Histórias da Fazenda de Santa Cruz

Protegida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 1938, a fazenda já serviu como convento jesuíta, escola de música, palácio de veraneio de Dom João VI e também como ponto de partida para a viagem da Independência de Dom Pedro I.

Neste texto, você verá uma paráfrase baseada no videolog do historiador Paulo Rezzutti que, ao compilar documentos e relatos de cronistas da época, oferece uma visão rica e detalhada sobre o auge da Fazenda de Santa Cruz.

PS: Também foram usados trechos de trabalhos de outros pesquisadores.

Fatos Históricos Relacionados

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Primeiro ReinadoDia do FicoNo contexto do Dia do Fico, houve o Levante da Divisão Auxiliadora Portuguesa, que queria a ida de Dom Pedro I para Portugal. Esse conflito fez com que Dom Pedro I levasse sua família à Fazenda de Santa Cruz.
Primeiro ReinadoAdoecimento e falecimento do herdeiro do tronoDurante a viagem à Fazenda de Santa Cruz, o filho de Dom Pedro I, herdeiro do trono, adoeceu e faleceu. Este evento trágico ocorreu enquanto estavam a caminho da fazenda.
Primeiro ReinadoEncontro da Imperatriz Leopoldina com José BonifácioNa mesma viagem, a Imperatriz Leopoldina encontrou-se pela primeira vez com José Bonifácio, que estava indo de São Paulo ao Rio de Janeiro. Esse encontro foi crucial para obter o apoio dos paulistas ao Fico de Dom Pedro.
Segundo ReinadoMorte do segundo herdeiro do tronoEm 1850, Dom Pedro II perdeu um dos seus filhos na Fazenda de Santa Cruz, que morreu após as comemorações do Dia do Fico. Esse filho havia sido deixado na fazenda enquanto seus pais foram ao Rio de Janeiro para comemorar o evento.

Antes da Família Real Portuguesa

A história da Fazenda de Santa Cruz remonta a períodos anteriores ao reinado de Dom João VI e Dom Pedro I, quando o local ainda era uma “sesmaria”.

Nota: Sesmaria era um modelo de concessão de terras feita pela Coroa Portuguesa no período colonial para incentivar a produção agrícola e a ocupação do território, contudo, acabou concentrando terras nas mãos das elites.

O termo sesmaria origina-se do português arcaico sesmo, derivado do latim seximus, que significa “a sexta parte”

Em 1567, Cristóvão Monteiro, um influente fidalgo de Santos, foi convocado pelo governador Geral Mém de Sá para atuar contra os franceses no Rio de Janeiro.

Após a bem-sucedida expedição, recebeu como reconhecimento a Sesmaria de Guaratiba, atualmente situada na fronteira entre o Rio de Janeiro e São Paulo.

Após o falecimento de Cristóvão Monteiro, sua esposa, a Marquesa Ferreira, herdou a propriedade e doou metade das terras aos jesuítas. Em 1590, os jesuítas chegaram ao local para tomar posse das terras doadas e fizeram um acordo com a filha da Marquesa, no qual propuseram trocar a outra metade das terras herdadas por ela por propriedades no litoral de Santos e Bertioga.

E assim, após juntar as duas partes, acrescidas das propriedades compradas de fazendeiros da região, os jesuítas fundaram a Fazenda de Santa Cruz.

Através de registros históricos, é possível afirmar que a Fazenda de Santa Cruz possuía dimensões significativamente superiores às atuais, o que a tornava a maior fazenda do Brasil durante o Primeiro e o Segundo Reinado.

A extensão da fazenda abrangia uma área de 40 léguas quadradas (932 km²) entre Guaratiba e a Serra das Matacães, em Vassouras.

