| 1ª Parte | Tabela com a definição das figuras |
| 2ª Parte | Atividades |
| Nome da Figura | Exemplo | Breve Explicação |
|---|---|---|
| Metáfora | “Amor é fogo que arde sem se ver.” | Comparação direta entre dois elementos distintos, sem uso de “como” ou “parecido com”. |
| Metonímia | “Eu leio Machado de Assis.” | Substituição de um termo por outro com o qual possui uma relação de proximidade ou associação. |
| Catacrese | “A asa da xícara.” | Uso de uma palavra fora do seu contexto usual de significado. |
| Antonomásia | “Ele é o Einstein da sala.” | Substituição do nome próprio de alguém por uma característica marcante ou referência conhecida. |
| Perífrase | “Cidade Luz” (referindo-se a Paris) | Uso de uma expressão que descreve algo de forma indireta ou mais elaborada do que o necessário. |
| Sinédoque | “Moscou caiu na mão dos alemães.” | Uso de uma parte para representar o todo, ou vice-versa. |
| Sinestesia | “Cor berrante, perfume doce.” | Fusão de dois ou mais sentidos em uma única expressão. |
| Personificação ou Prosopopeia | “O vento beija os meus cabelos.” | Atribuição de características humanas a objetos inanimados ou seres irracionais. |
| Assíndeto | “Vim, vi, venci.” | Omissão de conjunções em uma sequência de palavras ou frases. |
| Polissíndeto | “As ondas vão e vem/E vão e são como o tempo.” (Música “Sereia” de Lulu Santos) | Uso repetido de conjunções em uma lista de itens. |
| Elipse | “Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.” | Omissão de uma ou mais palavras que podem ser inferidas pelo contexto. |
| Zeugma | “O bebê aprendeu a andar. E depois, a falar.” | Uso de uma palavra de forma implícita para evitar repetição. |
| Anáfora | “É o pau, é a pedra, é o fim do caminho | Repetição de uma mesma palavra ou expressão no início de frases ou versos sucessivos. |
| Anacoluto | “Portugal, quantas saudades tenho…” | Quebra da sequência lógica de uma frase por meio de uma interrupção ou desvio sintático. |
| Pleonasmo | “Morrerás morte vil na mão de um forte.” | Uso redundante de palavras que não acrescentam informação ao sentido da frase. |
| Aliteração | “Chove chuva, chove sem parar.” | Repetição de sons consonantais semelhantes em palavras próximas. |
| Assonância | “Minha foz do Iguaçu / Polo sul, meu azul / Luz do sentimento nu” | Repetição de sons vocálicos semelhantes em palavras próximas. |
| Onomatopeia | “Ratim bum” (som de instrumentos musicais) | Uso de palavras que imitam sons naturais ou de objetos. |
| Anástrofe | “Tão leve estou que já nem sombra tenho.” | Inversão da ordem natural das palavras em uma frase. |
| Hipérbato | “Passeiam, à tarde, as belas da avenida.” | Inversão da ordem sintática ou gramatical das palavras em uma frase. |
| Sínquise | “Em pesada caiu o pobre melancolia.” | Inversão extrema da ordem das palavras, gerando uma construção incomum ou difícil de entender. |
| Antítese | “Onde queres prazer, sou o que dói.” | Expressão de ideias opostas em uma mesma frase ou contexto. |
| Paradoxo ou Oxímero | “O mito é o nada que é tudo.” | Expressão de uma ideia que parece contraditória, mas que expressa uma verdade profunda. |
| Apóstrofe | “Senhor, tende piedade de nós!” | Discurso direto a um ser inanimado, ausente ou abstrato. |
| Gradação | “Mais dez, mais cem, mais mil e mais um bilião…” | Enumeração de elementos em uma sequência de intensidade crescente ou decrescente. |
| Ironia | “Que belo dia para se quebrar o pé!” | Expressão de uma ideia que é oposta ao que realmente se quer dizer, muitas vezes com um tom sarcástico. |
| Hipérbole | “Estou morrendo de fome!” | Exagero intencional para enfatizar uma ideia ou sentimento. |
| Eufemismo | “Ele partiu para o outro mundo.” | Uso de uma expressão mais suave para suavizar uma realidade desagradável. |
| Disfemismo | “Você não passa de um grosseirão.” | Uso de uma expressão grosseira ou ofensiva para descrever algo ou alguém. |
| Reificação | “Tia, já botei os convidados na lista.” | Atribuição de características humanas a objetos ou conceitos abstratos. |
| Lítotes | “Ela até que não é tão feia…” | Expressão de uma ideia pela negação do seu oposto, geralmente para amenizar ou subestimar uma característica. |
| Quiasmo | “Quando faço por me lembrar, não me lembro…” | Disposição cruzada da ordem das partes simétricas de duas frases, formando uma antítese ou paralelismo. |
| Silepse | “A vítima era tão linda que o carrasco estava temeroso…” | Concordância ideológica que consiste na concordância com um termo subentendido ou não expresso. |
2ª parte: Atividades para Aprender Figuras de Linguagem em Sala de Aula
Metáfora:
- Peça aos alunos para escolherem um objeto comum e descrevê-lo usando uma metáfora. Por exemplo, “O sol é uma lâmpada gigante no céu”.
