As lendas urbanas que você vai ler foram elaboradas a partir de relatos e rumores que reuni ao longo do tempo, em conversas com colegas que, assim como eu, estudaram na E.E. Geraldina Coelho Monteiro durante a década de 1990.
Como todos sabemos, escolas públicas sempre foram um cenário fértil para o surgimento e a circulação de lendas urbanas, especialmente durante a década de 1990. Por isso, se você gosta de nostalgia, talvez se entusiasme com esses relatos.
As Lendas: O Professor Polêmico
Não se sabe ao certo se essa história é verídica, mas dizem que, em 1998, durante uma aula de Ciências na Escola Geraldina Coelho Monteiro, um professor teria escrito algo com teor libidinoso na lousa, atitude que teria incomodado alguns alunos, especialmente os mais religiosos.

Quem contou essa história disse que a ouviu de um amigo no intervalo.
Segundo o relato, após a chamada, o professor de ciências escreveu no quadro uma pergunta esquisita, que suscitava interpretações maldosas: A PERGUNTA:
“Qual parte do corpo aumenta até três vezes o tamanho normal quando estimulada?”.
Dizem que, ao ver a pergunta, uma aluna EVANGÉLICA, daquelas que tinham cabelo até a cintura e usavam saia jeans até a canela, saiu nervosa da sala e foi reclamar na direção.
Contudo, com um ar cínico, o professor perguntou à turma: “O que há de errado com a pupila do olho?” e todos caíram na risada.
Lendas Ecolares: Contexto
Inúmeros rumores estão atrelados à escola Geraldina, incluindo histórias de falsos avisos de bomba no banheiro, relatos de vigias noturnos e de espíritos inquietos rondando o pátio da escola durante a madrugada…

Infelizmente, a partir dos anos 2000, algumas dessas lendas deixaram de ser somente lendas e se transformaram em verdadeiros filmes de terror reais, com o Brasil importando dos EUA todo tipo de cultura extremista, dentre elas, a “cultura” dos atentados em escolas. (link do relato da escola)
As lendas urbanas escolares costumam tratar de três eixos principais: 1) professores excêntricos (como acabamos de ler acima); 2) porradaria entre os estudantes (A morte da Colega na praça após um acerto de contas); 3) Acidentes após viagens (alunos que foram para a praia e morreram afogados).
Lendas sobre brigas e mortes são abundantes, especialmente na década de 90, incluindo histórias sobre o colega que era parente de ciclano que era bandido/traficante e por isso não podia mexer com ele na escola; sobre uma arma que caiu de dentro de uma bolsa da Risca, ou o falso rumor de que a merendeira havia morrido e que não haveria aula naquela semana.

Duas histórias populares também envolviam um estudante que se casou com uma professora de educação física bonita, ou a de um colega que namorava a mãe de outro aluno sem ele saber.
Algumas dessas lendas acabam influenciando comportamentos por serem vistas como regras oficiais, mesmo que sua disseminação seja apenas apócrifa e nunca institucional. Entre elas estão:
1) a suposta norma de que um estudante após fumar pó de borracha enrolada em folha de caderno traria boa sorte durante a semana de provas (se você é aluno e está pensando em repetir isso, por favor, não seja imbecil); 2) havia também a crença de que alunos deveriam esperar um número específico de minutos pelo professor atrasado (não me lembro qual o tempo); 3) e a ideia amplamente difundida de que sentar-se na primeira fileira, manter contato visual com o professor e sorrir garantiria um ponto a mais e não ficaria de reforço em dezembro.

O próprio espaço físico da escola era cercado de lendas, como histórias sobre cadáveres de diretores enterrados na sala da diretoria (geralmente o patrono da escola) ou relatos fantásticos de alçapões escondidos no chão, que levavam para fora do prédio, no melhor estilo dos irmãos Weasley.
Outros boatos afirmavam ainda que, no terreno da escola, estava enterrado o corpo de alguém que se tornaria o temido “corpo seco”.
Furtos e Acidentes
Outras lendas escolares populares referem-se a incidentes de furtos. Conta-se que, durante as obras de construção dos prédios na parte superior do Geraldina, um aluno teria roubado o relógio de um pedreiro, o qual havia sido deixado sobre um andaime.