Organização Inicial da Fazenda de Santa Cruz

Dificuldades iniciaisAutossuficiência dos jesuítasResolveram suas necessidades locais, importando o mínimo da Europa.
Complexo industrialAgricultura e indústriaA fazenda produzia de tudo, desde alimentos até canoas.
Inventário e curraisEstrutura fundiáriaEm 1742, registrou-se um inventário que incluía 18 currais com foro anual.
Trabalho e organizaçãoDivisão de tarefasTrabalhadores e servos organizados em funções específicas, aproveitando vocações individuais.
InfraestruturaIgrejas, hospital, escola, oficinasA fazenda incluía serviços básicos e espaços de produção.
Produção agrícolaDiversidade de cultivosCultivavam-se alimentos básicos e produziam-se utensílios de uso doméstico e comercial.
Devoção e culturaCelebrações religiosas e objetos sacrosIgreja bem decorada, com altares e objetos para rituais religiosos, além da Festa da Exaltação da Santa Cruz.
SaúdeHospital e enfermariasAtendimento a servos e espaço para padres, separados por alas para diferentes necessidades.
CelebraçõesFesta da Exaltação da Santa CruzRealizada anualmente em 14 de setembro com procissões e ritos religiosos.
Crítica socialSimplicidade dos jesuítasEram criticados por simplicidade, mas com o tempo adquiriram peças para receber visitas sem perder seus princípios de economia e modéstia.

Em 1707, foi erguida a primeira sede da fazenda, que foi uma igreja dedicada à Santa Bárbara; em seguida, um convento foi construído ao lado, o qual se tornou o maior do Brasil no período Colonial — com mais de trinta celas.

Em 1752, os jesuítas construíram uma ponte que também funcionava como represa, conhecida como a Ponte do Guandu, ou ponte dos jesuítas, que servia para controlar a cheia do rio Guandu.

A ponte, erigida em cantaria, era toda em pedra. A ponte existe até hoje. Contudo, no passado, quando o rio ainda passava por lá, havia comportas de madeira que se abriam e fechavam para dar vazão ao rio quando subia.

É possível identificar a data de criação dessa ponte, uma vez que há uma placa com a data de sua criação (1752), com os dizeres em latim:

“Jesus Salvador dos Homens”. Inscrição latina: “Flecte genu, tanto sub nomine, flecte viator. Hic etiam reflua flectitur amnis aqua”. ”Dobra o joelho sob tão grande nome, viajante. Aqui também se dobra o rio em água refluente”.

A partir da água que os jesuítas represevam e depois soltavam, eles conseguiam inundar uma grande parte do terreno, e com isso eles plantavam arroz.

Os jesuítas também criavam nessa fazenda cavalos, mulas (muito utilizadas para transporte na época) e bois.

E essa fazenda foi uma das maiores do Período Colonial, e foi tão rica que, enquanto fazeideiros na Bahia possuíam entre seis e oito mil cabeas de gado, os jesuítas tinham vinte mil, cuidados por cerca de 1500 escravos.

Além desses melhoramentos de estrutura física na região, os jesuítas fizeram importantes obras de beneficiamento de estradas que se tornariam significativas no Período Colonial:

Melhoramento da estradaFazenda de Santa Cruz à Quinta da Boa VistaMelhoraram a estrada que ligava a Fazenda de Santa Cruz ao bairro de São Cristóvão, onde no século XVI havia um colégio jesuíta.
Criação da estradaFazenda de Santa Cruz a São PauloCriaram uma estrada que conectava a Fazenda de Santa Cruz à cidade de São Paulo.
Criação da estradaFazenda de Santa Cruz às Minas GeraisCriaram uma estrada que levava da Fazenda de Santa Cruz às Minas Gerais, localizada na parte setentrional do mapa.

Com o tempo, essas passagens criadas pelos jesuítas seriam as principais ligações entre essas três regiões econômicas importantes do Brasil (SP, RJ e MG, tendo Santa Cruz como o epicentro). Vale ressaltar que foi de Santa Cruz que Dom Pedro I partiu em sua Viagem a Minas e depois a São Paulo, que culminaria no Grito da Independência.

Os tempos de hegemonia cultural, intelectual e material dos jesuítas terminariam em 1759, após o Marquês de Pombal, o superministro do rei de Portugal, expulsar os jesuítas do Brasil e de todas as outras possessões portuguesas.

