Relato de Terror: O Diabo No Retiro da Igreja

Você sabia que existe um certo misticismo em torno dos horários de 15h00 e 3h00? De acordo com o “Diário de Santa Faustina”, uma santa importante do catolicismo romano, o próprio Jesus chamou as três horas da tarde (momento de Sua morte na cruz) e hora de grande misericórdia para o mundo. Nesse horário, a misericórdia está aberta para todos, especialmente para os pecadores.

Já o horário das 3h00 da madrugada, alguns dizem, é o horário do diabo; tempo cronológico que ele, Satanás, teria se apoderado para zombar de Deus.

Por esse motivo, às 3 da madrugada seria o horário perfeito para as práticas ocultas.

Existe também o conceito de tempo cronológico, associado ao deus Cronos e à máxima capitalista “time is money”.

Já o tempo de Deus, o kairós, refere-se a outro deus grego e a uma antiga palavra que significa “o momento certo” ou “oportuno”.

Os gregos antigos tinham duas palavras para o tempo: “chronos” e “kairós”. Enquanto o primeiro se refere ao tempo cronológico ou sequencial, o segundo, ao tempo de Deus.

Na mitologia, Cronos foi o pai de Zeus, e Kairós foi filho menor de Zeus e da deusa da prosperidade, Tyche.

Posto isso, leitor, ao ler ou ouvir o relato a seguir, preste atenção no horário.

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Vi o Coisa Ruim no Retiro da Igreja

Essa história que vou contar é extremamente real e estranho. Aconteceu comigo mesmo, em outubro de 2016. Pois bem, em outubro teve o retiro/acampamento de jovens da minha igreja, e foi em uma chácara, que era dividida em três terrenos.

Tinha a primeira chácara, que era um salão; havia a segunda (do meio); e tinha a última, que ficava embaixo.

Nós estávamos na do meio. Já tinha passado das 3h30 da madrugada, e eu e mais uns dez amigos estávamos acordados brincando de esconde-esconde no campo de futebol da chácara.

Esse campinho era de frente para a última chácara, a qual era cheia de árvores. Então, encerramos a brincadeira e fomos lavar os pés atrás da chácara, porém, eu sentei na escada de frente para o campo, onde dava para ver toda a chácara embaixo.

Eu sou muito medroso, mas fiquei tranquilo sozinho, apesar da escuridão e do tempo frio. Foi nessa brisa da madrugada que vi uma luz vermelha, pequena, entre as árvores (estou me arrepiando só de contar). Na hora eu imaginei que essa luz vermelha fosse algum sensor de movimento, e fiquei encarando a luz.

Então, de repente, a luz cresceu, e começou a passear por entre as árvores. Eu levei um susto, por ver a luz se movimentando. Eu forcei a vista para ver melhor, e vi que não era uma luz normal, era uma sombra, que tinha silhuetas de uma pessoa, porém, vermelha e brilhante, e com um capuz escuro.

Eu me lembro que não conseguia mover os olhos, estava arrepiado e com medo de olhar para trás para ver onde estava todo mundo, pois sempre vi nos filmes que um movimento que você dá desviando o olhar, quando volta o olhar o” espírito “está na sua frente, e eu só pensava nisso.

Continuei encarando a sombra vermelha que passeava por entre as árvores, visivelmente e tranquila, porém percebi que ela andava em círculos, ela não saía daquele meio das árvores, era só ali que ela andava.

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Eu pensei: “Pode ser alguém que está na chácara”, porém mão havia ninguém; das três chácaras, a que eu estava era a única que tinha gente. E se fosse alguém, estaria vestido de vermelho, porque a sombra era vermelha; mas era um vermelho brilhante; brilhava como luz mesmo, então essa hipótese eu descartei.

Entao, do nada, a sombra parou do lado de uma árvore. De onde eu estava, a sombra estava de lado para mim, de ombros. E de repente, depois de alguns segundos parada, ela virou o rosto para mim. Olhou nos meus olhos! E ficou ali, me encarando de volta, eu não via boca, nariz, nada, só os olhos. (estou arrepiado só de lembrar)!

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Eu corri para dentro do quarto e contei para o responsável do retiro o que havia enxergado sobre as árvores, e ele disse que não deveríamos estar brincando nesse horário. Nessa madrugada eu custei a dormir, e no outro dia eu fiquei aliviado de poder voltar para minha casa.

FIM

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