Relato de Terror: Minha Boneca Amiguinha

O relato sobrenatural que você vai ler aqui é resultado de adaptações de lendas urbanas encontradas na internet. Reescrevi essas histórias ao meu modo, mas procurei preservar a essência original de cada uma.

Ficha Técnica: Boneca Amiguinha

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NomeBoneca Amiguinha
GêneroFeminino
OrigemPresente da avó da protagonista, Ana, ou “inferno”?
TipoBoneca de Pano Artesanal (possivelmente recheada com algodão ou material similar).
Aparência FísicaFeita de tecido. Possui olhos feitos de botões, o que lhe confere um visual simples, mas que se torna perturbador quando virados.
Cor PredominanteNão especificada, mas tipicamente cores suaves ou simples de boneca de pano.
Comportamento InicialInofensiva, carinhosa, companheira favorita da protagonista.
Comportamento AssombradoMovimentação própria (aparece em lugares diferentes), Sensação de vigilância constante, Causa ruídos e sussurros, Retorno inexplicável após ser descartada.
Poderes/HabilidadesTeletransporte (retorno), Virar os olhos de botão, Manifestação de eventos paranormais (sussurros e ruídos).
Local de Maior OcorrênciaCasa da protagonista
Estado AtualDesconhecido/Presumivelmente ainda retornando ou em posse da protagonista, sendo uma ameaça persistente.
Status de MalignidadeAlta. Sugere possessão ou vida própria maligna.

O Contexto

Vocês sabiam que, na cultura asiática, o número 4 é considerado amaldiçoado?

Por influência do folclore chinês, elevadores no Japão, na Coreia e em Taiwan geralmente não possuem o botão com o número 4.

Assim como nos prédios não existe o 4ª andar, nos hospitais não existe o leito número 4. Nas línguas irmãs do mandarim, a pronúncia do número 4 é semelhante à da palavra morte.

A superstição é tão marcante na Ásia que, no Japão, estudos indicam um aumento nas paradas cardíacas em dias 4. — Com isso em mente, vamos à história.

Relato: Minha Boneca Amiguinha

A mulher que me contou essa história mora em Caruaru. Ela optou por não revelar o nome, então vamos chamá-la de Marise. Hoje, é mãe de dois filhos: um menino de dezesseis anos e uma menina de onze.

A história sobrenatural aconteceu quando Marise ainda era criança, no dia do seu aniversário de quatro anos, ao receber uma boneca chamada “Amiguinha”.

No dia do aniversário de Marise, sua avó resolveu fazer um bolo para a festa que seria à noite. Mas, enquanto a avó misturava a massa do bolo, ela escorregou no chão da cozinha e acabou fraturando a coluna.

A festa foi, claro, cancelada. Dias depois, no leito do hospital, a avó contou que, ao passar pelo corredor da cozinha, sentiu uma mão debaixo da mesa puxando sua perna.

Desde o primeiro dia em que a “boneca amiguinha” entrou na casa, a vida de Marise virou um verdadeiro inferno.

A boneca piscava os olhos, sorria, mexia os braços. Marise contava tudo isso para a sua mãe, mas ela não acreditava.

As coisas começaram a piorar quando a boneca começou a se manifestar também para as amiguinhas que iam brincar na casa.

Marise dormia sozinha no quarto, e ela lembra que a boneca ficava em pé, ao lado da porta. Todas as noites, ela conta que acordava com a boneca tocando seus pés. Assustada, ela gritava e chorava muito.

Era terrível ter que encarar a boneca, pois esta mudava a expressão do rosto, transfigurando-se em um olhar aterrorizante.

E assim, todas as noites, Marise se levantava e ia dormir no quarto dos pais, com medo da ‘boneca amiguinha’.

Nos dias seguintes, ela começou a ter pesadelos com a boneca. Nos devaneios, a boneca vestia um uniforme de escolar e matava os seus pais esfaqueados, ficando com o uniforme salpicado de sangue.

E quando ela não sonhava com a boneca, tinha pesadelos com o diabo tentando afugentá-la. Marise sofreu tanto com essa boneca, que só de escrever o relato ela conta que já está com vontade de chorar.

Marise conta que um dia estava brincando com uma amiga na sua casa. Quando a amiga passou pelo corredor, em frente ao seu quarto, parou com medo de prosseguir, e gritou:
— Vem logo!
Elas estavam correndo pela casa, e para atravessar o quintal, elas precisavam passar pelo corredor em frente do quarto.