Por Carta Régia de 16 de outubro de 1761, a Fazenda de Santa Cruz tornou-se propriedade do Estado Português.

Nesse período, a fazenda entrou em decadência devido à falta de habilidade administrativa dos portugueses.

Em 1808, com a chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, Dom João VI visitou a Fazenda de Santa Cruz pela primeira vez e se afeiçoou ao local.

Decidiu, então, adotar a fazenda como residência de veraneio para escapar dos verões intensos do Rio de Janeiro, passando lá as seis primeiras semanas do ano devido ao clima ameno.

Nesses primeiros anos de uso da fazenda como casa de veraneio, a estrutura do local continuava sendo a de um convento.

Havia a igreja de Santa Bárbara e, do lado, o prédio com os quartos do convento jesuíta.

Segundo os relatos históricos, nessa época a corte portuguesa, que viajava junta, não se preocupava com o luxo, e ao chegar na Fazenda Santa Cruz, cada membro da corte escolhia uma cela e ali permanecia; tanto Dom João, que na época era príncipe regente, quanto a rainha Maria I.

Um detalhe importante é que essa fazenda foi descrita por todos os cronistas da época como um local simples e não adequado para os padrões da corte de Portugal.

Em 1811, Dom João VI constrói uma nova ala na fazenda, com a igreja de Santa Bárbara no meio, do lado direito, o antigo convento, e do lado esquerdo ele constróia uma ala maior e mais moderna, fechando um quadrilátero com a igreja no meio.

Essa estrutura organzacional, com uma igreja no centro e dois prédios de palácio ao lado entrando dentro da igreja, foi inspirado em um lugar que Dom João VI frequentava em Portugal, que era o convento palácio de Mafra.

Esse local era conhecido por seu grupo musical de “cantochão”, um tipo de coral acompanhado por instrumentos musicais.

Na época em que Dom João VI frequentava as reuniões de “cantochão”, o principal músico da orquestra era o padre José Maurício, um importante sacerdote negro e filho de ex-escravizados, considerado um dos grandes musicistas brasileiros do Período Colonial.

E os historiadores especulam que, talvez por influência desse padre, foi criada uma das mais importantes e interessantes obras de Dom João em Santa Cruz: uma escola de música.

De acordo com a historiadora Cládia Witte, existe no arquivo de Stamberg, na Alemanha, o registro de um nobre alemão que passou uma temporada na Fazenda de Santa Cruz, acompanhado da Imperatriz Amélia (2.ª esposa de Dom Pedro I).

Ele teria documentado em desenhos a disposição dos prédios da fazenda. De acordo com ele, havia uma praça em frente ao palácio; à esquerda, um teatro construído por ordem de Dom João.

Além do teatro, existia um sobrado que abrigava uma tecelagem e, no andar superior, funcionava uma escola de música.

Segundo ele, os músicos eram todos negros e escravizados, e os que possuíam mais aptidão musical na fazenda eram enviados para a escola de música. Esses escravos não trabalhavam e apenas estudavam música durante seis horas por dia e, além de música, também recebiam alfabetização.

Segundo a historiadora, na ´poça da segunda esposa de Dom Pedri I, a escola se encontrava em decadência, pois, desde a volta de Dom João VI para Portugal, Dom Pedro investira cada vez menos na escola de música.

Na época em que esse nobre alemão esteve na fazenda de Santa Cruz, segundo a sua documentação, a orquestra possuía:

Instrumentos MusicaisViolinos (6), Violas (2), Flautas (2), Clarinetes (3), Fagotes (2), Trompetes (2), Tambores Turcos (2)
CantoresSeis cantores e oito cantoras de modinhas, cantochão e música sacra.
RepertórioMúsica sacra e profana, canto coral e apresentações solo
Vestimenta dos HomensSpencer e calça de tecido verde, colete branco, meias e sapatos
Vestimenta das MulheresVestidos brancos com bordados verdes, meias e sapatos pretos; lenço de seda colorido ou xale preto
Acessórios de CabeçaMulheres não usavam acessórios na cabeça
Local das AulasCasa em cima do sobrado da tecelagem
ApresentaçõesIncluíam música e dança com arcos enfeitados com flores