Um outro caso envolveu o alegado furto do dinheiro da bolsa de uma professora; entretanto, posteriormente, a professora percebeu que havia esquecido a carteira em casa e apresentou suas desculpas no dia seguinte. (Ambas as histórias ocorreram em 1998, e conheço o aluno que roubou o relógio.)
As histórias relacionadas a acidentes e situações grotescas também eram comuns. Por exemplo, um aluno que tinha as calças abaixadas no intervalo, ou do aluno que cortava a mão no vidro quebrado da janela (eu, mas no caso foi em outra escola: Dorival Monteiro de Oliveira).
Lendas Clichês
Até hoje eu não entendo por que diabos existe no Brasil uma lenda sobre uma “loira” dentro do banheiro — em um país onde a maioria da população é preta ou parda (principalmente em escolas púbicas) — mas como isso foi relatado por um colega, vou contar esse rumor:

Uma vez, um amigo meu acompanhado de um colega dele da mesma classe resolveram desafiar a tal loira, ficando de costas na porta do banheiro e chamando a criatura para ver se ela aparecia e eles pudessem ver se ela era bonita mesmo igual a Xuxa.
Segundo me contou, eles se distraíram por um tempo na resenha, até que, do nada, algo puxou meu amigo para dentro do banheiro e fechou a porta.
Todo mundo ficou desesperado tentando abrir, mas não conseguia; um amigo nosso, bem grandão, chegou a dar uns pesadões na porta, mas ela não abria de forma alguma.
Até que a porta abriu e o meu amigo começou a chorar.
Relato de Fantasma
Quando eu estudava no Geraldina, o guardinha dizia que sempre via, de madrugada, uma velha torta vestida de branco no pátio; até hoje não sabemos se ele inventou essa história para que parássemos de matar aula, ou se era verdade. O fato é que ficamos morrendo de medo e paramos por um tempo de matar na sexta série (só por um mês).

Morte na Escada
No final do ano de 1999, lembro de algo curioso nas aulas de educação física: havia um trecho específico da escada da quadra onde eu sempre sentia um frio repentino.
Era uma sensação tão nítida que eu precisava vestir o moletom, mesmo que todos ao redor estivessem com calor. Anos após me formar, minha mãe me revelou algo que mudou minha percepção: na época dela, uma aluna de outra turma havia falecido exatamente naquela escada após sofrer uma queda.
Ao questionar antigos colegas sobre isso, notei algo intrigante: alguns confirmaram sentir o mesmo frio inexplicável, enquanto outros nunca notaram nada.
Brincadeiras Satânicas

Lembro de uma cena assustadora da minha adolescência nos anos 90, que aconteceu numa tarde em que fui ao Geraldina para as aulas de informática.
Nota: Hoje, o termo informática é considerado ultrapassado e soa como chamar uma garota de “broto”, estando no mesmo patamar de algo como um ‘walkman’.
Estávamos jogando Campo Minado quando a sirene da merenda tocou. Na volta do intervalo, porém, um grupo de cinco alunas decidiu ignorar o sinal para fazer o ‘jogo do compasso’ (o Ouija daquela época).
Não demorou para ouvirmos gritos histéricos de pavor vindos da sala. Corri da sala e me deparei com o desespero delas: juravam ter visto uma criança com roupas antigas observando-as de trás de uma árvore no nível superior do pátio.
A gritaria foi tamanha que mobilizou a escola inteira, de professores a funcionários, resultando no encerramento precoce das aulas. Até hoje, o eco daqueles gritos de desespero me persegue. Foi sinistro!

Breves Testemunhos Sobrenaturais
Relato 1: Sim, na época em que estudava à tarde no Geraldina, lembro de ter ficado por último na sala de aula após conversar com uma colega. Enquanto eu arrumava o material, vi o vulto de um homem entrando no local. Como eu estava sozinho e todos os outros já tinham ido embora, achei melhor fingir que não vi nada e saí correndo, fechando a porta rapidamente.
Relato 2: Lembro que, na minha época de estudante no Geraldina, às vezes faltava carteira e mandavam a gente buscar nas salas do pátio de cima aquelas que não estavam sendo usadas. Certa vez, subi para pegar carteiras em uma sala vazia e vi uma pessoa entrando também, porém, quando entrei na sala, não havia ninguém lá.
Relato 3: O caseiro do Geraldina contava para os alunos que o sinal sonoro da escola costumava disparar de madrugada. E, segundo ele dizia, era o falecido doador do terreno da escola que o fazia soar.
Relato 4: Trabalhei como auxiliar de limpeza no Geraldina por muitos anos e, diversas vezes, enquanto lavava os banheiros, ouvia alguém puxando o papel higiênico do rolo ou acionando a descarga. No entanto, ao verificar, não havia ninguém nos boxes.