Metonímia:
- Divida a classe em grupos e dê a cada grupo uma lista de frases com exemplos de metonímia. Peça-lhes para identificar a palavra que está sendo substituída por outra e explicar o significado.
Catacrese:
- Passe um tempo observando objetos comuns ao redor da sala de aula. Peça aos alunos para identificar exemplos de catacrese, como “a perna da mesa” ou “a asa da caneca”.
Antonomásia:
- Faça uma lista de figuras públicas ou personagens fictícios e peça aos alunos para criar frases que usem antonomásia para descrevê-los. Por exemplo, “O Einstein da turma” para descrever um aluno muito inteligente.
Perífrase:
- Dê aos alunos uma lista de objetos ou lugares conhecidos e peça-lhes para criar uma perífrase para cada um. Por exemplo, “A Cidade Luz” para Paris.
Sinédoque:
- Exiba algumas imagens de situações comuns e peça aos alunos para identificar exemplos de sinédoque nelas. Por exemplo, uma foto de uma pessoa segurando uma chave para representar abrir a porta.
Sinestesia:
- Peça aos alunos para escreverem uma descrição de uma experiência sensorial (como um pôr do sol) usando sinestesia para combinar diferentes sentidos, como visão e olfato.
Personificação ou Prosopopeia:
- Leia uma poesia ou um trecho de um livro que contenha exemplos de personificação. Peça aos alunos para identificar as partes em que objetos inanimados são personificados e discutir o efeito disso na narrativa.
Assíndeto:
- Dê aos alunos uma série de frases com conjunções omitidas e peça-lhes para completar as frases corretamente. Por exemplo, “Vim, vi, _.”
Polissíndeto:
– Peça aos alunos para reescreverem uma lista de itens usando polissíndeto para adicionar ênfase. Por exemplo, “Comprei pão e queijo e manteiga e suco e frutas.”
Elipse:
- Peça aos alunos para completarem frases que contenham elipse. Por exemplo, “Na sala, apenas quatro ou cinco convidados _.”
Zeugma:
- Peça aos alunos para identificarem e explicarem o efeito de zeugma em frases de exemplo. Por exemplo, “O bebê aprendeu a andar. E depois, _.”
Anáfora:
- Solicite aos alunos que criem um poema ou discurso que contenha anáfora para enfatizar uma ideia específica. Por exemplo, “O Senhor esteja convosco, Ele está _.”
Anacoluto:
- Dê aos alunos frases com anacoluto e peça-lhes para reescrevê-las de forma correta, mantendo a lógica. Por exemplo, “Portugal, quantas saudades tenho _.”
Pleonasmo:
- Desafie os alunos a identificarem e corrigirem pleonasmos em frases fornecidas. Por exemplo, “Morrerás morte vil na mão de um forte _.”
Aliteração:
- Peça aos alunos para escreverem uma poesia ou um texto curto que contenha aliteração. Por exemplo, “Chove chuva, chove sem parar.”
Assonância:
- Solicite aos alunos que criem frases que contenham assonância para descrever uma cena ou situação específica. Por exemplo, “Minha foz do Iguaçu / Polo sul, meu azul / Luz do sentimento nu”.
Onomatopeia:
- Peça aos alunos para criarem uma história em quadrinhos que use onomatopeias para representar sons. Por exemplo, “Ratim bum” para o som de instrumentos musicais.
FIM
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