Sobre a Fazenda de Santa Cruz e Seu Acesso a Partir do Rio de Janeiro:

LocalizaçãoFazenda de Santa Cruz, a 50 km do Rio de Janeiro
Acesso InicialEstrada criada pelos jesuítas, com base em trilhas indígenas alargadas
Reforma de Dom João VIA estrada e a fazenda foram reformadas e nomeadas “Fazenda Imperial de Santa Cruz”
Infraestrutura no Período de Dom Pedro IConstrução da Estrada Real de Santa Cruz, que ainda era uma estrada de terra precária
Dificuldades no CaminhoEstrada sujeita às intempéries, com passagem dificultada por chuva e outras condições climáticas
Tempo de ViagemDe 6 a 7 horas a cavalo para percorrer a distância entre a Quinta da Boa Vista (São Cristóvão) e a fazenda

A Estrada Real

Em 1826, Dom Pedro I mandou instalar na Estrada Real “marcos de légua”, que eram basicamente totens de granito com números. Essas estruturas eram instaladas a cada 1 légua, indicando o quanto já havia sido caminhado.

Esses dispositivos marcavam o caminho desde o palácio da Quinta da Boa Vista até Santa Cruz, que ficava no marco de 11 léguas.

Quando os viajantes chegavam à fazenda, esses totens mudavam, e passavam a exibir a incrição “P1” com uma coroa imperial e cima; na parte lateral há um “F e N”, que significa “fazenda nacional”.

A estrada que levava até a fazenda de Santa Cruz tornou-se um eixo de desenvolvimento do país, e todo o oeste da cidade do Rio de Janeiro se desenvolveria em função de Santa Cruz e da estrada de São Paulo a Minas. Várias vendas, postos de troca de montarias e estrebarias surgiram ao redor desse caminho.

A fazenda foi, na época, a única reserva imperial de caça do país, onde somente o Imperador e seus convidados eram autorizados a caçar. Eles caçavam paca, veados, garças (cujas penas serviam de enfeite para as fardas da guarda nacional do imperador).

As Estruturas e Funcionalidades da Fazenda de Santa Cruz na Época dos Jesuítas:

HospitalLocal destinado ao atendimento de saúde dos residentes e trabalhadores da fazenda
CavalariçasEstrutura ao lado do hospital, usada para abrigar os cavalos
PicadeiroEspaço para treinamento de cavalos
Prisão (da época dos jesuítas)Estrutura antiga, usada pelos jesuítas para prender pessoas com mau comportamento
Poço ArtesianoPoço que fornecia água para a fazenda e arredores
Telégrafo VisualSistema de comunicação visual, utilizado devido à posição elevada da fazenda, permitindo informar a chegada do Imperador e outras mensagens importantes

Quando os viajantes chegavam à fazenda de Santa Cruz, ao passar pelo marco das 11 léguas, ele tinha dois caminhos para seguir:

1º entrada para Santa Cruz, 2º caminho para São Paulo. Ao entrar na fazenda, o viajante se deparava com uma guarita com um portão, e dentro ele já avistava uma vila formada por antigos funcionários.

Nos primeiros passos o viajante encontrava uma alameda com árvores, até que ele chegava em outro portão, onde se abria e já chegava ao terreiro, onde havia uma praça imensa com um cruzeiro; na frente dessa imensa cruz, que existe até os dias de hoje havia um convento.

No mesmo terreiro, antes de chegar ao palácio, do lado direito, havia outras construções, entre elas uma outra igreja, que estava sendo construída. Do lado esquerdo havia uma vila onde viviam mil e quatrocentos escravos e seissentos brancos.

A Lenda de Santo Inácio

Uma lenda da época dizia que os negros, descendentes dos escravizados que trabalhavam na fazenda com os jesuítas que, em teoria, eram propriedade da Coroa Portuguesa, acreditavam que não pertenciam ao imperador nem ao Brasil, mas sim a Santo Inácio de Loyola, o santo patrono dos jesuítas e fundador da Companhia de Jesus.