Relato 5: Eu já fui amiga da filha dos caseiros do Geraldina e era incrível ir para lá nos fins de semana para brincar com ela na quadra. Eu me sentia super especial por estar ali sem a obrigação de estudar.
Relato 6: minha amiga contou que sempre via um menino correndo na escola – e os alunos e professores também presenciaram essas aparições.
Relato 7: Quando estudei no Geraldina, não ouvi nenhum relato de aparições ou de assombração — graças a Deus. As assombrações eram mesmo o povo falso da minha sala, que ficava falando mal dos outros e cuidando da vida alheia.
Relato 8: Sim eu conheço uma história assombrada do Geraldina. A lenda era: você tinha que levar sua mochila pro intervalo, caso contrário, quando voltasse pra sala de aula não iria ter mais NADA na mesa. HA HA
Relato 8: Sim, eu trabalhei no Geraldina e tenho uma história assombrada: Diziam que a história de que o vigia da escola à época (em 1996) havia sido demitido era uma mentira que a direção inventara para proteger o psicológico dos alunos, pois, ele havia sido morto a pauladas no Santa Maria após talaricar um traficante.
Aparições na Biblioteca da Escola

É impressionante como escolas podem ser assustadoras. Já trabalhei como professora no Geraldina e vou contar algumas dessas histórias. Diziam, na época em que eu trabalhava lá — isso em 1995 —, que o fantasma de uma mulher apareceu na biblioteca para uma funcionária.
Naquele período, a biblioteca permanecia fechada e apenas ocasionalmente os professores entravam no local. Segundo o relato, a mulher ficou parada em um canto da sala, encarando a funcionária, e, de repente, desapareceu. Ela ficou profundamente assustada.
Nessa mesma biblioteca, no início dos anos 2000, também havia relatos de uma fumaça negra, que um amigo meu, também professor, afirma ter visto duas vezes.
Outro caso bastante conhecido é o de uma funcionária recém-contratada da limpeza que conversou com alguém, pedindo informações sobre onde ficavam guardados os produtos de limpeza. Subitamente, essa pessoa desapareceu, e nenhuma das outras funcionárias soube dizer de quem se tratava.
Nota: Na década de 90, a biblioteca funcionava (ou não) no final do corredor dos prédios superiores, porém permanecia sempre fechada, abrindo apenas de vez em quando, quando algum professor de Português decidia fazer uma aula mais dinâmica. Não posso afirmar como se encontra atualmente, mas, naquele período, ainda não havia o conceito de “sala de leitura”.
A Mulher do Quadro Está Piscando Pra Mim
Quando eu estudava no Geraldina, quem matava aula no pátio superior relatava experiências perturbadoras. Diziam que, no silêncio do intervalo das aulas, os pátios vazios ficavam sinistros.
Surgia uma sensação estranha de culpa, como se estivessem sendo vigiados por algo ou alguém. Eu mesmo, nas vezes em que matei aula, sentia que a energia daquele lugar era extremamente densa.
O rumor mais sombrio, porém, era sobre o retrato em preto e branco da patrona, a própria Geraldina. Diziam que, se você sustentasse o olhar no quadro por tempo suficiente, ela não apenas encarava você de volta, mas chegava a piscar, como se vigiasse os corredores de outros tempos.
Nota: Não tenho certeza se o quadro da Geraldina ainda está pregado no pátio da merenda, pois não me lembro de vê-lo quando retornei à escola como professor, em 2013.

O Aluno Aplicado
Durante o período de quarentena, a escola Geraldina ficou praticamente vazia. O que vou relatar aconteceu em 2021.
Sou professora e, na época, havia ido até a escola apenas para pegar alguns objetos que tinha esquecido em meu armário. As aulas estavam suspensas e os corredores, silenciosos, pareciam maiores do que de costume.
Por hábito, acabei abrindo a porta de uma das salas. Foi então que, de relance, vi um dos meus alunos sentado em uma das carteiras, com a mochila apoiada sobre a mesa, exatamente como fazia antes do início das aulas.
A imagem foi rápida, quase um reflexo. Cheguei a pensar que fosse cansaço ou imaginação.
Virei o rosto por um segundo, tentando entender o que havia acabado de ver. Quando olhei novamente, a sala estava completamente vazia. Não havia aluno algum, nenhuma mochila, apenas as cadeiras alinhadas e a luz entrando pela janela.
Senti um arrepio imediato, mas tentei me acalmar. A pandemia tinha deixado todos nós tensos, e achei que minha mente pudesse estar pregando uma peça.

No dia seguinte, conversando com colegas pela Web CAM, recebi a notícia de que aquele aluno, o mesmo que eu havia visto na sala, tinha contraído Covid e morrido havia cerca de uma semana.
Desde então, evito abrir aquela sala sozinha. Sempre que passo pelo corredor, a imagem do menino sentado à carteira me volta à memória, como se ainda estivesse ali, esperando a aula começar.
A Escola Antigamente
Trabalhei na secretaria da Escola Geraldina Coelho Monteiro e, nos meses de férias, quando não havia alunos, os corredores escuros e silenciosos criavam um clima pesado. Não era um silêncio absoluto: vez ou outra, alguns estalos arrepiavam a espinha. Era um ambiente realmente tenso.
A Menina que Chorava na Última Sala
Uma inspetora relata que certa vez uma criança foi chamá-la dizendo que, atrás do muro da última sala do corredor, havia uma menina chorando. Quando a inspetora e a criança chegaram ao local, não havia ninguém.

