havia emprestado a moto do meu pai, e saiu de casa por volta das 20h00.

Já consigo criar um monte de interpretações, somente com esse parágrafo… O cidadão desrespeitou a quarentena, vá vendo…

Aqui em casa estamos acostumados a dormir depois das 3 da manhã – ficamos conversando ou vendo filmes na TV; e a minha mãe não dorme até que todos os cinco filhos estejam dentro de casa.

Aconteceu que, naquela noite, via de regra, estávamos exaustos, e fomos dormir às 11 da noite. Até a minha mãe desistiu de esperando o meu irmão, e como o quarto dela é próximo da sala, disse que ouviria ele chegar e levantaria para abrir a porta.
Era meia-noite quando ouvi batidas violentas na porta, e a voz do meu irmão gritando:
“Abre mãe, rápido, abre essa porta!!”

Peguei meu celular, olhei as horas e até pensei em levantar para ver que gritaria era aquela, mas minhas pálpebras pesavam de sono e eu apaguei.

Pela manhã, levantei cedo e todos já estavam de pé, ouvindo espantados a história que o meu irmão contava.

Ele disse que chegou, abriu a garagem, guardou a moto, e antes de fechar a porta da garagem, sentiu vontade de fazer xixi, mas, mesmo estando praticamente dentro de casa, resolveu fazer em uma moita ao lado da garagem, já que não havia ninguém na rua naquele horário.

Foi aí que ele sentiu que tinha alguém o observando. Ele foi certeiro em olhar para outro lado da rua, onde estava mais escuro.

Em frente a nossa casa existe uma igreja, e do lado da igreja mora a nossa vizinha, uma mulher apaixonada por animais; ela tem 5 cães e 12 gatos. Existe uma cerca alta que separa a igreja da casa dessa vizinha (que eu vou chamar de dona Carla).

Foi justamente próximo a essa cerca alta que o meu irmão viu um gato. No começou ele pensou que fosse um dos gatos da vizinha, porém, ele lembrou que a dona Carla não tinha nenhum gato daquela raça que não tem pelos no corpo.

Meu irmão deduziu que fosse o gato de outro vizinho, porém, aquela sensação ruim continuava, ele se sentia vigiado, e algo prendia a sua atenção naquele gato.

Foi quando, de uma maneira bem estranha, o gato ficou sobre as duas patas traseiras e apoiou as duas patas dianteiras na cerca, então, ele foi se erguendo e esticando, até que, aos poucos, ele foi tomando uma forma humana.

Parecia um homem baixo, em torno de 1 metro e meio a 1 metro e 60. Ele estava sem roupas e a sua pele era no mesmo tom da pele do gato; um tom rosado que beirava o vermelho; e também era careca. Estava com o rosto virado para a escuridão, voltado para o lado onde estava o meu irmão.

Ele ainda se apoiava na cerca, como se fosse cair. Aos poucos, sua cabeça girava, lentamente e o meu irmão disse que sentiu que ele queria virar para encará-lo, mas se olhasse nos olhos daquela coisa, sentia que algo muito ruim poderia acontecer.

Por isso, ele entrou correndo na varanda de casa, batendo na porta desesperadamente, pedindo para a minha mãe abrir logo a porta.

Minha mãe disse que ele estava pálido e não disse nada ao entrar, apenas pediu a bênção e foi dormir. Ele só contou o que houve no dia seguinte. No desespero, ele até deixou o portão da garagem aberto, ainda bem que aqui é cidade pequena e calma.

Aconteceu que, sem ninguém comentar nada do que houve com o meu irmão, o filho da dona Carla chegou aqui em casa contando que, por volta das 3 horas da madrugada, os cachorros ficaram loucos latindo no quintal.

Ele disse que não conseguiu levantar de tanto sono que ele estava, mas a mãe dele levantou e foi ver o que estava alvoroçando tanto os cachorros.

O rapaz disse que ouviu a mãe gritar, em seguida a dona Carla entrou em casa trancando a porta, pálida, dizendo ter visto um de seus gatos, um branco enorme que ela tinha, transformar-se em um homem vestindo roupas brancas, que emanava de si uma intensa luz branca. Este homem estava encostado na cerca entre a igreja e a casa dela.

Todo mundo achou curioso o fato do meu irmão e a dona Carla terem visto um gato se transformar em gente na mesma hora da madrugada. Mas logo a curiosidade passou, porque é até normal esse tipo de coisa por aqui.

Alguém saberia dizer o que foi isso?

O que eu acho: Ela disse: “É até normal esse tipo de coisa por aqui…” — Você mora em Sucupira, querida?! Nas peças de Dias Gomes até pode ser normal os personagens se metamorfosearem em criaturas do folclore: Roque Santeiro: O Professor Astromar virava lobisomem nas noites de lua cheia e assombrava a cidade de Asa Branca; O Bem-Amado: O pescador Zelão das Asas desejava voar e, para isso, montou um par de asas… Mas, na vida real, não! O cidadão desrespeitou a quarentena, eu acho justo ele ser afrontado pelo mal…

História / PersonagemO que aconteceuVeredito Humorístico
Guto, o Gato EscudoO gato Guto surtou na véspera da cirurgia da dona, rosnou para o nada e, depois que ela melhorou, ele adoeceu e “partiu”.O verdadeiro Vingador. O gato não era apenas um pet, era um para-raios espiritual. Absorveu o azar todo e deixou a dona zero bala. Guto merece uma estátua.
A Vizinha dos GatosUma senhora maltratava gatos, se aposentou e, na mesma semana, teve um AVC e perdeu tudo.Karma instantâneo via Wi-Fi felino. Ela achou que ia curtir a praia, mas esqueceu que os gatos têm contatos influentes no “além”. Não mexa com os bichanos.
O Gato que virou Homem (Pará)Um irmão furou a quarentena em 2020 e viu um gato pelado na cerca virar um homem baixo e avermelhado.Efeito colateral da quarentena. O cara sai escondido para ver a namorada e encontra um “Gato-Lobisomem” peladão. É o sinal divino para ficar em casa vendo Netflix.
O Gato de Luz da Dona CarlaOutro gato da vizinha se transformou em um homem de roupas brancas que emanava luz.Gato Gourmet. Enquanto o gato do vizinho vira um bicho estranho, o da Dona Carla vira uma entidade de luz. Claramente, a ração que ela dá é de melhor qualidade.

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