Marise conta que naquele dia saiu correndo, mas ao chegar na frente do quarto, tropeçou e caiu.

Quando virou para tentar se levantar, adivinhem o que estava bem em cima dela, olhando diretamente nos seus olhos?

Marise entrou em estado de choque. A amiga teve que arrastá-la pelos braços até o quintal, porque ela só berrava e chorava.

Marise teve que aguentar aquela maldita boneca por 12 longos anos. Seus pais não permitiam que ela se desfizesse da boneca: primeiro, porque era um item caro, na época valendo o equivalente a R$600; segundo, porque achavam que era apenas coisa da cabeça da filha.

Leia também: A fada dos dentes

Marise afirmou que, certa vez, quebrou o pescoço da boneca, e ela ficou com a cabeça pendurada para trás.

E mesmo assim os pais não deixavam ela se desfazer da boneca. Era um pesadelo na vida real.

Quando Marise ficava sozinha, ela ouvia a boneca andar pela casa. Ela só conseguiu se levrar da boneca aos 15 anos, quando surtou, juntou a boneca e disse:

— Eu vou jogar essa coisa na rua!
O pai dela não deixou, e disse que daria para alguém. No dia seguinte, ele sumiu com a boneca.

Só que a maldição da boneca não terminaria naquele dia. (Perguntar o que os alunos acham)

O tempo passou, e Marise se casou e teve uma filha. O marido disse que quando a filha completasse quatro anos, faria uma surpresa para ela.

Marise ficou curiosa e questionou o marido, mas ele disse que era uma surpresa. No dia do aniversário da menina, o marido entregou um presente enorme, embrulhado com papel rosa e fita azul. Quando a pequena abriu o embrulho, adivinhem o que era:

Era uma boneca no estilo “boneca amiguinha’. A boneca era linda, parecia de verdade. (cuidado com essas bonecas que parecem de verdade). A filha de Marise estava amando o presente, e quis dormir com a boneca naquela noite.

A mãe deixou, nada mais natural, só que meia hora depois, a menina entrou no quarto do casal gritando desesperada.

A menina estava pálida e com a boca roxa. Marise teve que dar um sacode na filha dela para ela voltar a falar. Então a filha gritou:

— A boneca tentou me matar!

Marise, quase morrendo de susto, perguntou à filha:

— Como assim a boneca tentou te matar?!
— Mãe, a boneca sentou na cama e me filmou com os olhos vermelhos e disse: “Eu não matei a sua mãe, mas agora nesse corpo eu vou matar você!”

Marise pensou, assustada: “Poxa, esse meu pesadelo parece não ter fim! E agora envolve a minha filha…”

No outro dia, Marise picotou a boneca inteira e colocou fogo. Enquanto a boneca derretia, ela podia ver o sorriso da boneca se dissolvendo com o plástico negro.

Seria esse o fim da maldição? Ou o mal ocuparia o corpo de outro brinquedo quando o neto de Marise completasse quatro anos?

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NomeOrigemNaturezaMedoVeículo
Amiguinha (Minha Boneca Amiguinha)Boneca de Pano com Olhos de Botão (Relato)Possessão ou Vida Própria MalignaMovimenta-se sozinha, Observação constante, Retorna inexplicavelmente.Relato de Terror na Internet
Annabelle (Invocação do Mal)Boneca de Porcelana (Baseada em Fatos)Possuída por um Demônio/EspíritoAtrai e canaliza entidades malignas, Causa eventos paranormais violentos.Cinema/Filmes de Terror
Chucky (Brinquedo Assassino)Boneco “Good Guy” (Plástico/Tecido)Possuída pela alma de um Serial KillerFala e age de forma sádica, Mata pessoas com armas, Busca transferir sua alma.Cinema/Filmes de Terror
Billy (Jogos Mortais)Boneco de Ventríloquo (Madeira/Plástico)Meio de Comunicação (Não Assombra)Não age por conta própria; é usado para entregar mensagens sádicas e regras dos Jogos de Jigsaw.Cinema/Filmes de Terror
Robert (Robert the Doll)Boneco de Marinheiro (Baseada em Fatos)Possessão (Lenda Urbana)Causa má sorte, Azar e acidentes aos que o desrespeitam ou fotografam.Lenda Urbana/Museu

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