As Condições de Habitação e a Vida dos Escravos na Fazenda

HabitaçõesCasas pequenas e próprias, sem janelas, apenas com portas, onde moravam famílias inteiras
Condições InternasPresença de bichos peçonhentos e um fogão a lenha
Divisão de Trabalho15 dias dedicados ao trabalho para a fazenda e 2 dias para atividades pessoais
SalárioDois vinténs por semana, usado para o sustento, podendo ser substituído por mantimentos ou sementes
Plantio PessoalPequenas plantações de subsistência para os escravos
Condições de VidaRelatos históricos indicam miséria, que frequentemente os levava a praticarem o roubo
Reputação dos EscravosEscravos da Fazenda de Santa Cruz tinham má reputação devido às necessidades que os levavam a roubar

A existência de escravos na fazenda de Santa Cruz acabará em 1871, com a Lei do Ventre Livre.

Essa lei libertava todos os escravizados da Coroa, incluindo, portanto, os trabalhadores da fazenda, que se tornaram livres. Houve, então, uma tentativa dos brancos de manter esses ex-escravizados trabalhando em Santa Cruz.

28 de setembro de 1871Lei do Ventre LivreEstabeleceu que todos os filhos de mulheres escravizadas nascidos a partir daquela data seriam considerados livres, mas ficariam sob tutela dos senhores até os 21 anos.

Eventos Importantes na Fazenda de Santa Cruz

Os anos se passaram, e Dom Pedro II não usava mais a Fazenda de Santa Cruz como a sua casa de veraneio; tendo o monarca, nessa época, preferência pela casa em Petrópolis; contudo, o imperador continuava usando a fazenda como local de eventos importantes.

E um exemplo desse uso foi a criação de uma agência fixa dos Correiros, inaugurado em 02 de novembro de 1842.

A Fazenda de Santa Cruz ocupava uma posição privilegiada, pois, além de ser atravessada por estradas imperiais, ficava próxima ao mar, estando situada entre o litoral e o sertão, o que facilitava a instalação de uma agência fixa dos correios.

Na época de Dom Pedro II, houve um significativo crescimento da malha ferroviária no Brasil, destacando-se a criação da Estrada de Ferro Dom Pedro II, que mais tarde se tornaria a Estação Central do Brasil.

Em 1878, foi construído um ramal em direção ao oeste carioca, onde se localizava a fazenda de Santa Cruz.

Em 1881, um pequeno ramal ferroviário foi edificado nas proximidades da fazenda Santa Cruz, destinado ao transporte de gado para o matadouro, que havia sido transferido do Rio de Janeiro para aquela localidade.

Esse matadouro, que na época era o maior do Brasil, fornecia carne para toda a região do Rio de Janeiro. Durante esse período, a energia elétrica também chegou a Santa Cruz, uma vez que o matadouro dependia dessa fonte de energia para suas operações.

Viagem do Imperador

Em 1879, após uma viagem aos Estados Unidos, onde participou de uma exposição em comemoração ao centenário da independência americana, Dom Pedro II trouxe ao Brasil uma importante inovação tecnológica que havia observado: o telefone.

Nesse mesmo ano, ele ordenou a instalação de uma linha telefônica que estabelecia a conexão entre a fazenda de Santa Cruz e a Quinta da Boa Vista.

Em 15 de novembro de 1889, ocorreu a Proclamação da República, sendo a família imperial expulsa do Brasil.

Dom Pedro II receberá uma indenização pelos melhoramentos que ele havia feito na fazenda, com recursos próprios. E assim encerra-se o contato da família imperial com a fazenda.

Aquela construção, que começou como uma igreja, depois se tornou um convento e foi posteriormente aprimorada por Dom João VI, hoje pertence às Forças Armadas do Brasil e se transformou no 1º Batalhão de Engenharia de Combate (Batalhão Escola Villagran Cabrita).

FIM

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