O mais estranho é que, se fosse alguém, essa pessoa não teria saído da sala sem ser vista. No corredor estavam outras funcionárias, e ninguém viu ninguém sair.
O Homem Estranho na Escola
Na hora de fechar a escola, um funcionário viu um homem entrando em uma sala. Ele achou que fosse algum pai que tivesse ido buscar aluno atrasado e foi atrás para avisar que todos já tinham ido embora. Porém, quando entrou na sala, não havia ninguém.
O Salto Alto no Escuro
Durante as férias, quando a escola estava completamente vazia, um dos funcionários da manutenção ficou trabalhando até mais tarde, sozinho, na reforma do banheiro. Já havia anoitecido, e até o pessoal da secretaria havia ido embora.
O que foi contado é o que ele viu — ou ouviu, não lembro ao certo — uma mulher vindo de um lugar indefinido, e logo depois escutou o barulho de salto alto correndo, apesar de não haver ninguém ali.
Depois desse incidente, contam que esse funcionário não voltou mais na escola, e outra pessoa precisou ser chamada para concluir o serviço.
Conteúdo Extra: Biografia
Geraldina Coelho Monteiro (⭐ Guaratinguetá, 21 de agosto de 1920 — ✝️ São José dos Campos, 5 de fevereiro de 1988) foi uma professora de educação básica e diretora escolar brasileira.
| Falecimento | 5 de fevereiro de 1988 (67 anos) |
| Local de falecimento | São José dos Campos, São Paulo (em sua residência, no centro) |
| Filiação | Lino José Coelho e Augusta Maria de Jesus |
| Cônjuge | Professor Nelson do Nascimento Monteiro |
| Filhos | Antônio Carlos, Júlio César, Carmen Lygia e Afonso Celso |
| Formação | Curso de Magistério na Escola Conselheiro Rodrigues Alves (Guaratinguetá, 1939) |
| Profissão | Professora de Educação Básica e Diretora Escolar |
| Escolas onde atuou | • Escola rural (Cunha, SP) • Escola Pedro Mascarenhas (São José dos Campos) • Escola Francisco João Leme (São José dos Campos) • Escola Santana do Parnaíba (Efetivada em 1954; lecionou por 13 anos e foi diretora) |
| Aposentadoria | 1967 |
| Homenagem pós-morte | Patrona da Escola Estadual Professora Geraldina Coelho Monteiro (antiga Escola Nova Michigan, nome adotado em 10/01/1992) |
| Dia do Patrono | Comemorado anualmente em 21 de agosto |

Geraldina dedicou quase três décadas ao ensino no Vale do Paraíba, sendo postumamente homenageada como patrona de instituição de ensino em São José dos Campos.
Geraldina Coelho nasceu em Guaratinguetá, no interior do estado de São Paulo, em 21 de agosto de 1920.
Filha de Lino José Coelho e Augusta Maria de Jesus, cresceu junto de seus irmãos em um ambiente de costumes simples, marcado por uma educação descrita como amorosa e rígida, que moldou seus valores morais.
Em 1939, concluiu o curso de Magistério na Escola Conselheiro Rodrigues Alves, tradicional instituição de sua cidade natal, habilitando-se para o exercício da docência.
Logo após a formatura, iniciou sua carreira lecionando em uma escola da zona rural no município vizinho de Cunha. Nesse período, casou-se com o também professor Nelson do Nascimento Monteiro, adotando o nome de casada Geraldina Coelho Monteiro.
O casal constituiu família e teve quatro filhos: Antônio Carlos, Júlio César, Carmen Lygia e Afonso Celso.
Em 1952, transferiu sua residência para a cidade de São José dos Campos, onde passou a dar aulas nas escolas Pedro Mascarenhas e Francisco João Leme. Dois anos depois, em 1954, efetivou-se como professora de educação básica na escola Santana do Parnaíba. Nessa instituição, trabalhou por treze anos consecutivos e também exerceu a função de diretora por alguns anos.
Aposentou-se das salas de aula no ano de 1967. Geraldina faleceu em 5 de fevereiro de 1988, aos 67 anos de idade, em sua própria residência, localizada no centro de São José dos Campos. A causa da morte foi um problema cardíaco.
Em 10 de janeiro de 1992, quatro anos após o seu falecimento, a então Escola Nova Michigan, situada no Jardim Nova Michigan em São José dos Campos, foi rebatizada oficialmente como Escola Estadual Professora Geraldina Coelho Monteiro em sua memória.
Como parte das tradições da instituição, a comunidade escolar celebra anualmente o “Dia do Patrono” em 21 de agosto, data de seu nascimento. Seu marido, o professor Nelson, também foi homenageado com o nome de outra escola estadual na mesma região.
FIM
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